💙Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou um cientista O meu papo é futurista, É lunático
💙Eu vivo sempre no mundo da lua Tenho alma de artista Sou um gênio sonhador E romântica
💙Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou aventureiro Desde o meu primeiro passo pro infinito
💙Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou inteligente Se você quer vir com a gente Venha que será um barato
Pegar carona nessa cauda de cometa Ver a Via-láctea, Estrada tão bonita Brincar de esconde-esconde Numa nebulosa, Voltar pra casa, Nosso lindo balão azul
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Pai, afasta de mim esse cálice, pai Afasta de mim esse cálice, pai Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta
Pai (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa
Pai (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda (Cálice) De muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta (Cálice) Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade
Pai (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno (Cálice) Nem seja a vida um fato consumado (Cálice) Quero inventar o meu próprio pecado (Cálice) Quero morrer do meu próprio veneno (Pai, cálice)
Quero perder de vez tua cabeça (Cálice) Minha cabeça perder teu juízo (Cálice) Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cálice) Me embriagar até que alguém me esqueça (Cálice)
“No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo um carinho no momento preciso o folhear de um livro de poemas o cheiro que tinha um dia o próprio vento…”