“Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia.”

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Espaço poético, rotineiro e alternativo
“Da minha dor só sei eu
Dos meus dilemas e dúvidas
Meu desespero recorrente e cinzento
Da minha escuridão, entendo eu
As lágrimas que derramo , só eu sinto
Porque essas, essas ninguém quer dividir
É, do que carrego no peito só eu sei
E dialogo comigo, me ouço
Consolo-me e me coloco pra ninar…
Do que me dói mais fundo
O que me fere na alma
Disto só eu entendo, e cuido que seja assim
Até porque não preciso de julgamentos
Quero carinho e compreensão
E isso… isso só eu mesma posso me dar.”

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“Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não se dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta, é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.”
✨Fernando Pessoa

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Reiniciar
Renovar
Recomeçar
Mais uma semana
Chance de fazer diferente
Dar o nosso melhor
Que seja na garra,
Sem abandonar nossos valores
Que seja na ternura
Mas sem deixar de ser forte
Que tenha beleza,que dela precisamos
Que venha a magia,dando um toque de cor
Bem-vinda a esperança,
Dando o ar da sua graça…
Que todo amor do mundo
Inunde teu coração…
Que nunca nos falte a Fé
Pai e Mãe de toda realização
Amém ✨🙏

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Por Fabiana Schiavon
Um show de horrores.” É assim que a influenciadora digital Shantal Verdelho, de 33 anos, descreve, em entrevista à TV, o vídeo do parto de sua filha, realizado em setembro de 2021 em um hospital particular paulistano. Ela acusa o médico Renato Kalil de violência obstétrica. Durante o trabalho de parto, que durou ao redor de 48 horas, o profissional proferiu ofensas como “Faz força, porra!” e submeteu a paciente à manobra de Kristeller — técnica cada vez mais contraindicada que consiste em pressionar a barriga da parturiente para expulsar o bebê. A certa altura, insistiu para Shantal fazer uma episiotomia (corte no períneo a fim de facilitar a passagem da criança), mas ela se recusou. “Xingamentos e humilhações são apenas a ponta do iceberg”, afirma a ginecologista e obstetra Melania Amorim, professora da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba. “É preciso dar nome ao problema para poder enfrentá-lo. Parte da categoria não concorda com o termo, mas somos nós que temos o direito de definir como vamos chamar os maus-tratos de que somos vítimas. É e sempre foi violência obstétrica”, diz. Melania esclarece que a expressão se refere a qualquer ação praticada por profissionais de saúde sem consentimento e entendimento da gestante ou parturiente. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] No Brasil, uma em cada quatro mulheres é vítima de abusos em alguma fase da gravidez, do pré-natal ao pós-parto (e até em casos de abortamento), segundo estudo da Fundação Perseu Abramo de 2010 contemplando a assistência pública e privada. A violência obstétrica inclui a adoção de procedimentos considerados desnecessários e sem evidência científica, como a episiotomia, ou sem indicação médica para a paciente, caso da cesárea. Um levantamento da OMS aponta que o Brasil é o segundo país em número de cesarianas. Em 2018, 55,7% do total de nascimentos ocorreu pela via cirúrgica — só ficamos atrás da República Dominicana. A recomendação da própria OMS é que essa taxa não exceda os 15% do total de partos. Enquanto no setor público a proporção é de 46%, no privado chega a 88%. De acordo com a biomédica Tatiana Henriques, doutora em saúde pública pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o perfil mais exposto à violência obstétrica engloba mulheres negras, de baixa escolaridade e mães de primeira viagem. “Ter acesso a informação de qualidade e estar com acompanhante, direito previsto em lei, são fatores de proteção”, sinaliza. Perceba: a cesariana em si não é o problema; o problema é a realização sem critério, e tantas vezes sem conhecimento ou anuência da gestante. Para evitar práticas abusivas assim, a advogada Ruth Rodrigues, presidente do coletivo Nascer Direito, orienta as mulheres a elaborarem um plano de parto.
+ LEIA TAMBÉM:Violência contra a mulher: a pandemia que não cessa
“Costumo dizer que a gestação é uma faculdade e o plano de parto é o trabalho de conclusão do curso, o TCC. Se a mulher não quer ser chamada de ‘mãezinha’ ou sofrer episiotomia, por exemplo, deve deixar isso claro e dizer que não aceita”, explica. “Toda decisão deve ser tomada em conjunto com a equipe, e não é isso o que nós vemos. A única ocasião em que o médico pode e deve tomar uma decisão sem consultar a paciente é em caso de emergência”, completa. A violência obstétrica ocorre tanto em hospitais públicos quanto particulares. A pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, concluiu que 45% das pacientes do SUS e 30% das atendidas na rede privada sofreram alguma injúria do gênero num universo de 23,8 mil mulheres que deram à luz em 191 municípios. “Parto não é um ato médico. Nem aquele desespero retratado nos filmes, como se a mulher fosse uma bomba-relógio. É algo natural e fisiológico. Queremos resgatar a autonomia da mulher e evitar que um momento de alegria vire sofrimento”, defende Ruth. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) diz, em nota, promover cursos e protocolos para aprimorar os profissionais da área, mas não endossa o termo “violência obstétrica”, que instituiria a visão do médico como um “ser violento”. “Caso a gestante ou parturiente perceba que está recebendo um tratamento inadequado ou que está sendo desrespeitada, deve registrar o ocorrido junto ao Conselho Regional de Medicina do estado onde foi atendida”, orienta a entidade. Investigado pelo Cremesp e a polícia, Renato Kalil nega as acusações.
Em 1993, quando procurou a clínica do maior especialista em reprodução assistida do Brasil para engravidar, a empresária Vanuzia Lopes Gonçalves não podia imaginar que, em vez de realizar um sonho, viveria um pesadelo. Na terceira e última tentativa de inseminação, tomou o remédio dissolvido em um copo plástico e adormeceu. Quando o efeito do sedativo passou, deparou com uma cena grotesca: estava sendo molestada pelo médico. Médico ou monstro? Da clínica correu para a delegacia. Vanuzia foi a primeira das dezenas de vítimas do ex-médico Roger Abdelmassih a denunciá-lo por estupro. “Não existe médico abusador. O que existe é abusador que vira médico e ataca as pacientes”, afirma a empresária, hoje com 61 anos. Em 2011, ela fundou o grupo Vítimas Unidas e, em 2015, lançou o livro “Bem-Vindo ao Inferno”, da Matrix Editora (clique aqui para comprar). “Toda vez que conto essa história, revivo aquela violência. Não existe cura para o estupro”, desabafa. Encarcerado em 2014, Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão pelos crimes envolvendo 56 pacientes. Ofensas e abusos não são, evidentemente, um mal circunscrito a consultórios médicos. Mas não dá para menosprezar o que acontece ali. Uma pesquisa online feita pelo portal Catraca Livre com 700 mulheres constatou que 53% delas já sofreram assédio moral ou sexual em consultas com ginecologistas.
Episódios recentes colocam um facho de luz na violência obstétrica. Entenda o que denuncia esse e outros tipos de abuso contra a mulher
Violência contra a mulher: sofrimento silencioso
publicado em Veja saúde
“Vai embora o dia
Leva com ele expectativas,
Talvez não fosse mesmo hoje ” o dia “
Não dá nunca pra saber
Pode ser que nunca chegue
Ou que passou despercebido
Entre tantas tempestades, e cafés, e lágrimas
Amanhã será outro, certamente
Senão pra mim, pra alguém será
E depois outro, e mais um, é isso
Novamente os planos vêm,
Eles e sabe-se lá mais o quê
Mas, é o dia… cumprindo seu propósito
Trazendo experiência e vivência
Então, seja bem vinda noite…
Preâmbulo de mais um amanhecer
Abençoado seja o dia,
Recheado de oportunidades!”

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No contínuo da vida
No girar desta roda
Há peças e partes
Que no caminho se perdem
Descuidados , vazios, inacabados
Receosos de errar, tropeçamos no medo
Desconectados da fonte,
Dançamos no vácuo…insones
Em busca de algo, alguém, alguma coisa
Notícias de longe,do limbo
Ressoam através dos tempos
Urgentes , saudosas e frias
Pedaços soltos ao léo…
Teimosos , moram nas ideias
Insistentes, insolentes
Imploram para serem colados
Atados, tornados novamente um
Finalmente íntegros
Como há de ser,
…quando romper a aurora
Enxergarmos a luz, galgarmos o degrau
Unirmos as forças,
Quando finalmente o Amor
Derrotar todo mal….

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🌎Tierra
Montaña, valle, bosque y mar
Flora y fauna, paisaje sin fin
Cueva de piedra, laguna de agua
Semilla, raíz, tallo y flor
Cómo puede ser que el humano no respeta
La ley de la vida, lo que nos sostenga
Honra a la tierra, reza al cielo
Ama tus hermanos, levanta el peso
Cómo puede ser que el humano no respeta
La ley de la vida, lo que nos sostenga
Honra la tierra, reza al cielo
Ama tus hermanos, levanta el peso
Tierra, la más bella de todas
Quieren vender tu lindo cuerpo
Perdónalos, porque no saben
Que están buscando poder en vez de amor
Montaña, valle, bosque y mar
Flora y fauna, paisaje sin fin
Cueva de piedra, laguna de agua
Semilla, raíz, tallo y flor
Cómo puede ser que el humano no respeta
La ley de la vida, lo que nos sostenga
Honra la tierra, reza al cielo
Ama tus hermanos, levanta el peso
Tierra, la más bella de todas
Quieren vender tu lindo cuerpo
Perdónalos, porque no saben
Que están buscando poder en vez de amor
Tierra, la más bella de todas
Quieren vender tu lindo cuerpo
Perdónalos, porque no saben
Que están buscando poder en vez de amor
Fé y fuerza
Fé y fuerza
Levantamos nuestro amor hacia la vida
A la tierra, al sol y a la luna
Juntos hacia las estrellas
Tierra, la más bella de todas
Quieren vender tu lindo cuerpo
Perdónalos, porque no saben
Que están buscando poder en vez de amor
Tierra, la más bella de todas
Quieren vender tu lindo cuerpo
Perdónalos, porque no saben
Que están buscando poder en vez de amor
Cómo puede ser que el humano no respeta
La ley de la vida, lo que nos sostenga
Honra la tierra, reza al cielo
Ama tus hermanos, levanta el peso
🌎 Composição: Danit

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Criança Yanomami brincando no rio foto: Barbara Crane Navarro
«Meus avós pescavam neste rio para alimentar a comunidade. Agora é tudo contaminação por lodo, gasolina, diesel e mercúrio. Os peixes estão morrendo e nossa terra Yanomami está morrendo. Nós Yanomami estamos sofrendo, não temos paz. Os garimpeiros destroem nossas casas (Yanopë), destroem nossa floresta (Urihi), destroem […]
«Os garimpeiros estão destruindo os nossos rios, nossa floresta e nossas crianças. Nosso ar não é mais puro, nossas caças desapareçam e nosso povo chora e clama por água limpa. Queremos viver, queremos nossa paz de volta e nosso Território.»
publicado em Bárbara Crane Navarro
Escrevo porque vivo…
…ou vivo para escrever
Escrevo porque é o que quero
Descrevo o verde,o som,a luta
Absorvo o clima,os astros,a Lua
Escrevo pois preciso,
Desbancar ansiedades,curar feridas
Escrevo se quero,e quando quero
Sobre a lagoa,o país,as pessoas
Sobre eu e minhas angústias
Minhas alegrias e buscas ,escrevo
Descrevo retomadas, amanhãs
Tons, pincéis, fadas, anéis
Escrevo para quem quiser ler
Ou para guardar pro jantar
Escrevo palavras, frases ou poesia
Cousas e lousas…
Só não escrevo com a alma fria
Escrevo porquê gosto, preciso e creio
No poder da arte,no processo da vida
Na beleza e humano pensamento
Escrevo porque para estar aqui
E estar presente ,este é meu meio…
🌷

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