Assista a “Pharrell Williams – Happy (Video)” no YouTube

💃🕺 Happy

Pode parecer loucura o que estou prestes a dizer
It might seem crazy what I am ‘bout to say

Sunshine ela está aqui, você pode fazer uma pausa
Sunshine she’s here, you can take a break

Eu sou um balão de ar quente que poderia ir para o espaço
I’m a hot air balloon that could go to space

Com o ar, como se eu não me importasse, baby, por falar nisso
With the air, like I don’t care, baby by the way

Huh (porque estou feliz)
Huh (Because I’m happy)

Bata palmas se você se sentir como um quarto sem teto
Clap along if you feel like a room without a roof

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que a felicidade é a verdade
Clap along if you feel like happiness is the truth

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se você sabe o que é felicidade para você
Clap along if you know what happiness is to you

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que é isso que quer fazer
Clap along if you feel like that’s what you wanna do

Aí vêm más notícias falando isso e aquilo (sim)
Here come bad news talking this and that (Yeah)

Bem, me dê tudo que você tem, não se segure (Sim)
Well give me all you got, don’t hold back (Yeah)

Bem, eu provavelmente deveria avisá-lo que ficarei bem (Sim)
Well I should probably warn you I’ll be just fine (Yeah)

Sem ofensa para você, não perca seu tempo
No offence to you don’t waste your time

Aqui está o porquê
Here’s why

Bata palmas se você se sentir como um quarto sem teto
Clap along if you feel like a room without a roof

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que a felicidade é a verdade
Clap along if you feel like happiness is the truth

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se você sabe o que é felicidade para você
Clap along if you know what happiness is to you

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que é isso que quer fazer
Clap along if you feel like that’s what you wanna do

Uh, me derrube
Uh, bring me down

Não pode nada, me derrube
Can’t nothing, bring me down

Meu nível está muito alto para me derrubar
My level’s too high to bring me down

Não dá pra nada, me deixa pra baixo, eu disse
Can’t nothing, bring me down, I said

Me derrube, não pode nada
Bring me down, can’t nothing

Me derrube
Bring me down

Meu nível está muito alto para me derrubar
My level’s too high to bring me down

Não dá pra nada, me deixa pra baixo, eu disse
Can’t nothing, bring me down, I said

Bata palmas se você se sentir como um quarto sem teto
Clap along if you feel like a room without a roof

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que a felicidade é a verdade
Clap along if you feel like happiness is the truth

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se você sabe o que é felicidade para você
Clap along if you know what happiness is to you

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que é isso que quer fazer
Clap along if you feel like that’s what you wanna do

Bata palmas se você se sentir como um quarto sem teto
Clap along if you feel like a room without a roof

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que a felicidade é a verdade
Clap along if you feel like happiness is the truth

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se você sabe o que é felicidade para você
Clap along if you know what happiness is to you

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que é isso que quer fazer
Clap along if you feel like that’s what you wanna do

Uh, me derrube (feliz, feliz, feliz, feliz)
Uh, bring me down (Happy, happy, happy, happy)

Não posso nada (feliz, feliz, feliz, feliz)
Can’t nothing (Happy, happy, happy, happy)

Traga-me para baixo, meu nível é muito alto
Bring me down, my level’s too high

Para me derrubar (feliz, feliz, feliz, feliz)
To bring me down (Happy, happy, happy, happy)

Não posso nada (feliz, feliz, feliz, feliz)
Can’t nothing (Happy, happy, happy, happy)

Traga-me para baixo, eu disse
Bring me down, I said

Bata palmas se você se sentir como um quarto sem teto
Clap along if you feel like a room without a roof

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que a felicidade é a verdade
Clap along if you feel like happiness is the truth

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se você sabe o que é felicidade para você (aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa que)
Clap along if you know what happiness is to you (ayy, ayy, ayy)

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que é isso que quer fazer
Clap along if you feel like that’s what you wanna do

Bata palmas se você se sentir como um quarto sem teto
Clap along if you feel like a room without a roof

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que a felicidade é a verdade
Clap along if you feel like happiness is the truth

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se você sabe o que é felicidade para você (hey)
Clap along if you know what happiness is to you (hey)

(Porque eu sou feliz)
(Because I’m happy)

Bata palmas se sentir que é isso que quer fazer
Clap along if you feel like that’s what you wanna do

Vamos
Come on

👏👏💃🕺Fonte: Musixmatch

Compositores: Williams Pharrell L

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Assista a “Enya – It’s In The Rain (Video)” no YouTube

🌧️It’s in the rain

Cada vez que a chuva cai
Every time the rain comes down

Eu fecho meus olhos e escuto
I close my eyes and listen

Eu posso ouvir o som solitário
I can hear the lonesome sound

Do céu enquanto chora
Of the sky as it cries

Escute a chuva
Listen to the rain

Lá vem de novo
Here it comes again

Ouça na chuva
Hear it in the rain

Sinta o toque das lágrimas que caem
Feel the touch of tears that fall

Eles não vão cair para sempre
They won’t fall forever

No caminho o dia vai fluir
In the way the day will flow

Todas as coisas vêm, todas as coisas vão
All things come, all things go

Ouça a chuva, a chuva
Listen to the rain, the rain

Lá vem ele de novo, de novo
Here it comes again, again

Ouça na chuva, a chuva
Hear it in the rain, the rain

Tarde da noite eu me afasto
Late at night I drift away

Eu posso ouvir você chamando
I can hear you calling

E meu nome esta na chuva
And my name is in the rain

Folhas nas árvores sussurrando
Leaves on trees whispering

Mares azuis profundos, mistérios
Deep blue seas, mysteries

Mesmo quando este momento acabar
Even when this moment ends

Não posso deixar esse sentimento ir embora
Can’t let go this feeling

Tudo virá de novo
Everything will come again

No som caindo
In the sound falling down

Do céu enquanto chora
Of the sky as it cries

Ouça meu nome na chuva
Hear my name in the rain

🌧️Fonte: LyricFind

Compositores: Eithne Ni Bhraonain / Nicky Ryan / Roma Ryan

Letra de It’s in the Rain © Sony/ATV Music Publishing LLC

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Um amor e uma cabana…por Eça de Queiroz

“Tudo que não seja viver escondido numa casinhola, pobre ou rica, com uma pessoa que se ame, e no adorável conforto espiritual que dê esse amor – me parece agora vão, fictício, inútil, oco e ligeiramente imbecil.”

❤️ Eça de Queiroz

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Assista a “QUAIS SUAS CORES ORIGINAIS? COMO É SUA REPRODUÇÃO? QUAIS SEUS PREDADORES? TODAS SUAS CURIOSIDADES!!!” no YouTube

Coloridos e divertidos…como são lindos!

Matando a curiosidade sobre os periquitos australianos selvagens.

Animal TV aqui!

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Imaginação…por Machado de Assis

“A imaginação foi a companheira de toda a minha existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas, capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo…”

🦋 Machado de Assis

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Como o FBI usa árvores genealógicas para prender criminosos

Por Maria Clara Rossini

Sacramento, capital da califórnia. Entre 1976 e 1979, os moradores dessa cidade se sentiam dentro de um filme de terror. Agindo sozinho, um criminoso invadia casas (geralmente, de mulheres) durante a noite. Violentava e roubava as moradoras. Quando havia um casal, para garantir que o marido não reagiria, ele deixava o homem de bruços na cama e amarrava uma pilha de pratos às suas costas. Então ameaçava: a qualquer barulho de louça, mataria os dois. Na imprensa, o bandido ficou conhecido como o Estuprador da Área Leste.

Logo no início dos anos 1980, o sul do estado viveu outro pesadelo: um facínora apelidado de Perseguidor Noturno matou pelo menos nove pessoas em um período de dois anos. Assim como o Estuprador da Área Leste, ele estudava as casas antes de invadi-las e quase não deixava pistas.

A polícia só identificou o Golden State Killer em 2018 – após mais de 40 anos de investigação.

Hoje sabemos que os dois eram a mesma pessoa:  Joseph DeAngelo, que aí acabaria ganhando um outro apelido, Golden State Killer (o Assassino da Califórnia – “Estado Dourado” é a alcunha da região). Seu último crime foi cometido em 1986. Coincidentemente, o ano em que o primeiro caso policial foi resolvido usando amostras de DNA, no Reino Unido. E esse poderia ser o caminho: DeAngelo usava luvas para não deixar digitais na cena do crime, porém não tomava tanto cuidado com seu esperma, que foi bem preservado em laboratório.

Mas a polícia só identificou o assassino em 2018, após mais de 40 anos de investigação.  Ele era ex-policial e sabia como acobertar pistas. Seu DNA não batia com nenhum dos perfis armazenados na base de dados genéticos de criminosos dos Estados Unidos. O FBI, então, recorreu à genealogista Barbara Rae-Venter.

Ela já usava genética e genealogia para encontrar os pais biológicos de pessoas adotadas, mas resolver crimes era algo novo. Rae-Venter usou a mesma metodologia com a qual estava acostumada: fez o upload dos dados genéticos do Golden State Killer em uma plataforma aberta chamada GEDmatch, que compara trechos de DNA de diferentes pessoas.

Esse tipo de plataforma existe por causa dos testes de ancestralidade. É o serviço prestado por empresas como a AncestryDNA, a 23andMe, e a brasileira meuDNA. Pessoas comuns mandam amostras de saliva com seu material genético, e então essas companhias comparam o DNA delas com a de outros clientes que fizeram a mesma coisa. E voilà: você pode descobrir que a maior parte dos seus genes veio do sul da África; e eventualmente se há um neto bastardo do seu bisavô vivendo no Canadá.   

Cada empresa tem seu banco de dados privado. Já o GEDmatch é uma espécie de “metasserviço”: clientes que fizeram seus testes pela 23andMe, por exemplo, podem baixar seus dados (em Excel) e fazer o upload lá. Outra pessoa, que testou pela AncestryDNA, faz a mesma coisa. O GEDmatch cruza esses dados e, eventualmente, ambas podem descobrir que são primas em terceiro grau (ou seja: que têm um tataravô em comum).

Um assassinato que o FBI investigava havia 30 anos foi resolvido em duas horas. O segredo: montar a árvore genealógica do criminoso usando o DNA de primos que ele nem conhecia. Entenda como a busca por parentes está revolucionando a resolução de crimes.

Como o FBI usa árvores genealógicas para prender criminosos

publicado originalmente em superinteressante

Dispositivos para arritmia cardíaca podem ser monitorados via smartphone

Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem com arritmias cardíacas, problema que leva à morte súbita mais de 320 mil de pessoas por ano, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).  Mas, hoje, existem tecnologias que podem prevenir ou até mesmo reverter essa condição.

De acordo com o cardiologista Eduardo Saad, que, atualmente, é coordenador do setor de Arritmia Cardíaca do Hospital Pró-Cardíaco, a arritmia cardíaca é quando o coração sai da batida ou do ritmo normal, seja de forma mais lenta ou de forma mais acelerada. “Há vários subtipos de arritmias dentro dos dois tipos principais, que são as bradiarritmias, quando o coração bate mais lento do que o normal, e as taquicardias, quando o coração bate mais rapidamente do que deveria”, explica.

As arritmias podem ser ocasionadas pela idade, por hábitos da vida moderna, como estresse e privação de sono, além de fatores como alimentação, consumo de álcool, e terem origem genética, inclusive. Elas podem causar sintomas leves, como palpitações, sensação de coração acelerado e cansaço excessivo; sintomas mais graves, como desmaios, dores fortes no peito e tonturas e, até mesmo, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e morte súbita. “A arritmia pode ser passageira e não causar nenhum tipo de risco e sintoma ao paciente. Outras formas da condição, no entanto, podem oferecer riscos muito graves, mesmo que a pessoa não sinta nada.”

Dispositivos conectados

É justamente por conta dos riscos apresentados e da possibilidade de atuar de forma silenciosa que as arritmias precisam ser investigadas continuamente por meio de exames. Sendo detectada a condição, é preciso entender de qual tipo ela é e qual é o melhor tratamento para combatê-la. 

Hoje, médicos e pacientes podem contar com dispositivos tecnológicos e conectados para lidar com a doença. Os dispositivos Neutrino™, trazidos pela Abbott — empresa líder global de cuidados para a saúde — ao Brasil, funcionam de duas formas: sincronizando os batimentos das câmaras cardíacas, restaurando o padrão natural de batimentos e, até mesmo, exercendo a função de um desfibrilador. “Ou seja, se o paciente tiver uma arritmia muito rápida a ponto de causar perda da contração no coração, o aparelho emite um choque interno capaz de reverter o quadro, salvando a pessoa de uma arritmia súbita”, ressalta Saad.

Tecnologias da Abbott têm a função de tratamento e diagnóstico e permitem acompanhamento remoto via aplicativo

Dispositivos para arritmia cardíaca podem ser monitorados via smartphone

publicado originalmente em Veja saúde

Manual: como começar a ver os clássicos do cinema?

Por Rafael Battaglia

Entenda o contexto

Filmes são um registro do tempo em que foram feitos. Efeitos especiais datados, ritmo lento e o preto e branco são barreiras se você pensar na experiência como entretenimento, mas se tornam informações valiosas se você mudar sua chavinha para entender o longa como um documento histórico.

Escolha filmes…

…com temas universais. Amor sempre foi amor. Listas não faltam: estão em jornais e livros, e diretores famosos sempre revelam suas influências: Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street), Spike Lee (Faça a Coisa Certa) e Edgar Wright (Baby Driver), para citar alguns.

Rankings temáticos de clássicos do terror ou musicais ajudam quem curte gêneros específicos. Para encontrar, busque streamings alternativos, como o Mubi. Telecine Play, Looke e Google Play também têm bons acervos de clássicos.

Aprendiz de cinéfilo: uma seleção de dicas (e filmes) para você quebrar a barreira do tempo e aproveitar as grandes obras de arte da telona.

Manual: como começar a ver os clássicos do cinema?

publicado originalmente em superinteressante

Assista a “Poderoso Mantra Para Prosperidade e Remover Obstáculos (Lord Ganesha) Satyaa & Pari – Ganapati” no YouTube

✨ Lord Ganesha 🌷

Om gam ganapataye namaha

om gam ganapataye namaha

om gam ganapataye namaha

om gam ganapataye namah
Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha

Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha

Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha

Om gam ganapataye namaha
null
sharanam ganesha


Om gam ganapataye namaha

sharanam sharanam

Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha

sharanam ganesha



Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha

Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha

Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha

Om gam ganapataye namaha

sharanam ganesha


om gam ganapataye namaha

sharanam, sharanam

om gam ganapataye namaha

sharanam, sharanam Ganesha

sharanam Ganesha


ganapaty, ganapaty, ganapataye

ganapataye

ganapaty, ganapaty, ganapataye
ganapataye ..

Composição: não encontrada

imagens do WordPress

Moderna? Conheça a elite conservadora por trás da Semana de Arte de 22

Ainda uma garotinha de 13 anos, a paulistana Anita Malfatti já sofria com a ansiedade precoce de que rumo tomar na vida. Então teve uma ideia radical: imaginou que passar por uma experiência de forte emoção, uma aventura perigosa mesmo, poderia lhe dar algum tipo de iluminação – e com ela a resposta a suas incertezas.

Deitou-se no vão entre os trilhos de uma linha ferroviária perto de onde morava – no bairro da Barra Funda – e aguardou para ver o que acontecia. “Amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim”, revelou em um depoimento de 1939, já artista consagrada. “O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura.”

Tempos depois, em 1917, de volta à capital paulista após estudos na Alemanha e nos EUA, Anita, então com 28 anos, promoveu uma exposição com dezenas de obras suas. Em linha com a vanguarda estética que viu e praticou no exterior, suas artes remetiam à paisagem na janela de um trem veloz. Traziam cores berrantes, pinceladas que saltavam da tela e formas ovais que desfiguravam a representação humana… Não eram nem parentes distantes das pinturas acadêmicas que reinavam aqui.

Uma semana após a abertura da mostra, um artigo do escritor Monteiro Lobato, publicado em O Estado de S. Paulo, condenou, em tom histérico, aqueles traços exóticos. Para o autor do Sítio do Picapau Amarelo, Anita havia se deixado seduzir pelas “extravagâncias de Picasso e companhia”. Arte de verdade, segundo ele, era a que seguia “os processos clássicos dos grandes mestres”. Já o que Malfatti propunha seria comparável aos “desenhos que ornam as paredes dos manicômios”.

Na ferocidade de seus comentários, nas ironias, nas analogias hostis, o artigo confirmava uma evidência: aquele país tacanho da primeira década do século 20 nunca tinha visto inovações como as de Anita Malfatti. Nem sabia classificar aquilo. Já se o crítico fosse um europeu habituado ao cubismo, ao expressionismo e outras escolas emergentes da época, não restaria dúvida: era arte moderna. E grande arte.

Monteiro Lobato quis cancelar essa modernidade em seu berço brasileiro, mas acabou dando um tiro no pé. O ataque à exposição colocou nas trincheiras, ao lado da pintora, um grupo de intelectuais e artistas inquietos, que rejeitavam a tradição cultural no país, que só queria saber de mimetizar o que a França tinha de mais clássico.

Seus expoentes, loucos por uma boa briga com conservadores, eram os poetas Mário de Andrade, Oswald de Andrade (sem parentesco) e Menotti Del Picchia, além dos pintores Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.

Na pauta desse grupo, como explica a historiadora Lilia Schwarcz, em seu livro Brasil: Uma biografia, estava a crítica à importação automática de movimentos e teorias estrangeiras – como se fazia com o parnasianismo –, propondo em troca a incorporação de modelos nacionais ao que houvesse de original no mundo. “O intento era renovar o ambiente artístico e cultural.”

Também era uma ambição desses intelectuais ampliar o alcance de suas propostas e críticas ao status quo. Mas como? A resposta podia caber numa xícara.

Com a exceção de Mário de Andrade, que era de classe média, os modernistas vinham de famílias abastadas. Ainda assim, foi com os recursos de gente (muito) mais rica que ganharam notoriedade numa São Paulo ainda provinciana nos costumes, mas que tinha se transformado, na segunda metade do século 19, em uma potência econômica.

Por improvável que fosse, uma elite que fez fortuna plantando café topou a aventura do modernismo. Mesmo que, artisticamente, tivessem um gosto tão antiquado quanto o dos detratores de Anita Malfatti, os fazendeiros decidiram pagar para ver São Paulo na dianteira da cultura nacional, seguindo o ritmo de sua industrialização vertiginosa e, assim, competindo com o protagonismo do Rio de Janeiro, a capital do país.

Foi essa improvável aliança entre jovens iconoclastas e seus poderosos mecenas que resultaria, cem anos atrás, no evento que entrou para a história como a Semana de Arte Moderna. Ou a Semana de 22, que, apesar do nome, só teve apresentações em três dias: segunda, quarta e sexta; 13, 15 e 17 de fevereiro.

O festival modernista só existiu graças a cafeicultores interessados numa São Paulo protagonista em cultura. Entenda a economia que deu à luz o evento.

Moderna? Conheça a elite conservadora por trás da Semana de Arte de 22

publicado originalmente em superinteressante