Esta floresta na Austrália está queimando há 6 mil anos

Por Maria Clara Rossini

A Austrália está repleta de reservas florestais. Os moradores de Sydney viajam quatro horas de carro até um parque nacional famoso, onde aproveitam para caminhar, fazer piqueniques e observar pássaros. Com um detalhe: esse parque vive um incêndio que já dura 6 mil anos. Não à toa, a região ganhou o apelido de Burning Mountain– “montanha que queima”.

O incêndio não preocupa os visitantes. Tudo acontece a 30 metros de profundidade do solo, onde existe uma camada de carvão que ocorre naturalmente em todo o planeta. Não há chamas, e sim carvão em brasa que lembra uma churrasqueira em final de festa.

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Há evidências do que está acontecendo debaixo da terra: o chão quente, a fumaça que sai do solo, as cinzas brancas, as rochas vermelhas e amarelas, além de um cheiro de enxofre – resultado da queima dos minerais da montanha. Acima do incêndio não há planta que sobreviva.

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O incêndio não ocupa toda a reserva. O pesquisador Guillermo Rein, do Imperial College de Londres, estima que a área queimada tenha cinco e dez metros de diâmetro, e que a temperatura da brasa fique em torno de 1.000 ºC. Ele se move a uma velocidade de um metro por ano, cada vez consumindo mais carvão.

“Onde o incêndio ainda não chegou você vê uma floresta de eucalipto. Onde o incêndio está agora não há nada vivo, nem grama”, disse Rein à ScienceAlert. “E onde o incêndio estava entre 20 e 30 anos atrás, a floresta voltou, mas está diferente. O incêndio moldou a paisagem”.

Como começou o incêndio?

Quando um incêndio desse tipo começa, é quase impossível apagá-lo. Ele se espalha por onde tiver carvão. Há exemplos mais recentes ao redor do mundo: a cidade de Centralia, nos Estados Unidos, foi abandonada devido a um incêndio subterrâneo que se alastra desde 1962. A maioria deles é causado devido à ação humana, como acidentes de mineração.

Burning Mountain é um caso à parte. O incêndio foi descoberto em 1828, quando um morador local confundiu o fenômeno com vulcanismo. No ano seguinte, o geólogo Charles Wilton percebeu que se tratava de um incêndio de carvão subterrâneo. As medições mostram que a brasa se alastrou por 6,5 quilômetros – o que equivale a 6 mil anos de incêndio.

É pouco provável que ele tenha sido causado pela ação humana. Entre as hipóteses estão a queda de um raio e combustão espontânea. Essa última ocorre quando o carvão está perto da superfície, exposto ao oxigênio e ao Sol. A temperatura necessária para iniciar a combustão do carvão varia entre 35ºC e 140ºC.

O incêndio subterrâneo na “Burning Mountain” é considerado o mais antigo da história. Entenda o fenômeno por trás da combustão quase impossível de apagar.

Esta floresta na Austrália está queimando há 6 mil anos

publicado originalmente em superinteressante

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Estreito São José do Norte RS Brasil

Bactérias estão aprendendo a comer plástico

A abundância de microplásticos nos oceanos e lixo plástico em terra parece ter induzido uma adaptação evolutiva em várias espécies de micróbio, que aprenderam a produzir enzimas capazes de decompor o plástico. Essa é a principal conclusão de um estudo realizado por cientistas suecos, que analisaram amostras de DNA coletadas em 38 países (1).

Os pesquisadores encontraram 30 mil enzimas, que são capazes de degradar 10 tipos diferentes de plástico. Segundo eles, há uma relação direta entre a poluição plástica em cada local avaliado e a quantidade de enzimas decompositoras encontradas nele.

Nos oceanos, as bactérias mais adaptadas a comer plástico são as das classes Alphaproteobacteria e Gammaproteobacteria. Atualmente, a humanidade produz mais de 300 milhões de toneladas de plástico por ano, dos quais apenas 7,7 milhões são reciclados.

Fonte 1. Plastic-Degrading Potential across the Global Microbiome Correlates with Recent Pollution Trends. J Zrimec e outros, 2021.

Poluição ambiental leva à evolução dos microorganismos – que já são capazes de digerir 10 tipos de plástico

Bactérias estão aprendendo a comer plástico

publicado originalmente em superinteressante

Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

Moradores e turistas do balneário de Alter do Chão, localizado em Santarém, veem crescimento da mineração como causa do fenômeno Fonte: Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão – Rede Brasil Atual Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro

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Parque Nacional da Lagoa do Peixe Tavares RS Brasil

Pontos de vista…por Sêneca

“Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico.”

🌷Sêneca

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Tavares RS Brasil

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