A área registrada ilegalmente como propriedade rural particular dentro de terras indígenas (TIs) da Amazônia cresceu 55% entre 2016 e 2020, mostra estudo inédito lançado hoje (30) pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). O número de Cadastros Ambientais Rurais (CAR), registros autodeclarados de imóvel rural, e que não podem ser feitos nesses territórios, […] […]
“Não digas onde acaba o dia. Onde começa a noite. Não fales palavras vãs. As palavras do mundo. Não digas onde começa a Terra, Onde termina o céu Não digas até onde és tu. Não digas desde onde és Deus. Não fales palavras vãs. Desfaze-te da vaidade triste de falar. Pensa,completamente silencioso, Até a glória de ficar silencioso, Sem pensar.”
Algumas aves voam por 11 dias sem parar, outras viajam quase 13 mil quilômetros. Todos os anos, milhares de espécies de aves deixam seus habitats em busca de alimento.
Todos os anos, na primavera e no outono, um espetáculo se desenrola no céu noturno enquanto milhões de aves fazem longas e perigosas jornadas entre seus locais de reprodução de verão e de inverno.
Publicado originalmente em Barbara Crane Navarro:
Foto: Ricardo Stuckert « série Índios Brasileiros » “Quando você corta as árvores, agride os espíritos de nossos ancestrais. Ao procurar minerais, você perfura o coração da Terra. E quando você derrama venenos na terra e nos rios, produtos químicos agrícolas e mercúrio das minas de ouro, você enfraquece os espíritos,…
Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão…
De um lado, uma negra escrava Os olhos no filho crava, Que tem no colo a embalar… E à meia voz lá responde Ao canto, e o filhinho esconde, Talvez pra não o escutar!
“Minha terra é lá bem longe, Das bandas de onde o sol vem; Esta terra é mais bonita, Mas à outra eu quero bem!
“0 sol faz lá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia!
“Aquelas terras tão grandes, Tão compridas como o mar, Com suas poucas palmeiras Dão vontade de pensar …
“Lá todos vivem felizes, Todos dançam no terreiro; A gente lá não se vende Como aqui, só por dinheiro”.
O escravo calou a fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o pranto O seu filhinho a sonhar!
O escravo então foi deitar-se, Pois tinha de levantar-se Bem antes do sol nascer, E se tardasse, coitado, Teria de ser surrado, Pois bastava escravo ser.
E a cativa desgraçada Deita seu filho, calada, E põe-se triste a beijá-lo, Talvez temendo que o dono Não viesse, em meio do sono, De seus braços arrancá-lo!
Tudo era magia, Era um mundo fora do meu E ao chegar desse sono acordei
Foi quando correndo eu vi Um cavalo de fogo alí Que tocou meu coração Quando me disse, então Que um dia rainha eu seria Se com a maldade pudesse acabar No mundo dos sonhos pudesse chegar…