Há quem diga que eu dormi de touca Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga Que eu caí do galho e que não vi saída Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada Que eu não sou de nada e não peço desculpas Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua Brincar, botar pra gemer Eu quero é botar meu bloco na rua Gingar, pra dar e vender
Eu, por mim, queria isso e aquilo Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso É disso que eu preciso ou não é nada disso Eu quero é todo mundo nesse carnaval
Eu quero é botar meu bloco na rua Brincar, botar pra gemer Eu quero é botar meu bloco na rua Gingar, pra dar e vender
Carpinteiro do universo inteiro eu sou Carpinteiro do universo inteiro eu sou
Não sei por que nasci Pra querer ajudar a querer consertar O que não pode ser
Não sei pois nasci para isso, e aquilo E o inguiço de tanto querer
Carpinteiro do universo inteiro eu sou Carpinteiro do universo inteiro eu sou
Estou sempre Pensando em aparar o cabelo de alguém E sempre tentando mudar a direção do trem
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar Pra que você não tropece na escada, quando chegar
Carpinteiro do universo inteiro eu sou Carpinteiro do universo inteiro eu sou Carpinteiro do universo inteiro eu sou Carpinteiro do universo inteiro eu sou
O meu egoismo, é tão egoísta Que o auge do meu egoismo é querer ajudar
Mas não sei por que nasci Pra querer ajudar a querer consertar O que não pode ser
Não sei pois nasci para isso, e aquilo E o inguiço de tanto querer
Carpinteiro do universo inteiro eu sou Carpinteiro do universo inteiro eu sou
Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!) No final, Carpinteiro de mim!
Vou te contar, Os olhos já não podem ver Coisas que só o coração pode entender. Fundamental é mesmo o amor, É impossível ser feliz sozinho.
O resto é mar, É tudo que eu não sei contar. São coisas lindas Que eu tenho pra te dar. Vem de mansinho a brisa e me diz: É impossível ser feliz sozinho.
Da primeira vez era a cidade, Da segunda, o cais e a eternidade.
Agora eu já sei Da onda que se ergueu no mar, E das estrelas que esquecemos de contar. O amor se deixa surpreender, Enquanto a noite vem nos envolver.
Vou te contar, Os olhos já não podem ver Coisas que só o coração pode entender. Fundamental é mesmo o amor, É impossível ser feliz sozinho.
O resto é mar, É tudo que eu não sei contar. São coisas lindas Que eu tenho pra te dar. Vem de mansinho a brisa e me diz: É impossível ser feliz sozinho.
Da primeira vez era a cidade. Da segunda, o cais e a eternidade.
Agora eu já sei Da onda que se ergueu no mar, E das estrelas que esquecemos de contar. O amor se deixa surpreender, Enquanto a noite vem nos envolver.
Um belo dia resolvi mudar E fazer tudo o que eu queria fazer Me libertei daquela vida vulgar Que eu levava estando junto a você
E em tudo o que eu faço Existe um porquê Eu sei que eu nasci Sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar E sem ligar pro que me aconteceu Um belo dia vou lhe telefonar Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro Eu sinto prazer De ser quem eu sou De estar onde estou Agora só falta você Agora só falta você Agora só falta você Agora só falta você
E fui andando sem pensar em voltar E sem ligar pro que me aconteceu Um belo dia vou lhe telefonar Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro Eu sinto prazer De ser quem eu sou De estar onde estou Agora só falta você
Agora só falta você Agora só falta você Agora só falta você
Caía a tarde feito um viaduto E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos A lua, tal qual a dona de um bordel Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens lá no mata-borrão do céu Chupavam manchas torturadas Que sufoco Louco O bêbado com chapéu-coco Fazia irreverências mil Pra noite do Brasil Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil Com tanta gente que partiu Num rabo de foguete Chora A nossa Pátria mãe gentil Choram Marias e Clarisses No solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente Não há de ser inutilmente A esperança Dança na corda bamba de sombrinha E em cada passo dessa linha Pode se machucar
Azar A esperança equilibrista Sabe que o show de todo artista Tem que continuar