“Que nossa incessante busca da sabedoria, não nos turve o olhar e o coração. E que a vontade de continuar, nos lance cada vez mais longe na aventura extraordinária da descoberta de nós mesmos.”
Pouco depois que a variante Ômicron foi identificada, tivemos a confirmação dos primeiros infectados em nosso país: um casal brasileiro, morador da África do Sul, que veio visitar a família. Após especulações, confirmou-se que tanto o homem como a mulher tinham recebido a vacina contra o coronavírus. Esses não foram os únicos casos de pessoas vacinadas recebendo o diagnóstico positivo da variante.
Nesse contexto, vários boatos começaram a circular nas redes sociais, basicamente com o seguinte tom: “Ué, se quem recebeu a picada foi contaminado, é sinal de que a vacina não funciona”. Um prato cheio para quem difama a imunização com base em informações falsas ou meias-verdades.
Em primeiro lugar, os especialistas frisam que as vacinas não têm a capacidade de zerar o risco de contaminação pelo vírus — e isso vale para qualquer cepa, inclusive aquela original, que serviu como base para o desenvolvimento dos imunizantes. Na verdade, esse raciocínio serve para vacinas em geral, independentemente da enfermidade.
Mas voltando à Ômicron: sabe-se, até o momento, que sua capacidade de transmissão é maior. Há indícios de que ela pode se replicar até 70 vezes mais rápido nas vias aéreas do que a variante Delta. Daí porque é natural ter mais gente infectada.
Porém, a função primordial das vacinas é evitar que uma possível infecção se transforme em um quadro preocupante que exija hospitalização ou, pior ainda, que evolua para um óbito. E, até o momento, tudo indica que elas continuam valiosas nesse processo.
Isso gerou uma série de boatos e sarcasmo em relação às vacinas. No entanto, a função das doses é evitar casos graves e mortes — o que segue acontecendo
Cada vez mais falamos sobre as plantas alimentícias não convencionais e a importância de valorizar essas espécies “diferentonas”. E por que não colocá-las no prato de quem está hospitalizado?
Para incentivarem o uso nesse ambiente, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), capitaneados pelas nutricionistas Betzabeth Slater e Weruska Davi Barrios, lançaram o livro digital PANC – Hortaliças Tradicionais e Técnicas Culinárias na Nutrição Hospitalar.
Além de abordar atitudes sustentáveis nesse contexto e trazer perfis e formas de utilização das plantas, o material apresenta uma compilação de receitas com alimentos da nossa biodiversidade — todas testadas na Cozinha de Práticas e Técnicas Culinárias da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Ora-pro-nóbis Conhecida dos mineiros, em geral é consumida depois de cozida. Seu sabor é neutro. Reúne fibras e proteínas de boa qualidade.
Major-gomes Tem vários apelidos, como beldroega-grande e maria-gorda. O gosto se assemelha ao do espinafre. O ideal é comer após cozida.
Bertalha Trata-se de uma trepadeira de folhas consideradas delicadas e suculentas. Esbanja substâncias antioxidantes.
Folha da batata-doce Pode ser usada como hortaliça cozida. O sabor é delicado. Concentra fibras, proteínas, ferro, além das vitaminas C e do complexo B.
Um guia gratuito ensina a usar as plantas alimentícias não convencionais (PANC) dentro de hospitais
Todo mundo já se perguntou o que aconteceria se um cometa (como aquele que matou os dinossauros) estivesse a caminho da Terra agora. A resposta curta é que a humanidade provavelmente seria extinta. A resposta longa rende um filme da Netflix de duas horas e meia: Não Olhe para Cima, que chega à plataforma no dia 24 de dezembro.
Na trama, a pós-doutoranda Kate Dibiasky (Jennifer Lawrence) descobre um cometa do tamanho do Monte Everest a caminho do planeta. Ele deverá colidir com a Terra em apenas seis meses. Esse é o tempo que Kate e o professor Randall Mindy (Leonardo DiCaprio) têm para convencer o governo e a população a tomar alguma atitude.
Essa é a pergunta que move a trama de “Não Olhe para Cima”, nova produção da Netflix. Conversamos com Amy Mainzer, consultora científica do filme, para entender o que é fato ou ficção.
No capitalismo contemporâneo, bens inúteis e disfuncionais sobrecarregados com tecnologia desnecessária são produzidos em abundância. Uma loucura com um método Cada vez mais pesadas, cada vez mais emissões de CO2, equipadas com sinos e apitos cada vez mais carregados de tecnologia. A indústria automotiva representa a loucura da produção de bens capitalistas como nenhum outro ramo […]
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou nesta quinta-feira, 23, o uso emergencial do molnupiravir, pílula da Merck – MSD no Brasil – em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics para o tratamento de Covid-19.
O remédio é indicado a adultos maiores de 18 anos que tenham testado positivo para a doença e apresentem alto risco de desenvolvimento de quadros graves, incluindo internação ou morte. Feito de anticorpos monoclonais, proteínas produzidas em laboratório que imitam anticorpos gerados naturalmente pelo organismo, o tratamento funciona como uma aplicação extra de anticorpos contra o coronavírus no organismo de pessoas infectadas, impedindo a progressão severa da doença. Por isso, a indicação é no início da infecção, até cinco dias após os primeiros sintomas.
A MSD informou que o antiviral não deve ser utilizado por menores de 18 anos – já que pode afetar o crescimento dos ossos e da cartilagem –, como prevenção pela pré-exposição ou pós-exposição à Covid-19 e em pacientes que já foram hospitalizados. O tratamento também não é indicado para pessoas em estado grave.
“Como novas variantes do vírus continuam a surgir, é crucial expandir o arsenal de terapias contra a Covid-19, enquanto continuamos a gerar dados adicionais sobre sua segurança e eficácia”, disse Patrizia Cavazzoni, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.
Na quarta-feira, a FDA também autorizou o uso emergencial da pílula Paxlovid, da Pfizer, para tratamento da Covid-19 em pacientes maiores de 12 anos que também apresentem alto risco de desenvolvimento grave da doença, incluindo hospitalização ou óbito.
Molnupiravir, da MSD, é indicado para pessoas que testaram positivo para o coronavírus e apresentam alto risco de desenvolvimento de doença grave