Usar um tom de voz mais alto, em uma velocidade mais lenta e exagerando na pronúncia das palavras pode estimular a produção motora e a percepção da fala em bebês de 6 a 8 meses, segundo estudo.
A pesquisa, conduzida pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, consistiu em mudar a frequência de sons emitidos por aparelhos para imitar a voz infantil ou a adulta.
Em seguida, os pesquisadores testaram as reações de 65 crianças divididas em dois experimentos: entre 6 a 7 meses e entre 5 a 7 meses. Os resultados, publicados no periódico científico Journal of Speech, Language and Hearing Research, se diferenciaram de acordo com a idade.
Diferentemente dos bebês de até 6 meses, aqueles entre 6 e 8 meses de idade se sentiram mais atraídos pelos sons infantis, o que indicaria que eles preferem controlar suas vozes e fazer palavras com o balbucio, segundo os autores.
Os padrões associados a esse estilo de falar, que os pesquisadores chamam de “fala dirigida às crianças”, poderiam ser um componente-chave para ajudar os bebês a formular as palavras, no futuro.
A fala avaliada pelos pesquisadores não se trata de trocar palavras, como “mimir” ao invés de dormir, segundo Lúcia Arantes, professora do programa de pós-graduação de Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP).
“Não é infantilizar, mas pensar que essa fala constrói um laço afetivo”, explica.
De acordo com Arantes, que também é fonoaudióloga do Serviço de Patologia da Linguagem da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (DERDIC/PUC-SP), há realmente benefícios no “manhês” — que é a forma melodiosa e ritmada como a mãe se dirige ao bebê — conhecida também como baby talk. Confira a entrevista com a especialista:
Mas especialista alerta que o lado afetivo da abordagem é mais importante do que a geração de capacidade linguística
Inaugurada em 2000, a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) possibilitou a presença humana no espaço desde então, abrigando astronautas de diversos países. Mas seus dias estão contados: ela continuará em operação até o final de 2030 e, então, deixará de orbitar a Terra, caindo no Oceano Pacífico.
A ISS viaja ao redor do planeta em uma altitude de aproximadamente 400 km – em uma região conhecida como “órbita terrestre baixa”. Ela funciona como observatório, abriga experimentos científicos em microgravidade e pode funcionar como base para manutenção e preparação de missões espaciais.
A estação foi originalmente planejada para operar por 15 anos, mas análises posteriores apontaram que sua vida útil poderia se prolongar. Em dezembro, a Nasa anunciou que as operações da ISS continuariam até o fim da década. Agora, divulgou um relatório que detalha os planos para desativar a estação.
A agência norte-americana espera economizar US$ 1,3 bilhão em 2031 com a aposentadoria da ISS – dinheiro que poderá ser aplicado em outras frentes, como iniciativas de exploração de regiões mais distantes do espaço.
Mas as atividades no laboratório espacial não param por enquanto. A Nasa afirma que a estação está mais movimentada do que nunca, e esta terceira década de funcionamento será a mais produtiva em relação às pesquisas desenvolvidas por lá.
Agora, um dos objetivos é “estabelecer as bases para um futuro comercial na órbita baixa da Terra”. “Esperamos compartilhar as lições que aprendemos e nossa experiência de operação com o setor privado, para ajudá-lo a desenvolver destinos espaciais seguros, confiáveis e econômicos”, disse Phill McAlister, diretor de espaço comercial da Nasa, em comunicado.
O laboratório espacial está na terceira década de funcionamento e deixará de orbitar a Terra com um mergulho no “Ponto Nemo”, no Oceano Pacífico. Entenda.
“Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá.”
« Yanomami observando garimpo de ouro em seu território » – Foto dos Yanomami, Alto Orinoco, Amazonas, Venezuela e foto montagem: Barbara Crane Navarro
« Ei – olhe para nós!Nós vemos você. Tentamos te mostrar. Você nunca se preocupou em aprender nossa língua. Você estava sempre olhando para baixo . Avisamos desde o início. A terra está viva. Esta terra somos nós. Todos nós. Você queria as […] […]
Os dois exames podem até soar semelhantes, mas na prática são bem diferentes. Entenda os detalhes.
A tomografia computadorizada
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1) Radiação
A tomografia usa a mesma tecnologia do exame de raios X tradicional. Funciona assim: em uma ponta da máquina, que é composta de um grande tubo, há um emissor de feixes de radiação.
No outro oposto, há um dispositivo que capta os feixes. O paciente deita na mesa e o técnico captura uma imagem de baixa resolução da área desejada para saber aonde direcionar a radiação.
2) Projeção
Os feixes atravessam o corpo com maior ou menor dificuldade. As estruturas mais densas, como os ossos, órgãos, veias e artérias, bloqueiam a passagem da radiação, formando uma sombra.
Os feixes que chegam ao outro lado são absorvidos pelo dispositivo específico, processados pelo computador e traduzidos em imagens ricas em detalhes.
3) Tridimensionalidade
Graças aos avanços da tecnologia, hoje é possível captar imagens tridimensionais da área a ser investigada pelo médico. A máquina emite feixes em 360º e a mesa pode se movimentar se for preciso, gerando imagens em fatias, que, depois, são remontadas pelo computador e exibidas em planos diferentes ou reconstruídas em uma imagem completa.
Os dois exames enxergam diversos órgãos do corpo e têm propósitos parecidos, mas funcionam de maneiras bem diferentes