Dormir com alguém pode melhorar a qualidade do sono, sugere estudo

Uma pesquisa da Universidade do Arizona indicou que dormir acompanhado pode melhorar a qualidade do sono. Cerca de mil adultos dos Estados Unidos responderam a pesquisas sobre a sua rotina de sono, bem como questionários de qualidade de vida.

Comparados com as pessoas que dormiam sozinhas, os que dividiam a cama com um cônjuge relataram menos cansaço e mais facilidade para dormir – também apresentaram índices mais baixos de depressão, ansiedade e estresse. 

Por outro lado, os que compartilhavam a cama com filhos na maioria das noites relataram insônias mais severas e menos controle do sono do que os solitários.

Geralmente, as pessoas em bons relacionamentos amorosos apresentam melhor saúde física e mental do que os solteiros. Sendo assim, não está claro se as melhorias são fruto do sono conjunto ou da qualidade do romance em geral.

A maioria dos estudos que discutem as diferenças na companhia do sono se baseiam em auto relatos – assim como este. Os próprios participantes contam como percebem seu descanso. São poucas as pesquisas que abordam a influência nas fases neurológicas do sono. Mas elas existem. 

Pesquisa da Universidade do Arizona indica que quem passa as noites acompanhado tende a dormir melhor e ter mais saúde mental – mas ainda não está claro se existe um efeito direto, ou apenas uma correlação, entre as coisas. Entenda por que.

Dormir com alguém pode melhorar a qualidade do sono, sugere estudo

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Arqueólogos encontram mais de 8 mil ossos de sapos em Cambridge

Um misterioso enterro em massa está intrigando arqueólogos na Inglaterra. Mais de oito mil ossos de sapos e rãs foram encontrados dentro de uma vala próxima a Cambridge, cerca de 75 quilômetros ao norte de Londres.

A descoberta foi feita pelo Museu de Arqueologia de Londres (Mola) e aconteceu em escavações realizadas entre 2016 e 2018, em uma área de 234 hectares. Essas investigações rolaram em meio à construção de uma estrada inglesa chamada A14 – que também revelou ossos de mamutes e rinocerontes pré-históricos.

Acredita-se que os ossos encontrados pertençam a cerca de 350 anfíbios. Enterrados em uma vala de 14 metros de comprimento, eles estavam próximos ao que restou de um assentamento que existiu por ali entre 400 a.C. e 43 d.C. (durante a chamada Idade do Ferro).

Os restos mortais de cerca de 350 anfíbios estavam em uma vala, perto de um assentamento da Idade do Ferro; pesquisadores tentam entender a descoberta misteriosa.

Arqueólogos encontram mais de 8 mil ossos de sapos em Cambridge

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Cinco planetas ficarão alinhados em junho. Saiba o melhor jeito de vê-los

Por Rafael Battaglia

As festas juninas não são o único evento extraordinário deste mês de junho. Pela primeira vez desde 2004, cinco planetas estarão alinhados no céu. São os vizinhos mais próximos da Terra: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

Todos esses planetas são visíveis a olho nu (o mais difícil é Mercúrio, devido à proximidade do Sol). Tanto que é comum observar quando três deles estão alinhados. O que torna o fenômeno de junho raro é a presença dos cinco. Não só: eles estarão enfileirados seguindo a ordem natural de distância do Sol: primeiro Mercúrio, à esquerda, seguido de Vênus, Marte etc.

Os cinco planetas, claro, levam tempos diferentes para completar uma volta em torno do Sol. Enquanto a translação de Mercúrio dura 88 dias, por exemplo, a de Saturno leva 29 anos. Alinhá-los é como conciliar as agendas dos seus amigos para uma ida à praia: demora. A última vez que um fenômeno igual a esse aconteceu foi em dezembro de 2004. A próxima, só daqui a 18 anos, em 2040 (portanto, fique atento).

Ao longo do mês, Mercúrio se afastará gradativamente do Sol, o que facilitará sua observação. A melhor data para ver o alinhamento, então, será quando o planeta estiver mais distante da estrela: dia 24 de junho, 45 minutos antes do amanhecer (que ocorrerá às 6:49).

Um dia antes, em 23 de junho, a Lua estará posicionada entre Vênus e Marte (fazendo as vezes de Terra, como na simulação da Nasa abaixo). Será uma ótima chance para observar os seis corpos celestes no céu.

Um céu limpo, como o de zonas rurais, ajuda em toda observação astronômica. Mas será possível olhar para o alinhamento caso você esteja em uma cidade.

Para localizar os planetas, olhe para a direção Leste. E lembre-se: eles possuem brilho fixo, enquanto o das estrelas é cintilante e tremeluzente. Além disso, eles se movem mais rápido que as estrelas.

Aplicativos ajudam nessa hora. Com o Sky View Free (IOS, Android), basta apontar a câmera traseira para o céu e a tela mostra a localização dos astros. Já com o Sky Map (Android), você escolhe um astro e o app mostra onde ele vai estar nas horas seguintes.

A última vez que Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno apareceram no céu desse jeito foi em 2004. Fenômeno será visível a olho nu.

Cinco planetas ficarão alinhados em junho. Saiba o melhor jeito de vê-los

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Caverna espanhola era estúdio de arte há mais de 58 mil anos

Um terremoto sacudiu o sul da Espanha há 200 anos. A consequência inesperada foi uma descoberta arqueológica: os tremores revelaram a entrada da Cueva de Ardales, um sistema de cavernas que tem mais de mil obras de arte rupestre em suas paredes.

O lugar foi explorado já em 1821. Mas ainda não estava claro quem – e quando – fez os desenhos em vermelho de animais, humanos, formas abstratas e impressões de mãos. Agora, novas escavações e análises trouxeram ideias mais precisas aos cientistas.

Há cerca de 58 mil anos, neandertais e, mais tarde, os primeiros humanos modernos teriam pintado a Cueva de Ardales. A conclusão está em um estudo publicado este mês na revista PLOS One, conduzido por José Ramos-Muñoz, da Universidade de Cádiz (Espanha).

Há mais de mil obras de arte rupestre na Cueva de Ardales, que teria sido visitada por neandertais e por antigos humanos.

Caverna espanhola era estúdio de arte há mais de 58 mil anos

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O assobio dos golfinhos varia de acordo com o lugar em que vivem

Várias espécies de golfinho têm assobios específicos para cada indivíduo – como se fossem um nome. Eles os usam para se identificarem, se comunicarem e manterem vínculos, e são capazes de imitar os assobios de amigos e familiares próximos.

Um novo estudo revelou que a localização e a demografia dos golfinhos têm influência maior nas diferenças desses assobios de assinatura do que a genética.

Os cientistas coletaram 188 horas de gravações de golfinhos nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) no Mar Mediterrâneo e analisaram as diferenças nos assobios de seis populações diferentes. Assim como temos sotaques, os golfinhos tinham semelhanças em seus apitos de assinatura de acordo com onde viviam. Golfinhos de regiões com algas marinhas tinham assobios mais agudos e mais curtos, se comparados com os de áreas onde o fundo do mar era lamacento, por exemplo. 

“A transmissão do som em águas rasas é altamente variável e depende de sedimentos, profundidade e inclinação, mas também de eventos de maré, gradientes de temperatura, entradas de água doce, obstáculos no caminho do som e a interação entre o sedimento e as plantas ou animais que vivem no fundo,” escrevem no artigo.

tamanho dos grupos também altera os assobios – quanto menores as populações, maiores as mudanças de tom. Os cientistas, então, concluíram que tanto as condições ambientais quanto a demografia influenciam fortemente os apitos próprios; enquanto a variação genética não apresenta o mesmo poder.

Golfinhos usam assobios para se comunicarem uns com os outros, e esses apitos variam entre ambientes e populações – como sotaques do reino animal.

O assobio dos golfinhos varia de acordo com o lugar em que vivem

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Mulher recebe implante de orelha feita com as próprias células

Uma orelha impressa em 3D foi transplantada com sucesso em uma mulher com uma deformidade na orelha. A operação foi o primeiro teste clínico da tecnologia, feita pela companhia 3DBio Therapeutics.

A mulher era acometida de microtia, uma condição em que uma ou as duas orelhas não se desenvolvem plenamente ou estão ausentes. Os pacientes geralmente têm seus implantes feitos com materiais sintéticos ou enxertos de costela, que envolvem uma cirurgia complicada.

“Esse novo implante requer um procedimento menos invasivo do que usar cartilagem da costela na reconstrução. Também esperamos que resulte em uma orelha mais flexível do que a reconstrução com um implante de polietileno poroso”, conta Arturo Bonilla, o cirurgião que realizou a operação.

A nova tecnologia aplicada, por outro lado, usa um tecido personalizado e dura poucas horas. O processo recolhe amostras de células que formam a cartilagem da pessoa, então eles multiplicam a pequena amostra em várias células. A companhia as mistura com uma base de colágeno e as usa para imprimir uma réplica da orelha não afetada do paciente.

As células vivas continuam produzindo cartilagem durante a vida da pessoa; além disso, o implante é menos propenso a ser rejeitado pelo corpo, pois é feito das próprias células.

É um passo importante para a criação de tecidos artificiais e implantes. “Acreditamos que os teste clínicos podem nos dar não só evidências do valor desse produto inovador e do impacto positivo nos pacientes de microtia, mas também demonstra o potencial dessa tecnologia em fornecer implantes de tecidos vivos em outras áreas futuramente”, conta Daniel Cohen, cofundador da 3DBio Therapeutics.

Feito a partir de uma impressão 3D, o modelo usou células de cartilagem tiradas da paciente.

Mulher recebe implante de orelha feita com as próprias células

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De dentadura a caviar: Uber divulga lista de objetos esquecidos em viagens

Por Rafael Battaglia

Carteiras, celulares e guarda-chuvas são coisas normais de se esquecer dentro do carro. Mas e meio quilo de caviar? Ou uma dentadura? Ou ainda, quem sabe, uma fantasia de pizza?

No último dia 3, a Uber divulgou a 6ª edição da Uber Lost & Found Index, o levantamento anual da empresa de itens esquecidos pelos seus passageiros. A lista de achados e perdidos se refere às viagens realizadas em 2021.

Como você deve imaginar, telefones, carteiras e chaves lideram a lista dos objetos mais deixados para trás. Confira o top 10 dos Estados Unidos:

1 – Celular/câmera

2 – Carteira

3 – Chaves

4 – Mochila/bolsa

5 – Fone de ouvido

6 – Óculos

7 – Roupas

8 – Cigarro eletrônico (vape)

9 -Joias

10 – Documento de identidade

Mas o mais legal é que a Uber divulgou também os itens mais inusitados encontrados nos carros: um avental do Boba Fett (de Star Wars); um cortador de grama; um ukulele da Billie Eilish (que custa módicos R$3.100); uma placa de funcionário do mês; um capacete do Darth Vader (seria o mesmo dono do avental?); uma pintura do Kung Fu Panda; uma tartaruga (pobre animal) e uma antiga bengala com uma espada dentro.

Cortador de grama, fantasia de pizza, capacete do Darth Vader… Veja também quais são as cidades brasileiras campeãs em deixar pertences para trás.

De dentadura a caviar: Uber divulga lista de objetos esquecidos em viagens

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“Fingir demência”, “surtado” e outras expressões capacitistas para banir do vocabulário

Nas entrelinhas do que (e como) falamos, está nossa visão de mundo. Afinal, as línguas se desenvolvem de acordo com o ambiente em que estão inseridas e com a cultura de seus falantes.

Até aí, tudo bem. O problema é que, por conta disso, aspectos nada louváveis das sociedades podem acabar aparecendo em uma série de palavras e expressões – que, às vezes, usamos sem perceber.

Um exemplo é o capacitismo: a discriminação e o preconceito contra pessoas com deficiência (PCD) física ou mental. A mentalidade capacitista pressupõe que esses indivíduos são necessariamente menos aptos a realizar tarefas do cotidiano ou incapazes de vivenciar determinadas experiências.

Isso se manifesta no oferecimento de tratamento desigual – desfavorável ou favorável demais. Sabe quando alguém despreza as PCD ou fala como se fossem indivíduos “especiais”, dignos de pena ou ajuda? Esses são comportamentos capacitistas a serem evitados – e não só porque ofendem essas pessoas (embora isso já seja motivo suficiente).

“O preconceito e o estigma colocam diversas barreiras no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais”, diz o psiquiatra Thiago Rodrigo, professor colaborador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso porque essa mentalidade constrange e afasta do convívio social quem tem esses transtornos – ou mesmo pessoas próximas a eles – e dificulta a adesão ao tratamento.

A língua carrega preconceitos enraizados na sociedade. Mas é possível mudar: entenda o que é capacitismo e como escrever (e falar) de forma mais inclusiva.

“Fingir demência”, “surtado” e outras expressões capacitistas para banir do vocabulário

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Mosquitos cansados preferem dormir a comer

Cientistas descobriram que mosquitos sonolentos preferem recuperar o sono perdido a procurar comida no dia seguinte. O estudo mostra que até mesmo insetos dependem de um sono adequado.

Essa ação de recuperar o sono perdido é chamada de “rebote do sono”. Quando um indivíduo não dorme a quantidade necessária de horas, ou fica sob estresse elevado quando acordado, o corpo pode precisar de mais horas de sono no dia seguinte. O rebote de sono acontece com humanos e animais, inclusive insetos como moscas de fruta e mosquitos.

Os pesquisadores tomaram precaução extra ao desenvolver os protocolos para o estudo. A observação pode afetar o resultado do experimento, especialmente ao analisar os mosquitos.

Esses pequenos insetos sentem a presença de pessoas através do nosso calor corporal, movimento, vibrações e até do gás carbônico que exalamos ao respirar. É difícil observar o sono deles quando eles te enxergam como uma ceia de Natal.

Os cientistas montaram o experimento em uma parte mais tranquila do campus da Universidade de Cincinnati, onde não havia circulação de pessoas, e instalaram câmeras e sensores infravermelhos para gravar os movimentos dos insetos sem incomodá-los.

Mosquitos dormem muito em laboratório. Algo entre 16 e 19 horas por dia, dependendo da espécie. Mas não é fácil reconhecer um mosquito cochilando – quando não estão rondando atrás de alimento, eles se empoleiram por longos períodos para conservar energia.

Os insetos também sentem os efeitos da privação do sono – e não ficam muito dispostos quando dormem mal.

Mosquitos cansados preferem dormir a comer

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Cientistas recriam perfume usado por Cleópatra. Saiba qual cheiro ele tinha

Ruínas, ferramentas, ornamentos, documentos. São achados desse tipo que geralmente orientam arqueólogos no estudo de sociedades antigas. Mas, recentemente, alguns pesquisadores passaram a se dedicar também a coisas intangíveis – como cheiros.

Nesse tipo de trabalho, os cientistas buscam identificar moléculas de substâncias aromáticas preservadas em objetos antigos. E não só: às vezes, tentam também reconstruir alguns desses cheiros.

É o caso da equipe liderada por Robert Littman e Jay Silverstein, arqueólogos da Universidade do Havaí, que afirmam ter descoberto qual era o perfume usado por Cleópatra. A última rainha do Antigo Egito, que esteve no poder entre 51 a.C. e 30 a.C., provavelmente recorria a uma fragrância popular entre a elite egípcia: o perfume mendesiano, fabricado na antiga cidade de Mendes.

Em 2021, escavações em Thmouis, nos arredores de Mendes, descobriram os restos do que seria uma fábrica de perfumes de 2,3 mil anos, com fornos e recipientes feitos de argila que continham resíduos das fragrâncias. Neste lugar, acredita-se, eram produzidos perfumes que ficaram famosos em todo o Mediterrâneo.

Os pesquisadores estudaram a composição química dos resíduos nos frascos e consultaram escritos antigos, gregos e romanos, que indicariam a receita do perfume mendesiano. As tentativas de recriar a fragrância incluíram ingredientes como óleo de tâmara, mirra, canela e resina de pinheiro.

Segundo os cientistas, a base para os perfumes e unguentos egípcios não era álcool, mas sim óleo vegetal ou gordura animal. Os fabricantes obtinham os aromas a partir da fumaça da queima de resinas, cascas e ervas, ou da maceração de flores, especiarias e madeira.

Em estudo publicado na revista Near Eastern Archaeology, a equipe de Littman e Silverstein explica como alcançou um perfume que seria próximo ao mendesiano, apelidado “Eau de Cleopatra”. Ele seria uma mistura forte, mas agradável e adocicada, produzido a partir de mirra e canela. O aroma famoso entre membros da elite também seria duradouro (qualidade associada aos perfumes egípcios), permanecendo potente por cerca de dois anos.

Para montar a receita da fragrância, estudo analisou resíduos de uma fábrica de perfumes egípcia de 2,3 mil anos, além de antigos escritos gregos e romanos.

Cientistas recriam perfume usado por Cleópatra. Saiba qual cheiro ele tinha

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