Muitas perguntas que afundas de respostas Não afastam minhas dúvidas Me afogo longe de mim Não me salvo porque não me acho Não me acalmo porque não me vejo Percebo até, mas desaconselho
Espero a chuva cair Na minha casa, no meu rosto Nas minhas costas largas Espero a chuva cair Nas minhas costas largas Que afagas enquanto durmo Enquanto durmo, enquanto durmo
De longe parece mais fácil Fragil é se aproximar Mas eu chego, eu cobro Eu dobro teus conselhos Não me salvo porque não me acho Não me acalmo porque não me vejo Percebo até, mas desaconselho
Espero a chuva cair Na minha casa, no meu rosto Nas minhas costas largas Espero a chuva cair Nas minhas costas largas Que afagas enquanto durmo, Enquanto durmo, enquanto durmo
Espero a chuva cair Na minha casa, no meu rosto Nas minhas costas largas Espero a chuva cair Nas minhas costas largas Que afagas enquanto durmo Enquanto durmo, enquanto durmo
Mas que pampa é essa que eu recebo agora Com a missão de cultivar raízes Se dessa pampa que me fala a história Não me deixaram nem sequer matizes
Passam as mãos da minha geração Heranças feitas de fortunas rotas Campos desertos que não geram pão Onde a ganância anda de rédeas soltas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho Por essa pampa que ficou prá trás Porque eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai
Que pampa é essa que eu recebo agora Com a missão de cultivar raízes Se dessa pampa que me fala a história Não me deixaram nem sequer matizes
Passam as mãos da minha geração Heranças feitas de fortunas rotas Campos desertos que não geram pão Onde a ganância anda de rédeas soltas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho Por essa pampa que ficou prá trás Porque eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai Eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai
Herdei um campo onde o patrão é rei Tendo poderes sobre o pão e as águas Onde esquecido vive o peão sem lei De pés descalços cabresteando mágoas
O que hoje herdo da minha grei chirua É um desafio que a minha idade afronta Pois me deixaram com a guaiaca nua Para pagar uma porção de contas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho Por essa pampa que ficou prá trás Porque eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai Eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai
Se for preciso, eu volto a ser caudilho Por essa pampa que ficou prá trás Porque eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai Não, não eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai Não eu não quero deixar pro meu filho A pampa pobre que herdei de meu pai
A pampa pobre que herdei de meu pai
🐴 Fonte: MusixmatchCompositores: Gaucho Da Fronteira / Vaine Darde
Pra vender disco de protesto Todo mundo tem que reclamar Eu vou tirar meu pé da estrada
E vou entrar também nessa jogada E vamos ver agora quem é que vai guentar Porque eu fui o primeiro
E já passou tanto janeiro Mas se todos gostam eu vou voltar Tô trancado aqui no quarto
De pijama porque tem visita estranha na sala Aí eu pego e passo a vista no jornal Um piloto rouba um “Mig”Gelo em Marte, diz a Viking
Mas no entanto não há galinha em meu quintal Compro móveis estofados Me aposento com saúde Pela assistência social Dois problemas se misturam
A verdade do Universo A prestação que vai vencer Entro com a garrafa De bebida enrustida Porque minha mulher não pode ver Ligo o rádio e ouço um chato
Que me grita nos ouvidos Pare o mundo que eu quero descer Olhos os livros na minha estante
Que nada dizem de importante Servem só pra quem não sabe ler E a empregada me bate à porta
Me explicando que tá toda torta E já que não sabe o que vai dá pra mim comer Falam em nuvens passageiras
Mandam ver qualquer besteira E eu não tenho nada pra escolher Apesar dessa voz chata e renitente
Eu não tô aqui pra me queixar E nem sou apenas o cantor Que eu já passei por Elvis Presley
Imitei Mr. Bob Dylan I know Eu já cansei de ver o Sol se pôr Agora eu sou apenas um latino-americano
Que não tem cheiro nem sabor E as perguntas continuam sempre as mesmas Quem eu sou? Da onde venho? E aonde vou, dá?
E todo mundo explica tudo Como a luz acende como um avião pode voar Ao meu lado um dicionário Cheio de palavras que eu sei que nunca vou usar Mas agora eu também resolvi dar uma queixadinha
Porque eu sou um rapaz latino-americano Que também sabe se lamentar E sendo nuvem passageira Não me leva nem à beira Disso tudo que eu quero chegar -E fim de papo!
Eu sou feita de madeira Madeira, matéria morta Mas não há coisa no mundo Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho Pra passar o menininho Eu abro bem com cuidado Pra passar o namorado Eu abro bem prazenteira Pra passar a cozinheira Eu abro de supetão Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente Que diz (a mim bem me importa…) Que se uma pessoa é burra É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa Fecho a frente do quartel Fecho tudo nesse mundo Só vivo aberta no céu!