Não é fácil estudar a percepção de dor em insetos. Algumas pesquisas sugerem que a dor pode estar associada à emoção – por outro lado, costumamos ver os insetos como animais guiados pelo instinto, e que talvez não vivenciem a dor da mesma forma que os humanos.
Mas algumas pesquisas recentes têm contestado essa ideia. Cientistas da Queen Mary University of London, no Reino Unido, analisaram diferentes artigos e experimentos já realizados sobre o tema. E eles concluíram que sim: os insetos provavelmente sofrem toda vez que são vítimas de uma chinelada.
Sim: eles provavelmente sofrem toda vez que são vítimas de uma chinelada
Experimentos de laboratório conduzidos por uma equipe de pesquisadores dos EUA, Reino Unido e África do Sul mostraram que o aumento da temperatura na Antártida pode colocar em risco a vida do único inseto da região.
Geralmente menor que 1 centímetro de comprimento, o artrópode pequenino Belgica antarctica também é o maior animal terrestre a nunca entrar no oceano. O seu ciclo de vida, marcado por quatro estágios larvais, ocorre em meio a leitos úmidos de musgo e algas, em que ele se alimenta da vegetação e dos resíduos apodrecidos.
Até mesmo esses refúgios congelam durante os invernos rigorosos da Antártida, bloqueando a umidade e ameaçando congelar, também, os insetos. Então, o mosquito desenvolveu uma estratégia para resistir ao frio e evitar a morte.
Como proteção contra o dano causado pelos cristais de gelo, ele se seca lentamente. Sob as condições certas, os insetos têm grande chance de sobreviver até o verão, mesmo depois de perder até três quartos de sua umidade.
Na Península Antártica, microclimas como os ocupados pelo inseto tendem a oscilar entre -5 e 0 graus Celsius. Protegidas por camadas de neve e gelo, as temperaturas podem despencar ao ar livre, mas tem pouco efeito no habitat coberto do bicho.
Um pequeno artrópode aprendeu a perder umidade para sobreviver ao congelamento – e essa pode ser sua ruína.
Mais de três quartos de todas as espécies de anfíbios, mamíferos terrestres, peixes de água doce e salgada, formigas e plantas vivem nas regiões tropicais do planeta. E o Brasil tem uma contribuição impressionante: abriga 12% das espécies de plantas do mundo, 12% dos mamíferos e 24% as espécies de peixes. Esses números, que são resultado… Site […]