Com base em um banco de dados de mais de 15 mil homens de 40 a 74 anos, cientistas japoneses categorizaram esses indivíduos de acordo com a velocidade com que se alimentavam. Em cinco anos, 620 desenvolveram diabetes. Cruzando as informações, os estudiosos repararam que os comedores mais acelerados corriam um risco 35% maior de encarar a doença. Para a endocrinologista Tarissa Petry, do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), trata-se de um achado que dá o que pensar, mas ainda não conclusivo. “É que os próprios voluntários relatavam se comiam rápido ou não”, nota, frisando que nem sempre essa percepção é fidedigna. “O ideal, agora, é realizar uma pesquisa mais controlada, em que o tempo da alimentação seja de fato cronometrado”, argumenta. + Leia também: Alerta máximo para o diabetes
A teoria faz sentido
Embora a pesquisa não permita cravar que comer rápido provoca diabetes, Tarissa reconhece que há hipóteses plausíveis para associar a pressa à mesa à maior propensão à doença. “Acredita-se que quem come rápido demora mais para sentir saciedade. Aí, acaba ingerindo um volume maior do que precisa”, raciocina a endocrinologista. Esse é um processo que facilita o ganho de peso e, se houver predisposição, sobe o risco de o diabetes tipo 2 aparecer. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp]
Treino para desacelerar
Atitudes que ajudam a ter mais calma diante dos alimentos:+ Apoie os talheres à mesa a cada garfada + Do aroma à textura, saboreie o prato + Nada de celular ou TV enquanto está comendo + Reserve uns 30 minutos para ficar à mesa + Comece a refeição pela salada + Recorra a talheres menores
Essa ligação foi encontrada em estudo com milhares de homens
Diante de uma longa pandemia viral e uma gripe fora de época, os sistemas imune e respiratório de muitos cidadãos não tiveram férias nem tréguas. Haja muco para ajudar a limpar as vias aéreas! E, se não bastasse, ainda vêm as bactérias oportunistas, como as que aparecem nesta amostra de escarro da imagem. Emprego não falta, pelo menos para nossas defesas.
+ 5 mililitros de muco são suficientes para um teste de cultura de escarro, que avalia infecções respiratórias.
+ 20 bilhões de partículas estranhas (poluentes, pólen, micróbios…) são inaladas, em média, por alguém que mora num centro urbano.
Retrato microscópico mostra o muco dominado por bactérias oportunistas
O verão é uma estação onde precisamos preparar um cardápio especial. Alimentos frescos, naturais e nutritivos são fundamentais para aproveitarmos os dias de sol! Férias, as mais belas praias e altas temperaturas… O verão chegou com tudo e, com ele, a necessidade de manter o corpo em forma, hidratado e saudável é primordial para aproveitarmos os dias de sol. […]
Há 66 milhões de anos, o impacto de um asteroide na península de Yucatán, no México, varreu os dinossauros da face da Terra – e três quartos de todas as espécies que existiam por aqui. Mas o evento pode ter sido especialmente catastrófico para animais do Hemisfério Norte. Eles morreram assistindo ao desabrochar das flores, na primavera.
A hipótese é de uma equipe internacional de cientistas que analisou fósseis de peixes mortos no momento do impacto e encontrou indícios de que ele aconteceu durante a primavera boreal. As descobertas foram publicadas na revista Nature.
Os fósseis estudados, de peixes-espátula e esturjões, foram encontrados no sítio fossilífero Tanis, localizado no estado norte-americano da Dakota do Norte, na formação geológica de Hell Creek. Tanis é um lugar importante para a paleontologia, pois reúne vítimas diretas do impacto e mostra como o evento afetou a vida no planeta.
Acredita-se que a colisão gerou um tsunami que misturou e soterrou todas as criaturas que viviam por lá – que morreram em menos de uma hora. Os fósseis encontrados em Tanis são bem preservados, e os peixes ainda guardam, em suas guelras, pequenas esferas de vidro originárias da rocha espacial que caíram do céu após o impacto.
Fóssil de peixe-espátula encontrado no sítio de Tanis (Estados Unidos) e analisado no estudo.
Os cientistas estudaram os ossos dos peixes a fim de identificar ciclos sazonais de crescimento (mais ou menos como acontece com anéis de troncos de árvores), além de rastrear mudanças anuais na densidade e no volume das células ósseas.
O prato favorito dos peixes era zooplâncton. A abundância desses seres microscópicos varia de acordo com a estação do ano. Pensando nisso, os pesquisadores estudaram mudanças nos isótopos de carbono de um dos peixes. Esses isótopos revelam o padrão de alimentação dos peixes – e logo, a abundância de zooplâncton no ambiente.
Segundo os pesquisadores, todas as variações sazonais estudadas indicam que os peixes morreram na primavera, antes da estação de alimentação chegar ao clímax.
Isso significa que o impacto do asteroide teria acontecido em estágios de vida sensíveis dos organismos do Hemisfério Norte: o início dos ciclos reprodutivos. Isso pode ter contribuído para taxas de extinção maiores entre esses animais.
O estudo indica que, por outro lado, o evento teria sido menos catastrófico para animais do Hemisfério Sul, que se preparavam para o inverno. Isso porque, segundo a teoria principal sobre o evento de extinção, após a intensa onda de calor desencadeada pelo impacto do asteroide, uma grande nuvem de detritos bloqueou parte da luz solar e deixou o planeta na escuridão.
“Para ser capaz de combater aquele inverno nuclear, primeiro você tinha que sobreviver ao impacto”, afirma a pesquisadora Melanie During, autora principal do estudo, ao jornal The Guardian. “Qualquer coisa no Hemisfério Sul que já estivesse abrigado tinha uma chance muito maior de sobreviver.”
“Esta descoberta crucial ajudará a descobrir por que a maioria dos dinossauros morreu, enquanto as aves e os primeiros mamíferos conseguiram escapar da extinção”, afirma em comunicado.
E mais: isso pode ter dado uma vantagem para os animais no Hemisfério Sul. Entenda.
Cientistas descobriram o fóssil do maior pterossauro do período Jurássico de que se tem registro até o momento. Ele foi encontrado durante uma escavação na Ilha de Skye, na Escócia. O animal viveu há 170 milhões de anos e tinha envergadura de aproximadamente 2,5 metros.
O fóssil foi descrito em estudo publicado na revista Current Biology, recebeu o nome Dearc sgiathanach (“réptil alado”, em gaélico) e revela informações importantes sobre a evolução desses animais.
Acreditava-se que, antes de se tornarem monstros gigantes, os pterossauros tinham um tamanho reduzido – cerca de 1,6 metro de envergadura. Eles teriam permanecido pequenos nos períodos Triássico e Jurássico, até evoluírem para um tamanho maior no período Cretáceo – talvez impulsionados pela competição com as aves.
Mas o recém descoberto Dearc desafia essa hipótese. “[Ele] nos diz que os pterossauros ficaram maiores muito antes do que pensávamos, e isso é extremamente significativo”, afirma Steve Brusatte, professor da Universidade de Edimburgo (Escócia), em comunicado.
Representação artística do Dearc sgiathanach.
O fóssil também surpreendeu os cientistas por outros motivos. Pterossauros tinham ossos ocos e com paredes ósseas finas. Então, eram leves e adaptados para o voo, mas frágeis para se preservar por milhões de anos. Por sorte, Dearc está muito bem preservado.
“Cerca de 160 milhões de anos depois de sua morte, [o esqueleto] permanece em condições quase intocadas, articulado e quase completo”, afirma Natalia Jagielska, autora principal do estudo, em comunicado.
Confira a reconstrução do esqueleto na imagem abaixo, compartilhada por Steve Brusatte, que também é autor sênior do estudo. Apenas os ossos em azul não estão presentes no fóssil encontrado.
O animal viveu há 170 milhões de anos e tinha envergadura de aproximadamente 2,5 metros. Seu fóssil revela informações importantes sobre a evolução dos pterossauros.