A imensidão do mar dá a impressão de que a água é recurso ilimitado; afinal, ela cobre 70% do planeta. Mas a ilustração deste texto, baseada num modelo criado por pesquisadores do Serviço Geológico dos EUA, nos dá a real dimensão de sua finitude. A bolha azul maior representa toda água do mundo, seja doce […]
As ruínas submersas da cidade de Heracleion, no litoral mediterrâneo do Egito, foram descobertas 20 anos atrás. Desde então, artefatos arqueológicos não param de aparecer. A última descoberta são cestas de vime cheias de frutas que datam do século 4 a.C.
Sim, você leu certo: as frutas ainda estão lá – ainda que não particularmente comestíveis. As cestas permaneceram intocadas há 2,5 mil anos e estavam cheias de doum – o fruto de uma palmeira nativa do continente africano considerada sagrada pelos antigos egípcios. Também havia sementes de uva.
A cidade de Thonis-Heracleion, na costa do Egito, foi engolida pelo delta do Nilo no século 7 – e redescoberta vinte anos atrás. Os achados arqueológicos não param.
Um fóssil de 890 milhões de anos encontrado no Canadá pode ser o mais antigo indício de vida animal já encontrado. Trata-se de um calcário entremeado por uma rede de minúsculos túneis, duas vezes mais estreitos que um fio de cabelo. Esse padrão, conhecido dos paleontólogos, é típico da fossilização de esponjas – sim, esponjas como o Bob Esponja –, que se alimentam filtrando a água do mar e disputam o título de animais mais antigos da Terra.
O consenso atual é que as primeiras formas de vida filtradoras surgiram a partir de 630 milhões de anos atrás, no período Ediacarano. Animais com estruturas de locomoção e comportamento predatório só vieram depois, com o início do Cambriano há 542 milhões de anos. A possibilidade de que já existissem esponjas há 890 milhões de anos abala os alicerces da paleontologia e foi recebida com uma dose saudável de ceticismo pelo comunidade científica.
Essas rede de tubos calcificados – talvez formada a partir dos filamentos flexíveis que estruturam esponjas-do-mar – veio 300 milhões de anos antes do período Ediacarano, quando formas de vida filtradoras se multiplicaram.
Na última semana, uma massa de ar frio atingiu a região Sul do Brasil – e avançou de modo que algumas quedas bruscas de temperatura foram previstas também para regiões do Norte e Nordeste do país. O frio intenso trouxe neve para diversas cidades do sul brasileiro – em Santa Catarina, por exemplo, nevou em mais de dez cidades na última quarta-feira (28).
Eventos de frio fora do comum costumam levantar uma questão entre os desavisados: “Se estamos passando pelo aquecimento global, por que o frio?”. Mas não se engane: o aquecimento global não se resume, necessariamente, apenas ao aumento de temperatura ao redor do planeta.
Ondas de frio intenso fazem algumas pessoas se questionarem sobre a existência do fenômeno. Mas não se engane: ele não se resume a temperaturas mais altas.
“Como é que é chemistry (química) mesmo em português?”, pergunta Wilhelm, 45, enquanto explicava para a reportagem o funcionamento das baterias que armazenam energia do veleiro da família brasileira famosa por realizar voltas ao mundo em alto-mar. Os Schurmann costumam trocar a língua oficial da embarcação com a mesma frequência com que mudam de endereço: são fluentes em espanhol, inglês e francês e emendam diálogos em palavras estrangeiras com normalidade, o que soa estranho para quem não está acostumado. Vilfredo, 72, e Heloísa, 75, são as âncoras, e Wilhelm, David, 47, e Pierre, 53, os filhos: eles se encontraram no último domingo (25) na sede do Guarujá do Iate Clube de Santos, no litoral paulista, para comemorar o aniversário do caçula e acompanhar os últimos retoques no veleiro, que está em fase final de preparação para a próxima expedição em alto-mar da família.
Expedição, que ganhará quadro no “Fantástico” e custará 15 milhões de reais, terá o lixo nos oceanos como tema
Os recifes de corais são muito importantes para vida marinha: eles servem como locais de alimentação, reprodução e refúgio para várias espécies. O problema é que eles são especialmente suscetíveis às mudanças climáticas, especialmente o aumento da temperatura dos oceanos.
Quando eles morrem, levam junto ecossistemas marinhos inteiros num efeito dominó. Para investigar o que pode acontecer com os recifes de coral do Atlântico Sul, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estudaram três espécies de corais. O estudo foi publicado recentemente no periódico especializado Frontiers in Marine Science.
Cientistas coletaram dados e usaram simulações de computador para descobrir como o aquecimento global vai afetar três espécies importantes para a construção de recifes no nosso quintal oceânico.