Por mais luta, por mais dor,Ergamos a nossa voz:Se Deus nos guarda em amor,Quem surgirá contra nós? Na fé que nos revigora,Se o trabalho nos conduz,Toda esperança de agora,Amanhã será mais luz. Espírito Casimiro Cunha, psicografia de Chico Xavier
Na madrugada desta quinta-feira (24), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou em um discurso de TV que daria início a uma operação militar na Ucrânia. Nas horas seguintes, foram registradas explosões não só nas áreas separatistas, mas também na capital do país, Kiev, e na segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv.
Comboios russos invadiram a Ucrânia de todas as direções. Um deles entrou via Belarus (aliada da Rússia) ao norte; outro veio pelo sul, via Crimeia (península ucraniana anexada pela Rússia em 2014). O aeroporto de Kiev foi bombardeado e, logo depois, o governou fechou o espaço aéreo do país para voos civis:
Voos civis foram impedidos de passar pelo espaço aéreo ucraniano. Na imagem, “KBP” é a sigla do Aeroporto Internacional de Kiev.
Com os ataques, o pânico tomou conta do país. Enquanto há congestionamento para fugir de Kiev, outras pessoas buscam abrigo em estações de metrô. Há longas filas também em supermercados, postos de gasolina e bancos, para o saque de dinheiro em espécie.
A Ucrânia é um país de 44 milhões de habitantes não muito maior que Minas Gerais. Fértil, é um dos maiores exportadores de grãos do mundo (é o 3º de trigo; de milho, o 4°). A quarta maior colônia de ucranianos e descendentes vive aqui no Brasil (são 600 mil pessoas; a maioria no Paraná).
Mas, afinal: o que explica o conflito separatista que se estende por lá há oito anos – e que já matou 14 mil pessoas? Quais os motivos por trás da intervenção da Rússia, que apoia rebeldes separatistas, deslocou 150 mil soldados para a fronteira com a Ucrânia e iniciou a invasão ao país?
Os mapas a seguir fornecem informações para compreender melhor toda essa situação. Há detalhes na formação de ambos os países, da língua às alianças militares, que ajudam a entender a conturbada relação entre eles. Confira:
Mil anos de história
Rússia e Ucrânia compartilham o mesmo berço: Kievan Rus, o primeiro estado eslavo. “Rus” (que depois seria usado para batizar “Rússia” e “Belarus”, outra nação descendente daí) era o nome do povo, essencialmente formado por comerciantes que saíram do Mar Báltico, na Escandinávia, atravessaram as florestas da Europa Oriental e se fixaram nas terras férteis da atual Ucrânia. Kiev, capital do estado, foi estabelecida no século 9.
Em 988, o grão-príncipe de Kiev, Vladimir I, escolheu o cristianismo ortodoxo como a religião oficial do estado e foi batizado na cidade de Quersoneso, na península da Crimeia.
O ato de Vladimir é considerado até hoje como um marco religioso tanto pela Ucrânia quanto pela Rússia, onde 67% e 71% da população, respectivamente, é cristã ortodoxa ( Putin já mencionou o batismo do príncipe para defender que “russos e ucranianos são um único povo”).
Nos séculos seguintes, Kievan Rus foi alvo de sucessivas invasões: mongóis (séc. 13), poloneses e lituanos (séc. 16) e russos (séc. 17). Em 1793, o Império Russo conseguiu anexar a parte ocidental da Ucrânia. Foi quando começou o processo de russificação, uma política que proibiu o idioma ucraniano e forçava as pessoas a se converter para a fé ortodoxa russa.
O país sofre com conflitos separatistas desde 2014 e, nesta quinta-feira (24), foi invadido pela Rússia. Entenda as raízes desse conflito. Continua no link abaixo:
Ainda hoje, três anos e sete meses depois, a jornalista Izabella Camargo, de 40 anos, se emociona ao falar do burnout que sofreu em 14 de agosto de 2018. Naquela manhã, quando fazia a previsão do tempo em um telejornal, ela sofreu um “apagão” ao vivo. Dependendo da função que exercia, Izabella dormia às 5 da tarde para acordar à meia-noite e começar a trabalhar às 3 da manhã. Ainda fazia plantões de até 12 horas aos sábados e domingos pelo menos duas vezes por mês. Diagnosticada com a condição, foi demitida da emissora de TV onde trabalhava depois de dois meses e 15 dias de licença médica. “O burnout me ensinou a importância do autocuidado”, avalia a autora do livro Dá um Tempo!, da Editora Principium (clique aqui para comprar), uma das pioneiras em levar a causa ao debate público no Brasil. “Hoje, apesar de amar o que faço, cuido mais de mim. Tenho consciência dos meus limites e procuro respeitá-los”, diz a jornalista, que se tornou mãe recentemente. Histórias como a de Izabella continuam se repetindo pelo país. Em 2019, uma pesquisa da International Stress Management Association (Isma-BR) estimou que 32% da população economicamente ativa sofria de sintomas de burnout. + LEIA TAMBÉM: Como ficar em paz com o trabalho Em outro levantamento, feito já na pandemia, 44% dos brasileiros ouvidos disseram que o período de convívio com a Covid-19 amplificou a sensação de esgotamento profissional. Se formos transpor para números absolutos, daria algo em torno de 39,6 milhões de trabalhadores afetados. Em um ranking de oito países sondados, o Brasil ocupa a primeira colocação, à frente de Singapura (37%), Estados Unidos (31%) e Índia (29%). “Não há salário, promoção ou carreira que justifique o adoecimento. A saúde é o único bem do trabalhador”, afirma a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR. “Muitas vezes, a única saída é pedir as contas. Ou pede para sair ou cai doente. Não há mágica”, ressalta. O assunto não passou batido pela 72ª Assembleia Mundial de Saúde, realizada em maio de 2019, em Genebra, na Suíça, com a participação dos 194 países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS), quando se decidiu revisar a definição do burnout na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID). Antes, ele era descrito apenas como um “estado de exaustão vital”. Podia ser interpretado até como resultado de um infortúnio em casa ou na família. + Assine VEJA SAÚDE a partir de R$ 9,90 Na CID-11, que passou a vigorar em janeiro de 2022, ele ganha oficialmente o entendimento mais aceito pelos especialistas, o de um esgotamento que é fruto do “estresse crônico no local de trabalho”. “O trabalho não deveria ser visto como um problema. Ele é uma solução. Ou pelo menos deveria ser. Se você adoece por causa disso, há algo errado”, alerta Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). “Nosso corpo é uma ponte. Foi construído para suportar determinado peso. Acima daquele limite, apresenta rachaduras e pode ruir”, compara o psiquiatra. Embora conste na nova CID, o burnout ainda não tem status de doença. A OMS prefere situá-lo como “fenômeno ocupacional”. Ou uma síndrome, palavra que, na terminologia médica, se refere a um conjunto de sintomas, sejam eles físicos, psíquicos ou emocionais.
A síndrome do esgotamento profissional entra na lista oficial da OMS em meio a uma alta de diagnósticos. Como identificar seus sinais e reverter esse fluxo?
“As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas, e no entanto elas passam por si mesmas sem se admirarem.”
Que o vento sempre sopre às tuas costas e a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que voltemos a nos encontrar, que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres e que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,
porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos, porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,
porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,
uma lua cheia em uma noite escura, e que o caminho sempre se abra à tua porta
Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.
Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.
Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem,
os anjos te protejam, e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas muros contra o vento, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas,
e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe, que vejas os filhos de teus filhos, que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.
Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida; com certeza Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes… suficientes…
… e assim seja a cada ano, para sempre!
“Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres.”
Tracoma, oncocercose, filariose, leishmaniose… Esses nomes podem parecer grego ou remeter a moléstias de um passado muito distante. No entanto, são exemplos de doenças tropicais negligenciadas (DTNs), um martírio de saúde pública que continua castigando 1,7 bilhão de pessoas pelo planeta, 10 milhões delas só no Brasil. As DTNs, cuja lista de males ainda inclui de verminoses intestinais a doença de Chagas, são mais frequentes em regiões sem acesso a boas condições de moradia, higiene e saúde. Se deixam de ser detectadas e tratadas a tempo, costumam gerar sequelas significativas, quando não encurtam a própria expectativa de vida. Em comum, essas enfermidades são provocadas por algum tipo de micróbio ou parasita. Um pequeno glossário ajuda a entender e visualizar as ameaças:
Tracoma: infecção bacteriana que pode levar à cegueira;
Oncocercose: causada por um verme transmitido por mosquitos, compromete os olhos e a pele;
Filariose: também conhecida como elefantíase, vem de um um verme disseminado por mosquitos e desata inchaços e deformações nos membros;
Leishmaniose: é fruto de um protozoário que pega carona em mosquitos e está por trás de lesões na pele e em outros órgãos;
Chagas: obra de um protozoário transmitido pelo inseto barbeiro e pela contaminação de alimentos como açaí, afeta marcadamente o coração;
+ Leia também: Os desafios para vencer a Doença de Chagas Todas essas moléstias, e outras mais, são o alvo de um pacto ambicioso firmado pela União de Combate às DTNs e renovado, com a assinatura de líderes globais, pela Declaração de Kigali (Ruanda). A meta é botar um ponto final nessas doenças até 2030. De acordo com Thoko Elphick-Pooley, diretora da entidade, há duas estratégias principais em curso: oferecer acesso a tratamento às vítimas e eliminar os fatores que limitam ou impedem a prevenção, como falta de água potável e saneamento básico. Trata-se de uma empreitada que demanda recursos e o envolvimento ativo dos governos de cada país, de parceiros do setor privado e de filantropos. Da Inglaterra, onde está baseada hoje, Thoko explica na entrevista abaixo a dimensão dos desafios e o que precisa ser levado em consideração para cumprir os objetivos da Declaração de Kigali.
Thoko Elphick-Pooley, diretora da União de Combate às DTNs.
Plano global prevê eliminar enfermidades causadas por parasitas e mais comuns em regiões vulneráveis até 2030. Conversamos com uma das líderes dessa missão