O que são os anticorpos monoclonais aprovados para tratamento da Covid-19

Recentemente, novas opções de medicamentos para o tratamento da Covid-19 foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Muitas fórmulas que receberam o aval da entidade fazem parte do grupo dos anticorpos monoclonais.

Eles são feitos em laboratório e têm a função de mimetizar a ação dos anticorpos produzidos pelo nosso próprio corpo. Além disso, são programados para agir diretamente na proteína do vírus que possibilita a sua reprodução dentro do organismo. Por isso, mostram-se eficazes na hora de impedir que a infecção se agrave.

“Esses medicamentos imitam os anticorpos do tipo neutralizantes”, resume o biólogo Sergio Surugi de Siqueira, professor de Imunologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e membro titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Até a durabilidade desses anticorpos fabricados pode ser manipulada. “É possível dotá-los de uma vida biológica mais longa do que a dos nossos anticorpos naturais”, afirma Siqueira.

Eles são indicados para os primeiros dias de infecção, quando são detectados os sintomas iniciais. Ou seja, esse, sim, seria um tratamento precoce vantajoso, à base de remédios com ação benéfica realmente comprovada.

Cresce a lista de remédios dessa classe liberados pela Anvisa. Mas, devido ao alto custo e avanço da vacinação, eles devem ficar restritos a poucos grupos

O que são os anticorpos monoclonais aprovados para tratamento da Covid-19

publicado originalmente em Veja saúde

Máscaras e mais: a vida em sociedade em meio à queda de casos de Covid-19

Com a queda no número de mortes e internações em decorrência da Covid-19cidades estudam flexibilização de regras e relaxamento no uso de máscaras. Mas especialistas alertam que a pandemia ainda não acabou e atitudes como essa mantém alta a taxa de circulação do vírus. No meio desse cenário confuso, como ficam os encontros entre amigos e familiares?

Confraternizar com segurança e sem proteção só será possível ao atingirmos a imunidade coletiva, quando há tantas pessoas imunizadas que a circulação do vírus cai drasticamente. E isso ainda não tem data para acontecer. Essa é a primeira lembrança de médicos ao falar sobre pequenas ou grandes confraternizações.

Os números estão melhorando, mas os experts esperam que esse patamar de segurança só seja alcançado com mais de 80% da população vacinada com as duas doses. O Brasil ainda está em 45%.

A tendência de queda nos registros de hospitalizações e mortes ocorre porque as vacinas até cumpriram a sua função de reduzir óbitos e casos graves. No entanto, nenhum dos imunizantes é 100% eficaz. Há ainda o surgimento de variantes, que é estimulado com uma maior circulação do vírus.

Transmissão da covid se mantém entre imunizados, e o país tem números tímidos de vacinação para encontros sem cuidados

Máscaras e mais: a vida em sociedade em meio à queda de casos de Covid-19

publicado originalmente em Veja saúde

O que você precisa saber sobre a primeira vacina contra a malária recomendada pela OMS

Na última quarta-feira (06), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso em larga escala da primeira vacina aprovada contra a malária, chamada RTS,S/AS01 – ou Mosquirix. A decisão chega após um programa-piloto de vacinação conduzido desde 2019 em três países africanos: Quênia, Malawi e Gana.

A malária é uma doença parasitária que mata meio milhão de pessoas todos os anos, praticamente todos residentes da África Subsaariana. Dentre as vítimas, 260 mil são crianças com menos de cinco anos de idade. 

Segundo Pedro Alonso, diretor do programa de malária da OMS, essa é uma decisão histórica. A primeira vacina contra a malária (e contra qualquer doença parasitária) foi desenvolvida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline. Ela treina o sistema imune da criança para combater o Plasmodium falciparum, um dos cinco parasitas causadores da malária. O falciparum é o mais letal e é o que predomina na África.

O imunizante levou 34 anos para ser desenvolvido – e é o primeiro aprovado para uma doença parasitária.

O que você precisa saber sobre a primeira vacina contra a malária recomendada pela OMS

publicado originalmente em superinteressante

Campanha nacional de multivacinação começa hoje

O Ministério da Saúde anunciou o início da Campanha Nacional de Multivacinação, que disponibilizará 18 tipos de vacinas em 45 mil postos de vacinação localizados em todas as 27 unidades federativas e seus respectivos municípios. Os imunizantes protegem crianças e adolescentes de doenças como poliomielite, sarampo, catapora e caxumba.

A ação tem início hoje e vai até o dia 29 de outubro. As autoridades destacam que pais e responsáveis têm papel fundamental para o sucesso da iniciativa com o público-alvo, que é de menores de 15 anos.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Arnaldo Medeiros, a campanha deste ano é mais relevante porque o governo vem identificando, desde 2015, uma tendência de queda nos índices de vacinação.

Segundo ele, essa baixa procura tem, entre suas causas, o desconhecimento sobre a importância das vacinas, as notícias falsas (ou fake news), a atuação dos grupos antivacinas e o medo de eventos adversos.

Ministério da Saúde oferece 18 tipos de vacinas a crianças e adolescentes de até 15 anos

Campanha nacional de multivacinação começa hoje

publicado originalmente em Veja saúde

Covid-19: quando vem a imunidade coletiva?

Os índices esperados para alcançar a imunidade coletiva ou de rebanho em relação ao coronavírus mudaram desde o início da pandemia. Bom lembrar que a obtenção desse status, em que a maioria da população está protegida contra o vírus, depende da quantidade de pessoas vacinadas contra ele e da queda na sua taxa de transmissão, segundo o epidemiologista Guilherme Werneck, professor do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Supõe-se que a partir de um determinado patamar de imunização, é possível interromper a circulação de um vírus. Mas, com a covid-19, é diferente”, diz Werneck.

Casos de reinfecção, o surgimento de variantes e a possibilidade de transmitir a doença mesmo após a vacinação são variáveis que bagunçaram a conta e deixaram os especialistas incertos sobre qual seria o tal patamar de imunização necessário para frear o coronavírus. Mas eles estão esperançosos em relação à queda das mortes e ao controle da doença. Desde que não haja um relaxamento total, é claro.

Novas cepas e possibilidade de transmissão do vírus por vacinados são fatores que dificultam a resposta. Mas há uma certeza: dá para controlar o coronavírus

Covid-19: quando vem a imunidade coletiva?

publicado originalmente em Veja saúde

Reforço de Pfizer após duas doses de Coronavac aumenta anticorpos em até 20 vezes, sugere estudo

Uma dose de reforço da vacina Pfizer contra a Covid-19aumentou em 20 vezes o nível de anticorpos em voluntários com esquema vacinal completo da Coronavac. É o que indica um estudo preliminar feito no Uruguai.

O país já administrou doses de reforço em 24% da população. O estudo terá duração de dois anos, com coletas de sangue periódicas dos participantes.

Ao todo, são 57 voluntários que tiveram o sangue colhido em quatro momentos diferentes: antes da vacinação, 18 dias após a vacinação, 80 dias após a vacinação e 18 dias (em média) após o reforço com Pfizer.

Dados colhidos no Uruguai ainda são preliminares; país já administrou o reforço em 24% da população

Reforço de Pfizer após duas doses de Coronavac aumenta anticorpos em até 20 vezes, sugere estudo

publicado originalmente em Veja