Fio, se suncê precisá É só pensá na Vovó Que Ela vem te ajudá Pensa numa estrada longa, zifio Lá no seu jacutá E numa casinha branca, zifio Que a vovó tá lá Sentada num banquinho tosco, zifio Com sua rosário na mão Pensa na Vovó Maria Redonda Fazendo Oração
Na tina, vovó lavou, vovó lavou A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar
Hoje mamãe me falou de vovó só de vovó Disse que no tempo dela era bem melhor Mesmo agachada na tina e soprando no ferro de carvão Tinha-se mais amizade e mais consideração
Disse que naquele tempo a palavra de um mero cidadão Valia mais que hoje em dia uma nota de milhão Disse afinal que o que é de verdade Ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga, oi na tina
Na tina, vovó lavou, vovó lavou A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar
Hoje o olhar de mamãe marejou só marejou Quando se lembrou do velho, o meu bisavô Disse que ele foi escravo mas não se entregou à escravidão Sempre vivia fugindo e arrumando confusão
Disse pra mim que essa história do meu bisavô, negro fujão Devia servir de exemplo a esses nego pai João Disse afinal que o que é de verdade ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga, oi na tina
Na tina, vovó lavou, vovó lavou A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar Muita fumaça e calor no ferro de engomar