Tratamentos com células capazes de originar qualquer tecido do corpo, as famosas células-tronco, vêm se mostrando eficazes contra diversos problemas em animais. A terapia de regeneração celular foi regulamentada no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária em outubro de 2020, e, de lá para cá, hospitais especializados por todo o país oferecem a tecnologia.
Dependendo da doença, o local de aplicação, o número de sessões e a quantidade de células usadas variam, mas, em geral, os procedimentos são considerados rápidos e seguros.
“Essa terapia vem proporcionando melhor qualidade de vida a bichos que antes sofriam muito”, diz Karina Mussolino, gerente técnica do Centro Veterinário Seres (SP), que trabalha com o procedimento.
Procedimento é empregado com sucesso contra algumas doenças em cães e gatos
A maior parte do oxigênio da atmosfera, entre 50% e 80%, vem dos oceanos, onde ele é produzido pelo plâncton marinho. Não da Amazônia. Mas a floresta absorvia uma quantidade importante de CO2, ajudando a regular a temperatura global. Porém, recentemente veio a má notícia: a Amazônia não cumpre mais esse papel e, em muitos lugares, sobretudo na borda sudeste da floresta, ela já emite mais CO2 do que absorve.
Essa é a conclusão de um estudo (1) liderado pela pesquisadora Luciana Gatti, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e publicado na revista Nature. A equipe realizou 590 sobrevoos, medindo concentrações de CO2 e CO em quatro regiões da Amazônia, entre 2010 e 2018. E constatou que a floresta, ao menos em algumas regiões, já “virou o sinal” – de sorvedouro passou a ser emissora de carbono.
Em parte, não é difícil entender como isso acontece. A Amazônia inteira tem cerca de 123 bilhões de toneladas de carbono fixado em sua biomassa, no solo e no subsolo. Um jeito rápido de devolver tudo isso à atmosfera, de uma vez, é queimando. O desmatamento, portanto, cumpre um papel de destaque. Quando as árvores são derrubadas, a preparação do terreno para uso futuro (em geral para pasto ou agricultura) envolve queimar a área.
E o que deixa tudo mais preocupante é que as medições colhidas pelo grupo foram feitas entre 2010 e 2018, período em que o desmatamento não estava tão descontrolado quanto agora (naquela época, ele ficava ao redor de 7.000 km2 anuais, antes de explodir para mais de 10.000 km2 anuais em 2019 e 2020).
Isso está acontecendo devido ao desmatamento e às mudanças climáticas. E pode piorar.
Todos os anos, aparecem milhares de pássaros mortos nas praias do Atlântico Norte. Isso é consequência da temporada de ciclones, que ocorre durante o inverno nessa região.
Mas um novo estudo descobriu que os animais não são diretamente atingidos pelos ciclones em si; eles morrem de desnutrição, porque não conseguem voar nem mergulhar na água (devido aos fortes ventos e ao mar revolto).
Foi o que constatou uma equipe de cientistas de vários países, que colocaram localizadores em mais de 1.500 pássaros de cinco espécies e acompanharam o movimento deles durante o inverno (1), comparando seus deslocamentos com a trajetória dos ciclones.
Fonte 1. North Atlantic winter cyclones starve seabirds. M Clairbaus e outros, 2021.
Aves não são diretamente atingidas pelo fenômeno, mas ficam impedidas de voar e mergulhar para buscar alimento
Um mundo desigual onde o lixo de uns é o sustento de outros…nada de surpresa…agora além de sobrecarregar seu próprio país, o primeiro mundo quer acabar ( ainda mais) com os menos favorecidos.
Uma interessante reportagem da BBC NEWS, relevante como sempre!
Os ratos nascem de olhos fechados, e só os abrem 12 dias depois. Mas, mesmo antes disso, suas retinas enviam impulsos elétricos para o cérebro – simulando o que o animal vai enxergar quando estiver de olhos abertos.
Foi o que descobriram pesquisadores da Universidade Yale, que analisaram a atividade neuronal de cobaias recém-nascidas (1). Para fazer isso, eles criaram ratos geneticamente modificados, cujos neurônios emitem luz na presença de sinais elétricos (essa técnica se chama optogenética, e foi desenvolvida ao longo da última década por várias equipes de cientistas).
Assim que os bichinhos nasciam, eram anestesiados e recebiam uma incisão muito pequena na cabeça – que permitia observar os neurônios, e a luz que eles emitiam, com um microscópio. O interessante acontece entre o oitavo e o décimo primeiro dia de vida, quando os sinais emitidos pelas retinas se tornam bem definidos: seguem o mesmo padrão que animais adultos geram quando estão correndo de olhos abertos.
Fonte 1. Retinal waves prime visual motion detection by simulating future optic flow. M Crair e outros, 2021.
Retina emite sinais elétricos, durante três dias, para preparar o cérebro do animal.