Jarras recuperadas revelam segredos do vinho romano

Três jarras de vinho, chamadas de ânforas, foram recuperadas do oceano e analisadas, dando aos pesquisadores uma visão das práticas vinicultoras da costa italiana durante o período do século 1-2 a.C.

Ânforas são vasos antigos, com forma geralmente ovalada e duas alças laterais simétricas. Eram feitos de barro e usados para transportar e armazenar líquidos, especialmente vinho – mas também podiam conter água, azeite, frutos secos, cereais e mel.

Essas jarras foram encontradas em 2018, perto do porto de San Felice Circeo, cerca de 90 quilômetros a sudeste de Roma. A pesquisa delas envolveu a combinação de técnicas de análise química com abordagens usadas na arqueobotânica.

Os cientistas usaram diferentes formas e combinações de processos para separar e identificar marcadores químicos – como a cromatografia gasosa e a espectrometria de massas – com o objetivo de identificar os restos orgânicos deixados nos jarros.

Pesquisa combinou técnicas de arqueologia, botânica e química para descobrir como era a vinicultura romana – que usava uvas locais e piche importado

Jarras recuperadas revelam segredos do vinho romano

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Ancestrais selvagens de pombos são encontrados na Europa

A população de pombos está em grave declínio. Não se trata, como você pode imaginar, daqueles que encontramos aos montes nas cidades, mas de seus ancestrais selvagens: a espécie Columba livia, encontrada originalmente na Europa, no Oriente Médio, no norte da África e na Ásia Ocidental.

Os pombos selvagens estão extintos na Inglaterra e no País de Gales, mas agora foram encontrados grupos desses indivíduos em ilhas isoladas da Escócia e da Irlanda. Pesquisadores liderados por membros do Departamento de Biologia da Universidade de Oxford (Reino Unido) fizeram a descoberta a partir de testes de DNA e publicaram o estudo no periódico iScience.

Eles estão ameaçados de extinção por pombos descendentes de linhagens domesticadas. Saiba como os pombos se tornaram animais urbanos.

Ancestrais selvagens de pombos são encontrados na Europa

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Tumba ligada ao Rei Arthur será alvo de escavações pela primeira vez

Quando o Rei Arthur derrotou um gigante em uma batalha, diz a lenda, este foi ao chão e deixou a impressão de seus cotovelos em uma pedra. O local é chamado de “Pedra de Arthur”, está a cerca de 200 quilômetros ao noroeste da atual Londres – e será alvo de escavações pela primeira vez.

A Pedra é uma tumba com mais de 5 mil anos e um dos maiores monumentos pré-históricos da Inglaterra. Hoje restam apenas as grandes pedras da câmara interna, que foi coberta por terra. São nove pedras verticais, cobertas por uma horizontal de 25 toneladas.

Uma investigação anterior, realizada fora da tumba, mostrou que a Pedra de Arthur se estendia ao sul e passou por duas fases distintas de construção. Agora, serão conduzidas escavações por pesquisadores da Universidade de Manchester (Inglaterra) e da English Heritage, uma organização pública que cuida do patrimônios histórico inglês.

A Pedra de Arthur é uma tumba com mais de 5 mil anos e um dos maiores monumentos pré-históricos da Inglaterra. Pesquisadores estão atrás de pistas sobre quem a construiu.

Tumba ligada ao Rei Arthur será alvo de escavações pela primeira vez

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Dança das abelhas é aplicada na comunicação entre robôs

Abelhas têm um tipo de comunicação peculiar. Para avisar as companheiras de colmeia sobre a localização das flores com mais néctar, elas executam uma espécie de dança.

Funciona assim: a abelha se remexe a partir de um ponto, desenhando uma espécie de semicírculo. Em seguida, percorre de novo o mesmo trecho reto e volta em outro semicírculo, mas desta vez pelo lado oposto. Observando o gingado da colega, as outras operárias sabem dizer a distância, a direção e até a qualidade da fonte de alimento anunciada.

Essa linguagem despertou o interesse de pesquisadores da área da robótica, que se inspiraram na técnica para criar um novo tipo de comunicação entre máquinas.

Um primeiro robô traça uma forma no chão e, assim como nos insetos, a orientação da forma e o tempo para desenhá-la informam a um segundo robô a direção e a distância. A técnica pode ser usada em situações em que o trabalho do robô é necessário, mas as comunicações tradicionais por rede não são tão viáveis, como em uma zona de desastre ou no espaço.

Com base nessa comunicação entre os insetos, os robôs entendem a direção e distância do objetivo – e acertam em 90% das vezes.

Dança das abelhas é aplicada na comunicação entre robôs

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Os 5 melhores filmes sobre viagens no tempo

Por tocar em temas do universo da ciência, esses filmes nos permitem viajar aos extremos da inteligência no cinema. 

Os 5 melhores filmes sobre viagens no tempo

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Arqueólogos encontram tartaruga grávida morta na erupção do Vesúvio

Uma tartaruga grávida foi encontrada nos destroços de uma casa abandonada em Pompeia. Arqueólogos que escavavam as ruínas da cidade encontraram os restos da tartaruga de 14 centímetros de comprimento, além de seu ovo.

As descobertas adicionam novos detalhes ao entendimento do período entre 62 d.C, quando Pompeia passou por um terremoto, e 79 d.C, quando foi devastada pela erupção vulcânica. Arqueólogos descobriram o animal em uma parte da cidade que estava sendo reaproveitada para banhos públicos.

Eles acreditam que a tartaruga, da espécie Testudo hermanni, entrou em um prédio tão danificado pelo terremoto que não havia sido reconstruído; e que ela ainda não tinha colocado seu ovo quando o Vesúvio entrou em erupção. Tartarugas prendem seus ovos até encontrarem um habitat adequado para depositá-los. 

“Isso nos permite refletir sobre Pompeia nesta fase após o terremoto, mas antes da erupção, quando muitas casas estavam sendo reconstruídas, toda a cidade era um canteiro de obras e, evidentemente, alguns espaços estavam tão inutilizados que animais selvagens podiam passear, entrar e tente botar seus ovos”, relata Gabriel Zuchtriegel, diretor do sítio arqueológico de Pompeia.

A fêmea estava a procura de um lugar para botar seu ovo pouco antes da erupção, há 2 mil anos.

Arqueólogos encontram tartaruga grávida morta na erupção do Vesúvio

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Zoom: do pó à vida

Por Diogo Sponchiato

No princípio, era o pólen. É graças a esses grãozinhos que carregam o gameta masculino das plantas (em alta resolução na foto) que as espécies vegetais são fecundadas e geram suas flores e frutos. O pólen pode ser levado pelo vento, por insetos como as abelhas, por pássaros e mamíferos — caso do beija-flor e dos morcegos, respectivamente. A redução e até mesmo a extinção das espécies polinizadoras poderão comprometer o cultivo de alimentos e a beleza da natureza. 60% das culturas agrícolas no Brasil dependem de agentes polinizadores, que estão em declínio pela ação humana. 25% da população adulta na Região Sul do país tem alergia ao pólen, o que pode provocar rinite e conjuntivite. 

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Zoom: do pó à vida

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Matemática ucraniana é segunda mulher da história a receber a Medalha Fields

Por Maria Clara Rossini

Não existe prêmio Nobel de matemática, mas a Medalha Fields é o que mais se aproxima disso. Trata-se da maior honraria científica que um matemático pode receber antes dos 40 anos – idade limite do prêmio. Há quem diga que receber a Medalha Fields é até mais difícil do que ser laureado com o Nobel, já que a medalha só é entregue a cada quatro anos, enquanto o Nobel é anual.

A última cerimônia havia ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro. Este ano, ela aconteceu em Helsinque, capital da Finlândia. O objetivo é premiar pesquisadores com feitos extraordinários e que se destacaram na carreira antes de completarem 40 anos de idade. A medalha pode ser entregue a até quatro matemáticos por vez. Além da honraria, cada laureado recebe 15 mil dólares canadenses (o equivalente a 62 mil reais).

A medalha, considerada o Prêmio Nobel de matemática, só é entregue a cada quatro anos. Conheça as pesquisas laureadas em 2022.

Matemática ucraniana é segunda mulher da história a receber a Medalha Fields

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Morcegos selvagens se lembram de toque de celular após quatro anos

A memória dos morcegos pode ser melhor do que você imagina.

Pesquisadores treinaram 49 morcegos selvagens da espécie Trachops cirrhosus para associar um toque de celular a uma recompensa em comida. Quatro anos depois, alguns deles ainda reconheciam o som e voavam em direção ao lanchinho – enquanto morcegos não familiarizados com o alerta sonoro simplesmente o ignoraram.

Essa espécie comum na América Central e do Sul se alimenta de insetos e sapos, que encontra seguindo seu coaxar de acasalamento. Os morcegos conseguem diferenciar os chamados de várias espécies de sapos para não comer os venenosos.

Para investigar como esses mamíferos voadores aprendem os chamados de suas presas e por quanto tempo podem reter essas informações, a pesquisadora May Dixon, da Universidade Estadual de Ohio (Estados Unidos), reuniu-se com colegas para treinar morcegos capturados na natureza. Os resultados do estudo foram publicados na revista Current Biology.

Estudo sugere habilidades cognitivas até então desconhecidas nesses mamíferos voadores.

Morcegos selvagens se lembram de toque de celular após quatro anos

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Carta náutica do século 19 revela perda de até 49% dos recifes em Abrolhos (BA)

Entre os nove milhões de itens que compõem o acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, está uma carta náutica de 1861, elaborada pelo francês Ernest Mouchez durante uma expedição à Bahia. 

Conchas, rochas, corais, areia. Ali está mapeada toda a antiga paisagem subaquática de Abrolhos, arquipélago que abriga as maiores formações de recifes e a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.

A viagem de Mouchez era um trabalho de exploração da América do Sul, e o documento foi um dos muitos criados para registrar as descobertas da época – além de fornecer pistas à navegação daquelas águas. Mas agora, 160 anos depois, encontrou-se uma nova utilidade à carta: entender como os recifes mudaram de lá para cá.

Um grupo de pesquisadores brasileiros comparou as informações contidas na carta náutica e em outros documentos históricos com dados modernos sobre as condições ambientais de Abrolhos, obtidos via satélite. Assim, descobriram que houve uma perda média de 28% na extensão espacial dos recifes da região.

Algumas áreas estão ainda mais degradadas. Entre os recifes mais próximos à costa, por exemplo, a perda dos últimos 160 anos é de 49%. O estudo foi publicado nesta quarta (29) na revista Perspectives in Ecology and Conservation.

Motivos da degradação

Segundo os pesquisadores, os recifes foram prejudicados principalmente por uma antiga prática de extração de corais. Blocos inteiros eram removidos dos recifes para a fabricação de cal e, acredite, a substituição de tijolos na construção civil. Há registros desse costume desde o século 17, e ele durou pelo menos até 1900 na região.

É a primeira vez que pesquisadores brasileiros usam documentos históricos para compreender a evolução das condições ambientais de recifes. Entenda.

Carta náutica do século 19 revela perda de até 49% dos recifes em Abrolhos (BA)

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