Comer só uma vez ao dia pode melhorar o envelhecimento dos cachorros

Ninguém está imune ao tempo. Até mesmo nossos mais fiéis companheiros, os cachorros, ficam “idosos” um dia. Apesar de se saber pouco sobre o lado mental do envelhecimento canino, é bem evidente quando o animalzinho já não tem a mesma disposição física de sempre.

Motivados pelo desejo de aumentar o tempo de vida saudável dos cães, cientistas planejaram um estudo da relação entre o bem-estar do animal e a frequência com que ele comia. A pesquisa concluiu que cães que são alimentados mais vezes ao dia apresentam resultados piores em exames de saúde. Envelhecem melhor aqueles que comem uma vez só.

Os dados foram fornecidos pelo Dog Aging Project, um estudo de longo prazo da Universidade de Washington que coleta informações sobre cachorros fornecidas pelos próprios donos, e que busca compreender mais sobre como eles envelhecem.

Estudo sugere que restringir o número de vezes em que o animal se alimenta tem impacto positivo em sua saúde.

Comer só uma vez ao dia pode melhorar o envelhecimento dos cachorros

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Ele descobriu que médicos devem lavar as mãos. E foi dado como louco

“Vá lavar as mãos antes de comer.” Essa ordem que a gente ouve muito entre a infância e a adolescência demonstra o respeito dos nossos pais a um fato comprovado pela ciência: higienizar nossas mãos com água e sabão é uma das formas mais eficientes de evitar doenças ou passá-las para outras pessoas. 

Hoje essa relação é uma obviedade, mas o primeiro médico a constatar a associação entre esse hábito e a prevenção de males do corpo não foi celebrado por isso. Ao contrário: sofreu tanta objeção de seus pares e da comunidade científica que acabou enlouquecendo. 

Em 1846, o húngaro Ignaz Semmelweis trabalhava no Hospital Geral de Viena, onde havia duas maternidades, que acolhiam mulheres sem condições de pagar para dar à luz. Apesar do serviço gratuito, muitas gestantes preferiam ter seu parto no meio da rua a se internar na maternidade número um do hospital. Elas imploravam para parir na número dois por algo que toda mulher sem recursos sabia na época: a primeira era um lugar de onde boa parte das grávidas não saía viva. 

E essa má reputação fazia sentido. Naquele período, 10% das mulheres que davam à luz na primeira maternidade do hospital morriam de febre puerperal, uma infecção pós-parto. Na outra clínica da mesma instituição, essa taxa de mortalidade era bem menor: inferior a 4%. Mas ninguém sabia por quê.

Conheça a história de Ignaz Semmelweis, o húngaro que enfureceu obstetras ao dizer que eles deveriam ter o mais básico dos hábitos higiênicos.

Ele descobriu que médicos devem lavar as mãos. E foi dado como louco

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7 horas de sono é a quantidade ideal a partir da meia-idade, sugere estudo

Por Rafael Battaglia

Dormir é parte vital da nossa rotina. Mas ainda existem diversas incertezas sobre esse assunto. Virar a noite acordado, claro, não é nada saudável. Mas algo curioso aconteceu durante a pandemia, quando muitas pessoas relataram um sono pior – mesmo dormindo por mais tempo que o normal. Qual seria o meio termo?

Recentemente, um estudo publicado na revista Nature Aging sugeriu uma possível resposta: 7 horas de sono por noite, para pessoas que estejam na meia-idade (ou na velhice).

Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e da Universidade de Fudan (China) examinaram dados de quase 500 mil adultos entre 38 e 73 anos. Eles faziam parte do UK Biobank — um estudo de saúde de longo prazo apoiado pelo governo britânico – e foram questionados sobre seus padrões de sono, qualidade de vida e saúde mental. Ao final, foram submetidos a diversos testes cognitivos. 

Pesquisadores da China e do Reino Unido analisaram os padrões de sono e a saúde mental de 500 mil adultos, que também participaram de testes cognitivos. Entenda.

7 horas de sono é a quantidade ideal a partir da meia-idade, sugere estudo

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Corvos são mais inteligentes do que outros pássaros da mesma família

Por Bruno Garattoni

Corvos são pássaros renomados por alguns comportamentos exóticos. Eles conseguem imitar palavras, se lembram de rostos humanos e até usam pequenas ferramentas. Desde a China até a América do Norte, os pássaros do gênero Corvus cobrem o triplo da área ocupada pelo segundo gênero mais numeroso de sua família e englobam 46 espécies em sua classificação. E um artigo recente apontou uma conexão entre essa inteligência diferenciada e a expansão dos corvos ao redor do globo.

estudo, publicado na revista Nature, elenca três traços que permitiram aos corvos se espalharem tão rapidamente: maior envergadura das asas, e corpos e cérebros maiores comparados a outros membros da família dos Corvídeos (que inclui gralhas e pegas). O tamanho físico garante vantagem tanto no voo quanto na briga por alimento. Graças a isso os corvos puderam viajar longas distâncias e mais facilmente competir quando chegaram em novos ambientes.

Já o cérebro avantajado é sinal de maior complexidade cognitiva, e está positivamente relacionado com a flexibilização de comportamento, memória e aprendizado. Uma vez em território novo, eles rapidamente se adaptavam às condições e logo eram parte daquele ecossistema.

O processo evolutivo exige que uma espécie fique durante um período em uma determinada área – se todos os indivíduos morrerem cedo demais, é como se eles nunca tivessem estado lá.

Novo estudo mostra que essas aves são mais espertas do que seus parentes próximos – e isso as ajudou a se espalhar pelo mundo.

Corvos são mais inteligentes do que outros pássaros da mesma família

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Parte de foguete é capturada por helicóptero enquanto retorna à Terra

Apesar do sucesso inicial, o estágio de propulsão teve de ser despejado no oceano logo em seguida. Experimentos da empresa Rocket Lab tentam reutilizar foguetes para diminuir gastos.

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Navio de carga medieval é encontrado durante obras na Estônia

Embarcação de 700 anos foi encontrada a apenas 1,5 metros de profundidade – e talvez tenha pertencido à Liga Hanseática. Entenda.

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Raça não determina personalidade do cachorro, sugere estudo

Por Maria Clara Rossini

O filme “Marley e Eu” tem todo o estereótipo do labrador: brincalhão, hiperativo, amoroso e bagunceiro. Se o protagonista fosse um pinscher, o filme teria sido bem diferente. Esses cães em miniatura são famosos por serem estressados, nervosos e bravos. Mas até que ponto podemos atrelar a personalidade de um cachorro à raça?

Pesquisas anteriores já mostraram que alguns traços de personalidade estão atrelados à genética da raça. Algumas raças, por exemplo, foram selecionadas para serem caçadoras, enquanto outras são boas para ficar de guarda. Mas essa comparação só faz sentido quando se olha para o comportamento médio entre as raças, e não comparando os cães individualmente.

A pesquisa concluiu que apenas 9% das diferenças de personalidade entre raças têm origem genética.

Raça não determina personalidade do cachorro, sugere estudo

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Asteroide gigante deve passar pela Terra nesta quinta (28), afirma Nasa

Objeto extraterrestre passa pela órbita da Terra a cada sete anos. Entenda por que ele é considerado “potencialmente perigoso”.

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Gravações feitas em cilindros de cera serão ouvidas depois de um século

Muito antes dos streamings de música, dos CDs, das fitas cassete e dos discos de vinil, existiam… cilindros de cera. Eles foram revolucionários na década de 1890, pois permitiam que as pessoas gravassem os sons que quisessem e os reproduzissem a partir de um fonógrafo. 

Inventado por Thomas Edison em 1877, o fonógrafo foi o primeiro meio comercial para gravação e reprodução de som. Ele funcionava com duas agulhas, usadas para gravar sons nos cilindros ou para reproduzi-los. Você pode entender melhor o processo no vídeo abaixo:

Agora, uma coleção de cilindros, com registros misteriosos, será finalmente ouvida – e disponibilizada online.

Os cilindros pertencem à Biblioteca Pública de Nova York (NYPL, na sigla em inglês), e estão guardados há pelo menos 100 anos. Eles não foram reproduzidos em um fonógrafo porque são muito frágeis: podem rachar depois de tocados algumas vezes ou até se forem segurados por muito tempo com as mãos.

A Biblioteca Pública de Nova York vai digitalizar sua coleção de cilindros fonográficos – o primeiro meio comercial de gravação e reprodução de som. Entenda como eles funcionam.

Gravações feitas em cilindros de cera serão ouvidas depois de um século

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Texto chinês do século 10 a.C. pode ser o primeiro registro de uma aurora

Por Rafael Battaglia

Uma pesquisa publicada na revista Advances in Space Research revelou um candidato a registro mais antigo de uma aurora: uma descrição de uma “luz de cinco cores” em um manuscrito chinês do século 10 a.C..

O manuscrito em questão chama-se Anais do Bambu, um conjunto de registros judiciais chineses escritos em tiras de bambu – e um dos poucos registros do período mais antigo da história chinesa. Estima-se que a possível aurora tenha acontecido entre 977 a.C. e 957 a.C., mas a data exata é incerta.

Os Anais foram encontrados em 279 d.C., escondidos em uma tumba próxima à cidade de Weihui, nordeste da China. A identificação de uma aurora nos textos originais demorou porque uma tradução do século 16 usou a palavra “cometa” para retratar o fenômeno da luz de cinco cores.

Se os cientistas confirmarem que essa observação foi mesmo de uma aurora, será um registro 300 anos mais antigo do que o que se sabia até então: entre 679 a.C. e 655 a.C., astrônomos assírios inscreveram, em pequenas tábuas, registros de possíveis auroras. Em 567 a.C., outra menção a uma aurora foi encontrada no diário do rei babilônico Nabucodonosor II.

“Luz de cinco cores”. É assim que o fenômeno foi descrito. Até então, menção mais antiga de uma aurora era do século 7 a.C., feita por astrônomos assírios.

Texto chinês do século 10 a.C. pode ser o primeiro registro de uma aurora

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