Fevereiro Roxo 2022: um alerta sobre Alzheimer, fibromialgia e lúpus

Por Thais Manarini

Este mês é marcado pela campanha de conscientização sobre três doenças: Alzheimerlúpus e fibromialgia. Trata-se do Fevereiro Roxo. O principal objetivo é chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce, que permite aos pacientes um melhor controle desses quadros e, consequentemente, uma rotina com mais qualidade de vida. De olho na data, destacamos abaixo alguns conteúdos relevantes sobre as três doenças:

Alzheimer

+ O manual de prevenção do Alzheimer+ Um novo remédio contra o Alzheimer surge no horizonte+ Um exame de sangue para detectar o Alzheimer+ Idosos que mantém o cérebro ativo podem adiar em cinco anos o surgimento do Alzheimer

Fibromialgia

+ Fibromialgia: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento+ Vem aí um colchão ideal para quem tem fibromialgia+  A saúde mental importa no tratamento das doenças reumáticas+ A fisioterapia no controle dos sintomas da fibromialgia

Lúpus

+ O que é lúpus? Saiba tudo sobre essa condição, dos sintomas ao tratamento+ Coronavírus: quais cuidados pacientes com doenças reumatológicas. como lúpus, devem ter?+ Reumatismo não piora no frio, mas as dores aumentam. E agora?

As três doenças não têm cura, mas flagrá-las cedo é fundamental para reduzir seus danos e preservar a qualidade de vida

Fevereiro Roxo 2022: um alerta sobre Alzheimer, fibromialgia e lúpus

publicado originalmente em Veja saúde

Retrato do lúpus no Brasil

Coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio da farmacêutica GSK, um levantamento com 300 pacientes de todas as regiões traçou um perfil detalhado sobre a incidência e as complicações do lúpus no país.

“O mapeamento mostrou mais manifestações cutâneas no Nordeste e mais acometimento renal no Sudeste”, aponta a reumatologista Mirhelen Abreu, coordenadora do Ambulatório de Lúpus da UFRJ e principal autora do trabalho.

O acesso ao tratamento, por sua vez, é mais precário no Norte, onde se pode levar até 11 horas para chegar a uma consulta.

“Os modelos epidemiológicos construídos para a pesquisa apontam que fatores étnicos, clínicos e ocupacionais se associam nos desfechos da doença. Saber disso nos ajuda a traçar diretrizes regionais de cuidados”, explica a reumatologista.

Ficha técnica da doença

Nomelúpus eritematoso sistêmico

O que causa: o sistema imune ataca o organismo, provocando inflamações

Sintomas: fadiga, dores nas articulações, febre, queda de cabelo e manchas avermelhadas no rosto

Principais órgãos acometidos: pele, rins, pulmões e articulações

Prevalência no Brasil: a estimativa é de 65 mil pessoas com a doença

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Como é que se trata?

Os primeiros medicamentos prescritos costumam ser os anti-inflamatórios — se necessário, os corticoides, que são eficazes, porém têm mais reações adversas. Outro recurso são os imunossupressores, que freiam o sistema imune, mas podem expor o paciente a infecções oportunistas.

Em alguns casos, recorre-se aos remédios biológicos, capazes de conter a progressão do lúpus.

Há diferenças regionais nas manifestações e no acesso ao tratamento

Retrato do lúpus no Brasil

publicado originalmente em Veja saúde