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Cientistas recriam perfume usado por Cleópatra. Saiba qual cheiro ele tinha

Ruínas, ferramentas, ornamentos, documentos. São achados desse tipo que geralmente orientam arqueólogos no estudo de sociedades antigas. Mas, recentemente, alguns pesquisadores passaram a se dedicar também a coisas intangíveis – como cheiros.

Nesse tipo de trabalho, os cientistas buscam identificar moléculas de substâncias aromáticas preservadas em objetos antigos. E não só: às vezes, tentam também reconstruir alguns desses cheiros.

É o caso da equipe liderada por Robert Littman e Jay Silverstein, arqueólogos da Universidade do Havaí, que afirmam ter descoberto qual era o perfume usado por Cleópatra. A última rainha do Antigo Egito, que esteve no poder entre 51 a.C. e 30 a.C., provavelmente recorria a uma fragrância popular entre a elite egípcia: o perfume mendesiano, fabricado na antiga cidade de Mendes.

Em 2021, escavações em Thmouis, nos arredores de Mendes, descobriram os restos do que seria uma fábrica de perfumes de 2,3 mil anos, com fornos e recipientes feitos de argila que continham resíduos das fragrâncias. Neste lugar, acredita-se, eram produzidos perfumes que ficaram famosos em todo o Mediterrâneo.

Os pesquisadores estudaram a composição química dos resíduos nos frascos e consultaram escritos antigos, gregos e romanos, que indicariam a receita do perfume mendesiano. As tentativas de recriar a fragrância incluíram ingredientes como óleo de tâmara, mirra, canela e resina de pinheiro.

Segundo os cientistas, a base para os perfumes e unguentos egípcios não era álcool, mas sim óleo vegetal ou gordura animal. Os fabricantes obtinham os aromas a partir da fumaça da queima de resinas, cascas e ervas, ou da maceração de flores, especiarias e madeira.

Em estudo publicado na revista Near Eastern Archaeology, a equipe de Littman e Silverstein explica como alcançou um perfume que seria próximo ao mendesiano, apelidado “Eau de Cleopatra”. Ele seria uma mistura forte, mas agradável e adocicada, produzido a partir de mirra e canela. O aroma famoso entre membros da elite também seria duradouro (qualidade associada aos perfumes egípcios), permanecendo potente por cerca de dois anos.

Para montar a receita da fragrância, estudo analisou resíduos de uma fábrica de perfumes egípcia de 2,3 mil anos, além de antigos escritos gregos e romanos.

Cientistas recriam perfume usado por Cleópatra. Saiba qual cheiro ele tinha

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Altura pode ser fator de risco para doenças, indica estudo

Pessoas altas são mais propensas à neuropatia periférica e a infecções de pele e ossos. Essa foi a descoberta da maior investigação sobre altura e saúde já realizada, publicada na última quinta-feira (2). O estudo foi feito com cerca de 300 mil pessoas e liderado por Sridharan Raghavan, do Rocky Mountain Regional VA Medical Center, nos EUA.

A estatura já foi associada a alguns problemas médicos, mas os cientistas não têm certeza se ela é mesmo um fator de risco para eles – ou se outros fatores que podem afetar a altura, como a genética, os hábitos alimentares e as condições socioeconômicas, são os verdadeiros vilões. 

Raghavan e seus colegas tentaram encontrar pistas para resolver o problema e analisaram as conexões entre várias doenças e a altura de uma pessoa, assim como as conexões com a altura prevista pela genética de cada um. 

Pessoas altas são mais propensas a infecções de pele e mais resistentes a doenças cardíacas, diz estudo que analisou os dados médicos de 300 mil americanos.

Altura pode ser fator de risco para doenças, indica estudo

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Correnteza abaixo…por Mágica Mistura

“Que nossa fé e força de vontade sejam como a correnteza de um rio que corre para o mar… obstáculos, pedras, curvas ou cachoeiras o atrasam, mas jamais ele deixará de alcançar o oceano, seu objetivo final.”

✨ Mágica Mistura

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Toda Gratidão e Amor à Lord Ganesha.

Haribol 🌹

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A real do homeschooling

O governo Bolsonaro comemorou, assim como a bancada evangélica. A oposição se revoltou. O motivo das reações distintas foi a aprovação, na Câmara dos Deputados, dia 18 de maio, do projeto de lei que regulamenta o homeschooling (ou ensino domiciliar) no Brasil. O PL precisou incluir uma alteração no Código Penal: por enquanto, pais que optam por educar suas crianças e adolescentes em casa, e não na escola, podem ser acusados de crime por abandono intelectual dos filhos. Até porque muitos realmente não dão conta de ensiná-los, e o avanço educacional de meninas e meninos fica comprometido.

Sim, no Brasil a lei diz que todo brasileiro de 4 a 17 anos deve frequentar uma escola. Pais que não matriculam seus filhos podem ter problemas com o conselho tutelar. O objetivo da legislação é garantir que toda criança ou adolescente tenha acesso à educação. Dentro de casa, com pais mal preparados (ou sem as mínimas condições) para ensinar, esse acesso está longe de ser garantido. 

Então por que o atual governo brigou tanto pelo direito ao homeschooling? Bolsonaro conta com o apoio dos evangélicos e toma uma série de medidas para atender às reivindicações dos políticos que falam em nome de parte desses religiosos. Em casa, sem uma educação formal, que tenha base científica, filhos de evangélicos correm o risco de receber uma formação exclusivamente baseada nos dogmas dos templos, e não nos livros didáticos. Aprender que o mundo começou com Adão e Eva, em vez de conhecer a teoria do Big Bang, por exemplo. 

Projeto de lei aprovado pelo Congresso coloca em risco educação de crianças e adolescentes, além de seu contato com um ambiente plural.

A real do homeschooling

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Interior…por Mágica Mistura

“Podemos passar pela vida sem nunca, em momento algum, sabermos quem somos e nossa missão. A boa notícia é que este sentimento de vazio não é necessário, a resposta está no silencioso ato de olharmos para dentro de nós.”

Mágica Mistura

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Lipedema: a gordura fora de lugar

Por Thais Manarini

O nome técnico soa a algo raro e distante, mas o problema, infelizmente, não é nem um pouco incomum. Descrito pela primeira vez na medicina nos anos 1940 nos Estados Unidos, o lipedema afeta hoje uma em cada dez mulheres, o que soma cerca de 5 milhões de brasileiras. Sua face mais evidente é o acúmulo de gordura em regiões como pernas e braços — situação que também arranha a autoimagem. “Mesmo entre os profissionais de saúde, pouca gente conhece o lipedema e sabe lidar com ele”, afirma o cirurgião plástico Fabio Kamamoto, fundador e diretor do Instituto Lipedema Brasil. A entidade foi criada justamente para compartilhar informações sobre o assunto e ajudar as mulheres a procurar o tratamento adequado — e junho foi eleito o mês mundial de conscientização a respeito. Uma das confusões que esse movimento busca dissipar é achar que lipedema e obesidade são a mesma coisa. Não são! No primeiro, a gordura passa a crescer em áreas como pernas e até mesmo braços, e não na barriga, por exemplo. O quadro costuma ser bilateral e ocorrer inclusive em pessoas consideradas magras. Além da repercussão no visual, provoca outros sintomas desconfortáveis. “As queixas mais frequentes são dores, inchaço, presença de vasinhos e hematomas espontâneos na região com a gordura”, conta o angiologista e cirurgião vascular Vitor Cervantes Gornati, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Em fases avançadas, pode causar sensação de peso no local, que piora com o passar do dia, limitação de mobilidade e danos ao sistema linfático. Por levar a mudanças na silhueta, o quadro é frequentemente rotulado de questão estética. Também não é! Trata-se de uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua inclusão na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) passou a vigorar em janeiro de 2022.

O lipedema, a formação anormal e progressiva de gordura em certas regiões, é confundido com a obesidade, sabota a autoestima e pouca gente sabe tratá-lo

Lipedema: a gordura fora de lugar

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Pele artificial dá sentido de tato a robôs

Uma pele artificial desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia pode dar aos robôs a capacidade de sentir mudanças de temperatura, pressão e até a presença de produtos químicos tóxicos por meio do toque.

A nova pele é usada junto de um braço robótico e sensores ligados à pele humana. Com um sistema de machine learning, um humano controla o robô usando seus próprios movimentos – e ainda recebe resposta em sua própria pele.

Apelidada de M-Bot, a plataforma de detecção robótica multimodal foi desenvolvida no laboratório de Wei Gao, professor de engenharia médica do Caltech. O plano dele é dar aos humanos um controle mais preciso sobre a ação dos robôs, além de evitar que se coloquem em risco.

“Os robôs modernos estão desempenhando um papel cada vez mais importante na segurança, agricultura e manufatura”, diz Gao. “Podemos dar a esses robôs uma sensação de toque e temperatura? Também podemos fazê-los sentir produtos químicos como explosivos e agentes nervosos ou riscos biológicos, como bactérias e vírus infecciosos? Estamos trabalhando nisso.”

A pele desenvolvida é uma espécie de gel gelatinoso que torna a mão robótica muito parecida com a nossa. Nela estão os sensores que lhe possibilitam detectar o que está segurando. Eles são impressos na pele, da mesma forma que uma impressora a jato de tinta imprime o texto em uma folha de papel.

Ela responde a comandos humanos e dá um choque quando encontra substâncias específicas.

Pele artificial dá sentido de tato a robôs

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Desabrochar…por Clarice Lispector

“Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…”

🌻Clarice Lispector

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