O termo “aquecimento global” não faz jus ao fenômeno climático, porque ele não se resume à elevação da temperatura terrestre. O aquecimento global causa mudanças na dinâmica do planeta, como alterações na circulação atmosférica e intensificação de eventos climáticos extremos. E não para por aí.
As mudanças climáticas também estão diminuindo o “brilho” da Terra – ou a capacidade da superfície do planeta de refletir os raios solares, em vez de absorvê-los. É o que mostraram dados de quase duas décadas analisados em um novo estudo publicado no periódico Geophysical Research Letters.
A radiação solar que chega ao planeta pode ser absorvida ou refletida pelos gases do efeito estufa e pela superfície terrestre. A Terra reflete cerca de 30% da luz solar que incide sobre ela. Essa reflexão feita pelo solo e oceanos recebe nome de “albedo”.
Funciona assim: diferentes superfícies têm diferentes capacidades de absorção e reflexão dos raios solares. Camadas brancas de gelo nos polos do globo conseguem mandar bastante radiação de volta para o espaço, enquanto florestas e oceanos têm um albedo muito menor – e retêm mais calor. Um chão escuro de asfalto, por exemplo, fica bem quente porque absorve quantidade considerável dos raios solares.
Medições de satélite feitas entre 1998 e 2017 mostram que a Terra está refletindo menos radiação solar ao espaço – e contribuindo para o aumento de temperaturas no planeta
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Um estudo publicado no periódico especializado Communications Biology mostrou que as fêmeas de uma espécie de peixe limpador, a Labroides dimidiatus, são capazes de identificar quando não estão sendo observadas para trapacear e conseguir uma refeição melhor.
Essa safadeza aparentemente banal pode significar que o peixinho tem uma capacidade cognitiva encontrada principalmente em primatas (mas também em outros mamíferos e pássaros) conhecida como teoria da mente: o poder de compreender que outros seres vivos têm intenções e planos diferentes dos seus.
Vamos começar explicando que, no fundo do mar, existem lugares chamados “estações de limpeza“: áreas geralmente próximas a rochas e corais que são um ponto de encontro para alguns animais estabelecerem uma troca de favores (tecnicamente, uma relação de mutualismo). É lá que os peixes limpadores, de cerca de 10 cm, removem células mortas e parasitas do corpo de peixes bem maiores.
Fêmeas de bodião limpador identificam quando não estão sendo observadas para trapacear e conseguir uma refeição melhor. Isso demonstra uma habilidade cognitiva incomum na natureza: a de se imaginar no lugar de outros seres vivos.