
Por Rafael Battaglia
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publicado em superinteressante

Espaço poético, rotineiro e alternativo

Por Rafael Battaglia
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Por Maria Clara Rossini
O glifo que você vê na foto acima representa um dia do ano – como 15 de abril, por exemplo. Esse dia é chamado “7 cervo”, e sua representação é, justamente, o número 7 desenhado em cima de um cervo. Ele é um dos 260 dias nomeados do calendário maia – e os fragmentos acima podem pertencer ao calendário mais antigo conhecido.
Os fragmentos foram encontrados no norte da Guatemala, em um sítio arqueológico chamado San Bartolo. É lá que fica a pirâmide Las Pinturas (que chega a medir 30 metros de altura), onde o calendário maia estava. A descoberta foi publicada por pesquisadores da Universidade do Texas no periódico ScienceAdvances.
Os achados arqueológicos datam do século 3 a.C., o que foi verificado com datação de radiocarbono. Isso o torna o calendário maia mais antigo já encontrado – até então, mais antigo era do século 1 a.C.
Os pedaços faziam parte de um grande mural, mas hoje só sobraram fragmentos que cabem na palma da mão. Segundo o pesquisador David Stuart, a parede provavelmente foi intencionalmente destruída pelos maias quando estavam reconstruindo seus espaços cerimoniais. Depois, a pirâmide foi construída por cima.
Os pesquisadores esperam encontrar amostras ainda mais antigas em San Bartolo. O local era um centro regional durante o período maia pré clássico, que vai de 400 a.C. até 250 d.C. No total, a pesquisa encontrou 7.000 fragmentos de diferentes murais. Foram analisados apenas 11 deles, descobertos entre os anos 2000 e 2012, incluindo o “7 cervo”.
O calendário maia levava em consideração os movimentos do Sol, Lua e planetas. Um dos sistemas usados para contar o tempo de baseia em um calendário de 260 dias, que inclui o “7 cervo”, chamado Tzolk’in. Outros sistemas maias incluem o ano solar de 365 dias e um calendário lunar.
Os fragmentos do calendário datam do século 3 a.C. – e foram encontrados nas ruínas de uma pirâmide no norte do país
Evidência mais antiga de calendário Maia é encontrado na Guatemala
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Por Maria Clara Rossini
Calculamos a porcentagem do salário médio mensal de cada país em relação ao custo de abastecer um tanque com 60 litros de gasolina. Veja os 10 países em que é mais barato abastecer o carro – e onde os cidadãos mais penam para encher o tanque.

Quanto se gasta para encher um tanque de gasolina em cada país?
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Por Maria Clara Rossini
Peguei covid em 2022, dois anos e três doses de vacina depois do início da pandemia. O quadro foi leve graças à imunização, mas não teve como fugir da quarentena: dez dias de isolamento. Na sexta à noite, aproveitei para zerar aquele videogame que eu já estava jogando há semanas, mas nunca tinha tempo de terminar. Seria um bom final de semana.
E estava sendo, até eu entrar nas redes sociais. A cada story do Instagram, uma festa, um happy hour, um jantar, um rolê diferente. Parecia que todos os meus amigos estavam se divertindo sem mim.
Foi o suficiente para estragar uma noite que seria agradável para mim também, ainda que de outra forma. Não consegui me concentrar no jogo e dormi mal. No final de semana seguinte, perguntei se meu amigo iria para determinada festa. “Ah, nem queria muito. Mas se eu não for, o meu FOMO vai atacar.”
Bingo. Foi o que senti naquele fim de semana. Não era ansiedade ou depressão. Era FOMO: Fear of Missing Out. Significa “medo de ficar de fora”. É o nome inventado para descrever aquela sensação ruim que você tem quando perde o happy hour da empresa, uma viagem em família ou encontro entre amigos. Em suma, um estresse súbito por estar perdendo alguma experiência valiosa.
Segundo uma pesquisa de 2012 feita pela agência de publicidade J. Walter Thompson, sete em cada dez millennials (pessoas que nasceram entre 1981 e 1996) dizem que já sentiram FOMO. Naquela época, apenas 8% dos entrevistados conheciam o termo, mas se identificaram com a sensação após a explicação da sigla. Quatro em cada dez admitem que o sentimento é frequente.
E não é só o medo de perder eventos sociais. O FOMO também tem reflexos no mercado financeiro, é usado como estratégia de marketing e pode até explicar o vício em videogames. Entenda o que está por trás do sentimento – e o que fazer para amenizá-lo.
Fear of Missing Out é um termo novo para algo que sempre existiu: o medo de ficar de fora. As redes sociais, porém, elevaram esse estresse a um patamar inédito. Entenda melhor o FOMO, e veja como não cair nessa armadilha.
A epidemia de FOMO
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Por Rafael Battaglia
Avise os dois condomínios (o do qual você está saindo e o novo) e descubra as regras de mudança de cada um, como horários permitidos e se o elevador vai precisar de proteção. Meça com antecedência os móveis e veja se caberão no elevador e na casa nova (se necessário, desmonte os maiores). Faça uma vistoria na futura residência, dos registros ao estado da fiação.
2 – Hora de encaixotar

–
Caixas muito pesadas são péssimas de carregar. Coloque itens pesados até a metade e preencha a outra parte com coisas leves (roupas, lençóis). Livros podem ir em caixas pequenas (as book boxes), que facilitam o transporte.
É importante encher as caixas para que o papelão não afunde depois. Reforce o fundo de todas elas com fita adesiva e crie etiquetas para facilitar o desembrulho (uma cor para cada cômodo, por exemplo).
3 – Kit de sobrevivência

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Faça uma mala com itens essenciais (trocas de roupa, toalha, nécessaire, água, lençol), como se fosse viajar. Assim você não precisará abrir todas as caixas em busca da sua escova de dentes ou do seu pijama. Monte também um kit de limpeza e faça uma faxina na casa nova antes de receber caixas e móveis.
4 – No dia da mudança…

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Pense bem antes de contratar um caminhão: às vezes, tudo pode caber em uma caminhonete – e sai mais em conta. Se não quiser ter enxaqueca com isso, há empresas que, além do transporte, embrulham sua louça, protegem cada taça com plástico-bolha… Por fim, desfaça as caixas aos poucos – e por cômodos. Siga a ordem dos essenciais: banheiro, quarto, cozinha e, por último, a sala.
Saiba mais
Antídotos para dor de cabeça
Caixas reforçadas. Planta do imóvel. Kit de sobrevivência. Veja o que você precisa saber para uma mudança sem dor de cabeça.
Como mudar de casa sem perrengues?
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Grã-Bretanha, julho de 1940, Segunda Guerra Mundial. Ali dava-se início a uma grande batalha entre as forças aéreas inglesa e alemã. O exército nazista, que já havia dominado Bélgica e Holanda, estava também do outro lado do estreito Canal da Mancha, controlando portos da França. A invasão do Reino Unido era iminente.
Mas, depois de muitas baixas e aeronaves perdidas, os ingleses levaram a melhor. E a vitória contra os nazistas é atribuída, em grande parte, a uma tecnologia que tinha acabado de ser desenvolvida: o radar. O responsável por isso? Sir Robert Watson-Watt, nascido há 130 anos na Escócia.
Watson-Watt era um meteorologista. Descendente de James Watt, inventor da máquina a vapor, formou-se em engenharia aos 20 anos e passou a trabalhar usando ondas de rádio para detectar trovoadas. Mais tarde, em 1935, ele foi convidado pelo Air Ministry inglês (“Ministério Aéreo”, em tradução livre) a desenvolver um “raio da morte”.
Nascido há 130 anos na Escócia, o cientista desenvolveu um sistema de radar que ajudou a Grã-Bretanha em uma vitória contra a Alemanha Nazista. Conheça sua história.
Robert Watson-Watt, o meteorologista considerado “pai do radar”
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Em algum canto do Universo, talvez exista uma civilização alienígena com a qual poderíamos estabelecer contato. Se existir, essa conversa pode parece improvável, mas a hipótese não é só enredo de ficção científica: alguns cientistas se dedicam à missão de dar um alô aos ETs, mesmo antes da detecção de qualquer inteligência em algum lugar do infinito.
O mais recente projeto nesse sentido é o Beacon in the Galaxy (BITG) – em tradução livre, “farol na galáxia” –, planejado pelo grupo de pesquisa Messaging Extraterrestrial Intelligence (METI), “mensagens para inteligência extraterrestre”.
A BITG é uma mensagem formulada por uma equipe internacional de cientistas, com informações diversas sobre a vida na Terra, escrita em código binário – sequências de 0 e 1 que constituem, por exemplo, a linguagem a partir da qual seu computador exibe e processa os textos e imagens desta página.
BITG tem informações detalhadas sobre a vida na Terra e nossa localização. Conheça essa e outras tentativas de comunicação com inteligência extraterrestre.
A nova mensagem que cientistas querem enviar ao espaço
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Uma misteriosa sacola cor de rosa foi deixada no chão da biblioteca da Universidade de Cambridge, Inglaterra. O saco não iria para a seção de achados e perdidos: era um presente para Jessica Gardner, a diretora do local. “Feliz Páscoa”. Para a surpresa de todos, o que a sacola guardava eram dois valiosos cadernos de Charles Darwin, desaparecidos há duas décadas.
“Meu sentimento de alívio pelo retorno seguro dos cadernos é quase impossível de expressar adequadamente”, disse Gardner em comunicado. Quando o roubo foi constatado, em 2020, a universidade publicou um apelo em seu site para devolução dos manuscritos do naturalista inglês, e a polícia local começou uma investigação junto à Interpol.
São dois pequenos blocos de notas que contêm, cada um, um pedaço de papel colado à capa de couro com uma letra manuscrita para identificação (B e C). Avaliados em milhões de libras, são inestimáveis para a história da ciência. Foi nestes cadernos – e nos blocos D, E e F seguintes – que Darwin rabiscou ideias que o levariam à teoria da evolução pela seleção natural.

Cadernos roubados reapareceram misteriosamente na biblioteca de Cambridge e estão bem preservados.
O caderno B, por exemplo, inclui o famoso esboço que o naturalista fez em 1837 da “árvore da vida”: um esquema ramificado da evolução das espécies a partir de um ancestral comum, desenhado abaixo da anotação “Eu acho”. (Você pode entender a importância desses textos nesta matéria da Super.)
Os blocos de notas foram retirados das salas fortes de coleções especiais da biblioteca em 2000, para digitalização. O trabalho foi concluído em novembro do mesmo ano, mas, em uma checagem de rotina feita em janeiro de 2001, os funcionários perceberam que o material não estava em seu devido lugar.
Iniciou-se a maior busca da história da biblioteca, e os cadernos não estavam em canto nenhum. Acionou-se as autoridades, e o desaparecimento veio a público em 2020. Foram 21 anos sem notícias dos manuscritos e 15 meses de buscas policiais, até a sacola cor de rosa ser abandonada no chão por um anônimo, em 9 de março de 2022, em um local do prédio que não é coberto por câmeras de segurança.
O material com anotações do naturalista sobre a teoria da evolução estava desaparecido há 21 anos – e reapareceu misteriosamente. Entenda.
Cadernos roubados de Darwin voltam à biblioteca de Cambridge
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Nos Estados Unidos, paleontólogos encontraram o fóssil da perna de um dinossauro herbívoro e bípede chamado tescelossauro. Ela está muito bem preservada e ainda possui restos de pele, mas não só é isso que faz dessa uma descoberta extraordinária: o animal em questão pode ter morrido, há 66 milhões de anos, no mesmo dia do impacto do asteroide que eliminou os dinossauros da face da Terra.
Não há sinais de que o tescelossauro foi morto por um predador ou por doença – ele teria morrido instantaneamente. “Como um cientista, não posso dizer [com certeza] que nós temos um animal que morreu na onda causada pelo impacto”, afirma Robert DePalma, paleontólogo da Universidade de Manchester (Inglaterra) que liderou as escavações. “Mas é compatível.”
A perna foi encontrada no sítio paleontológico de Tanis, no estado de Dakota do Norte. É a primeira evidência direta de como o asteroide de aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro afetou a vida na Terra, causando uma grande extinção em massa.
Perna de tescelossauro encontrada nos EUA não apresenta sinais de que o animal foi morto por predador ou doença; ele teria morrido há 66 milhões de anos, no mesmo dia do impacto do asteroide que varreu os dinossauros da face da Terra
Cientistas encontram fóssil de dinossauro que teria morrido no mesmo dia da queda de asteroide
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A Organização Mundial da Saúde divulgou, na última segunda-feira (4), seu relatório atualizado sobre a qualidade do ar no planeta. É o mais abrangente já feito pela agência e mostrou que quase todo mundo (99% da população mundial) respira ar poluído.
Para a estimativa, foram analisados 117 países e 6.743 cidades – duas mil a mais do que no último relatório, publicado em 2018. Entraram na conta cerca de 40 cidades brasileiras, principalmente na região Sudeste.
Lugares de todos os continentes aparecem no estudo, mas de maneira desproporcional. Os dados usados são fornecidos por órgãos especializados de cada país (como o nosso Instituto de Energia e Meio Ambiente), e a OMS afirma que as informações são mais abrangentes na Europa e América do Norte.
Das cidades analisadas, a grande maioria excede os níveis máximos ideais de poluição do ar estabelecidos pela OMS. O relatório também concluiu que mais da metade da população urbana mundial vive em lugares que ultrapassam em seis vezes esses limites, e que a qualidade do ar é pior no Mediterrâneo Oriental, no Sudeste Asiático e nos países africanos.
O que a OMS verifica nas cidades são suas concentrações médias anuais de material particulado (PM). Essa é a parte sólida da poluição, composta por grãozinhos muito pequenos que vêm, por exemplo, dos escapamentos dos carros e das indústrias. Esses níveis são analisados desde 2011 pela agência, a cada dois ou três anos.
Agora, o último relatório se tornou mais abrangente não só pelo aumento no número de cidades, mas também porque reuniu, pela primeira vez, medições das concentrações de outro poluente urbano comum chamado dióxido de nitrogênio (NO2) – que se origina principalmente dos motores de automóveis.
Viver em um local com grandes concentrações de NO2 traz impactos ao sistema respiratório, causando sintomas como tosse ou dificuldade para respirar, e está associado a doenças como a asma. Enquanto isso, o material particulado – principalmente em sua versão mais fina, chamada PM2,5 – é capaz de entrar na corrente sanguínea e causar impactos cardiovasculares, além de respiratórios. (Você pode conferir outros males da poluição nesta matéria da Super.)
Por causa disso, estima-se que 4,2 milhões de mortes em todo o mundo, por ano, estejam ligadas à poluição do ar. Para combater o problema, a OMS alerta que os governos intensifiquem ações para monitorar a qualidade do ar, investir em sistemas de transporte público e reduzir incêndios florestais e a incineração de resíduos agrícolas, por exemplo.
Relatório concluiu que a grande maioria das cidades excede os níveis máximos ideais de poluição do ar estabelecidos pela agência.
99% da população mundial respira ar poluído, alerta OMS
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