Acredito que expressar meus sentimentos com a escrita me traz lucidez para enfrentar dias tão nebulosos...poetisa rotineira, itinerante e por vezes destoante🌷
Nos anos 80 o brilhante Caetano Veloso nos presenteou com esta canção mítica ❤️
Quisera eu que ela tivesse ficado para trás…perdida nas areias do tempo e blá blá blá… continua atualíssima infelizmente.
E nós na resistência… O bem sempre há de sobrepujar o mal e a hipocrisia.❣️
Paz e Luz ✨✨✨
PODRES PODERES
Enquanto os homens exercem seus podres poderes Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos E perdem os verdes Somos uns boçais
Queria querer gritar setecentas mil vezes Como são lindos, como são lindos os burgueses E os japoneses Mas tudo é muito mais
Será que nunca faremos senão confirmar A incompetência da América católica Que sempre precisará de ridículos tiranos
Será, será que será que será que será Será que essa minha estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir Por mais zil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes Índios e padres e bichas, negros e mulheres E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinado com eles Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase Ser indecente Mas tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz Com sua burrice fará jorrar sangue demais Nos pantanais, nas cidades, caatingas E nos Gerais
Será que apenas os hermetismos pascoais Os tons, os mil tons, seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão dessas trevas E nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes Morrer e matar de fome, de raiva e de sede São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles que velam pela alegria do mundo Indo mais fundo Tins e bens e tais
Será que nunca faremos senão confirmar Na incompetência da América católica Que sempre precisará de ridículos tiranos
Será, será, que será Que será, que será Será que essa minha estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir Por mais zil anos
Ou então cada paisano e cada capataz Com sua burrice fará jorrar sangue demais Nos pantanais, nas cidades Caatingas e nos gerais Será que apenas Os hermetismos pascoais E os tons, os mil tons Seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão Dessas trevas e nada mais
Enquanto os homens Exercem seus podres poderes Morrer e matar de fome De raiva e de sede São tantas vezes Gestos naturais Eu quero aproximar O meu cantar vagabundo Daqueles que velam Pela alegria do mundo Indo mais fundo Tins e bens e tais! Indo mais fundo Tins e bens e tais! Indo mais fundo Tins e bens e tais!
Amanhecemos hoje “filosofando” sobre os índios,todos do planeta…mas em especial daqui do Brasil.
Sério,o que o homem branco tem de meter o nariz na doce vida dos indígenas?! E ainda achar que qualquer esmola de terra é suficiente para suprir as necessidades ou compensar toda a desgraça que fizemos recair sobre eles?
Enfiar goela abaixo crenças,dogmas, valores…que de bons e nobres nada tem. Puro interesse econômico ou orgulho próprio em dizer :. ” Nós somos os certos, sabichões, homens de bem…e vocês, selvagens,ou se curvam ou desaparecem” ( acho que já ouvi isso antes)…
Enquanto houver um índio, vestido de Mãe Terra e cultuando a natureza haverá esperança para a humanidade… é o que eu quero, preciso acreditar.
Mas não quero só um não,quero milhões, bilhões… voltemos todos a ser índios,a ter a inocência,o amor e o brilho luminoso do Todo no olhar.🌺🌺🌻🌸
Um pouco de descontração pra esquecer as agruras cotidianas por aqui…
Paz e Luz ✨✨✨
HEAVY METAL DO SENHOR
O cara mais underground que eu conheço é o diabo Que no inferno toca cover das canções celestiais Com sua banda formada só por anjos decaídos A plateia pega fogo quando rolam os festivais Enquanto isso deus brinca de gangorra no playground Do céu com os santos que já foram homens de pecado De repente os santos falam “toca deus um som maneiro” E deus fala “aguenta vou rolar um som pesado” A banda cover do diabo acho que já tá por fora O mercado tá de olho é no som que deus criou Com trombetas distorcidas e harpas envenenadas Mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do senhor
Estava doida para postar Elis e Tom…esta que é uma das mais lindas e conhecidas canções brasileiras na interpretação daquela que foi, não…que é ,uma das maiores artistas que esse país já conheceu.
Elis Regina e Tom Jobim fazem parte do que temos de melhor e que “apesar dos pesares,nos orgulha de sermos brasileiros” parafraseando Gonzaguinha…
Linda Elis…❤️ Pimentinha do coração ❤️
Paz e Luz ✨✨✨
ÁGUAS DE MARÇO
É o pau, é a pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol É peroba no campo, é o nó da madeira Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira É o mistério profundo, é o queira ou não queira É o vento vetando, é o fim da ladeira É a viga, é o vão, festa da ciumeira É a chuva chovendo, é conversa ribeira Das águas de março, é o fim da canseira É o pé, é o chão, é a marcha estradeira Passarinho na mão, pedra de a tiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão É o fundo do poço, é o fim do caminho No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando É a luz da manha, é o tijolo chegando É a lenha, é o dia, é o fim da picada É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada É o projeto da casa, é o corpo na cama É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um resto de mato na luz da manhã São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José É um espinho na mão, é um corte no pé São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um belo horizonte, é uma febre terça São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração
Pau Edra Im, inho Esto, oco Oco, inho Aco, idro Ida, ol Oite, orte Aço, zol São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração