Censo Agropecuário reforça relação entre os dois fenômenos, e pesquisadores alertam para riscos à segurança alimentar Por Guilherme Zocchio para “O Joio e o Trigo” Concentração de terras e aumento no uso de agrotóxicos andam de mãos dadas. Além de revelar aumento de 20,4% no número de propriedades rurais que usam venenos na última década, os dados […]
Eu estava no dentista perto de casa, em São Paulo, quando recebi a fatídica ligação do meu irmão. “Ingrid, já comprei a passagem aérea. Você vem para Teresina amanhã. O papai foi internado.” Oi? Eu não queria acreditar no que estava acontecendo. O medo dominava completamente a minha razão.
A única coisa que consegui perguntar foi: “Mas se eu preciso ir significa que é grave?”. Ele hesitou: “Acho que a família precisa ficar unida nesse momento”. Desabei em lágrimas.
Uma semana antes desse dia, meu pai contou que estava com Covid-19 na ligação diária que realizávamos. Mas seu otimismo e alegria de sempre o faziam falar convicto de que ia vencer o vírus. Uns três dias depois da conversa por telefone, mamãe avisou que também tinha contraído a doença.
Entrei em desespero. Queria voar para Teresina naquele dia mesmo, mas papai não deixou, disse que eu correria risco e que era para ficar tranquila porque eles iam ficar bem. Me despedi reafirmando que estava com muito receio, afinal eles são a coisa mais importante da minha vida.
Depois de ouvir um “Eu te amo” dele, desliguei. Aquela foi a última vez que falei com meu pai.
Começo com a minha história porque perder alguém na pandemia é essencialmente traumático. A Covid-19 se demonstrou uma doença imprevisível, uma roleta-russa que nem a medicina sabia, a princípio, como desarmar. E não fui um caso isolado.
“As mortes por Covid-19 são completamente desestabilizadoras”, diz o psicólogo Rodrigo Luz, fundador do Instituto Pallium Brasil, que trabalha com suporte a pessoas em luto e cuidados paliativos.
“Os enlutados não chegavam antes com tantos sintomas de estresse pós-traumático, com tanta desorganização mental como agora. Vivemos o maior experimento psicológico do século, e os desafios se mostram ainda maiores”, interpreta.
Uma das consequências mais devastadoras da Covid-19 é o luto que tanta gente vivencia e vai se arrastar até depois do controle da doença. Entenda
Ao contrário do que muita gente pensa, sair do consultório médico com um monte de pedido de exames e receitas de medicamentos não é necessariamente sinônimo de tratamento eficaz. O ideal é que os profissionais conheçam o histórico de cada indivíduo, acompanhem a evolução da sua jornada de saúde e encaminhem a apenas o que for de fato preciso.
Um modelo de cuidado que alinha a atenção primária (por meio do médico de família) à secundária (especialistas de forma geral) oferece um cuidado integral, acompanhando o indivíduo bem de perto e investindo na prevenção e proteção da sua saúde, podendo, assim, combater até 80% do surgimento e da evolução de males.
É exatamente isso que a rede de clínicas DaVita Serviços oferece aos seus pacientes em suas 16 unidades espalhadas pela região metropolitana de São Paulo.
Proporcionando os benefícios de um tratamento completo, com a conveniência de disponibilizar tudo em um só lugar, a empresa diversificou o mix de serviços. Para os pacientes que precisam de um atendimento mais rápido, por exemplo, com sintomas agudos, como um mal-estar ou um trauma leve, existe o Atendimento Imediato. Já visando o tratamento contínuo, há o método de Médico de Família.
O cuidado médico integrado consiste no acompanhamento do paciente de perto e investimento na prevenção dos males
Cuidar da comunidade de micro-organismos que moram em nosso aparelho digestivo já não é mais como antigamente. Pudera: a ciência vem desvendando que aquilo que acontece por ali tem implicações no corpo inteiro — da pele ao coração, do sistema imune ao nervoso. Só para ter ideia, 70% das nossas células de defesa se encontram no trato gastrointestinal, e até 90% da serotonina, neurotransmissor essencial ao nosso estado de bem-estar, é produzida nessas redondezas. Manter esse habitat em harmonia, portanto, faz diferença para o ecossistema do organismo todo. Então como cuidar dele? Alimentando e cultivando os moradores bem-vindos, recrutando novos aliados e evitando que malfeitores apareçam e as coisas desandem por lá. Foi para isso que nasceram os probióticos, produtos à base de bactérias estudadas por suas vantagens ao corpo humano. Quanto mais avança o conhecimento nesse campo, mais aparecem alimentos e suplementos destinados a zelar pela microbiota. Só que, aí, os probióticos já não estão sozinhos. O universo dos “bióticos” se expandiu tanto que conta agora com uma sucessão de prefixos: pre, sim, para, pos e psicobióticos (mais abaixo, destrinchamos cada uma dessas categorias). Em comum, todos esses produtos buscam aprimorar ou preservar algum aspecto daquela comunidade de olho em benefícios para nós, os hospedeiros. “A microbiota é peça-chave em nosso estado de saúde. Ela se desenvolve desde antes de o bebê nascer e pode sofrer mudanças ao longo dos anos. Tipo de parto, amamentação, estilo de vida… Tudo isso a influencia”, explica a bióloga Katia Sivieri, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara. Uma criança que vem ao mundo de parto normal tem um perfil de bactérias intestinais diferente de uma que nasce de cesárea. O mesmo acontece em função do aleitamento materno. E pesquisas indicam que, tanto no primeiro caso (parto normal) como no segundo (leite da mãe), o pequeno ficaria mais protegido de obesidade e doenças crônicas.
A família de produtos para a microbiota intestinal cresce com uma lista de prefixos e funções, que vão de modular a imunidade a preservar a saúde mental
Na última terça (19), cirurgiões americanos afirmaram ter realizado com sucesso o transplante do rim de um porco a um paciente humano diagnosticado com morte cerebral – em suporte artificial de vida e sem possibilidade de recuperação. O feito inédito, considerado um marco por especialistas na área, foi relatado ao jornal USA Today.
A cirurgia foi realizada no dia 25 de setembro no centro médico Langone Health, da Universidade de Nova York. Segundo o médico Robert Montgomery, que liderou o procedimento, o paciente foi observado durante um período de 54 horas e nenhum sinal de rejeição foi detectado. Pelo contrário: o rim passou a funcionar normalmente, produzindo urina e eliminando creatinina, substância produzida pelos músculos e que é despachada por esse órgão.
O rim veio de um porco geneticamente modificado, desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Revivicor e aprovado pela FDA (agência regulatória dos EUA, semelhante à nossa Anvisa) em dezembro de 2020 para uso como alimento ou potencial fonte para tratamentos humanos.
Nos EUA, paciente com morte cerebral recebeu órgão de um animal criado a partir de edição genética – e que passou a funcionar imediatamente. Entenda.
No caso do déficit auditivo, 62% dos indivíduos com o problema têm mais de 50 anos, e ao redor de 403 milhões de pessoas encaram prejuízos em nível moderado ou severo. Com o envelhecimento mundo afora, o trabalho prevê que, em 2050, haverá 2,45 bilhões de pessoas com perda de audição.
Isso conclama ações de prevenção e controle urgentes. Os pesquisadores encorajam medidas como o rastreamento de déficit auditivo na infância, o manejo de infecções capazes de comprometer o ouvido e o maior acesso a aparelhos auditivos e procedimentos como o implante coclear.
Levantamento internacional indica que uma em cada cinco pessoas no mundo sofre com algum grau de prejuízo para ouvir. Veja esta e outras notícias