Algumas aves voam por 11 dias sem parar, outras viajam quase 13 mil quilômetros. Todos os anos, milhares de espécies de aves deixam seus habitats em busca de alimento.
Todos os anos, na primavera e no outono, um espetáculo se desenrola no céu noturno enquanto milhões de aves fazem longas e perigosas jornadas entre seus locais de reprodução de verão e de inverno.
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”
Publicado originalmente em Barbara Crane Navarro:
Foto: Ricardo Stuckert « série Índios Brasileiros » “Quando você corta as árvores, agride os espíritos de nossos ancestrais. Ao procurar minerais, você perfura o coração da Terra. E quando você derrama venenos na terra e nos rios, produtos químicos agrícolas e mercúrio das minas de ouro, você enfraquece os espíritos,…
Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão…
De um lado, uma negra escrava Os olhos no filho crava, Que tem no colo a embalar… E à meia voz lá responde Ao canto, e o filhinho esconde, Talvez pra não o escutar!
“Minha terra é lá bem longe, Das bandas de onde o sol vem; Esta terra é mais bonita, Mas à outra eu quero bem!
“0 sol faz lá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia!
“Aquelas terras tão grandes, Tão compridas como o mar, Com suas poucas palmeiras Dão vontade de pensar …
“Lá todos vivem felizes, Todos dançam no terreiro; A gente lá não se vende Como aqui, só por dinheiro”.
O escravo calou a fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o pranto O seu filhinho a sonhar!
O escravo então foi deitar-se, Pois tinha de levantar-se Bem antes do sol nascer, E se tardasse, coitado, Teria de ser surrado, Pois bastava escravo ser.
E a cativa desgraçada Deita seu filho, calada, E põe-se triste a beijá-lo, Talvez temendo que o dono Não viesse, em meio do sono, De seus braços arrancá-lo!