“Trilhar um caminho novo é como um salto no escuro, pode ser suave ou te fazer quebrar as pernas. Nas duas alternativas as descobertas te levarão a experimentar a diversidade, você terá ainda mais curiosidade do que têm pela frente, e mais cuidado ao fazer suas escolhas.”
Um novo estudo publicado na revista científica The Lancet reúne evidências da importância da perda de peso no controle da diabetes tipo 2.
O levantamento aponta que reduzir os dígitos da balança em 15% pode impedir a evolução da doença e até reverter complicações metabólicas. Daí porque essa abordagem deveria ser priorizada entre pacientes com o quadro.
Para assimilar melhor esse achado, é importante voltar alguns passos e entender como uma situação está ligada à outra.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e que tem como função colocar o açúcar vindo dos alimentos dentro das células, o que culmina na geração de energia.
No contexto do diabetes do tipo 2, a produção desse hormônio até acontece, mas ele não consegue fazer sua tarefa direito – é o que se chama de resistência à insulina. Como consequência, sobra açúcar na circulação, situação que abre brecha para uma série de encrencas, de perda de visão a infarto.
Uma das explicações para esse funcionamento capenga da insulina está na genética. Mas o grande fator que predispõe ao quadro mesmo é a obesidade.
Por isso, manejar o diabetes não significa simplesmente controlar a glicemia. “O tratamento da obesidade é que tem como efeito o equilíbrio do açúcar no sangue”, raciocina Cohen.
No fim das contas, perder peso representa uma proteção contra as piores complicações da doença, que são as doenças cardiovasculares e renais, cegueira e amputações.
“Muitas vezes o tratamento da obesidade deve envolver o uso de remédios ou cirurgia, já que, para alguns indivíduos, não é simples apostar apenas em dieta e exercícios físico”, completa o médico.
Colocar o tratamento da obesidade como prioridade tem como consequência a melhora da doença, segundo estudo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define autocuidado como “a capacidade de pessoas, famílias e comunidades promoverem e manterem a saúde, prevenirem doenças e lidarem com problemas e incapacidades com ou sem o suporte de um sistema provedor de saúde”.
O novo índice envolve dez nações, entre elas o Brasil, escolhidas após consultas à OMS, e leva em conta quatro critérios — presença de atores e estruturas que viabilizam o autocuidado, empoderamento dos cidadãos, políticas públicas e ambiente regulatório.
Após mergulhar em dados, pesquisas e entrevistas, o trabalho atribuiu notas aos países. “O Brasil obteve uma boa pontuação, ficando em quarto lugar no ranking, atrás apenas de Reino Unido, Estados Unidos e Tailândia”, conta Marli Sileci, vice-presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), uma das entidades que colaboraram com o mapeamento.
Primeiro índice que mensura o apoio das nações a um estilo de vida saudável mapeia dez países, entre eles o Brasil, e aponta o que precisa melhorar
“Posso parecer utópica com minhas histórias de fantasia, fadas, gnomos e seres encantados. Mas, atire a primeira pedra quem, à sua maneira, nunca sonhou com um mundo melhor. Esse é o meu jeito…”
Ficar queimado de sol não é bonito nem saudável: acelera o processo de envelhecimento celular e é uma causa evitável de câncer de pele.
De acordo com informações reunidas na última Campanha Nacional do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção no dia a dia.
E um novo estudo, publicado pela Associação Médica Americana, analisou quase dez anos de diagnósticos de queimaduras solares para elencar as características de quem costuma errar a mão no bronzeado: a maioria é mulher e jovem, e mais de 80% não tratam o problema, apesar de passar pelo médico.
Os autores acreditam que esses dados ajudarão a estruturar iniciativas mais efetivas de prevenção e detecção do câncer de pele.
Espuma PFAS se acumula na represa Van Etten Creek em Oscoda Township, Michigan. Fotografia: Jake May / AP
Por Tom Perkins para o “The Guardian”
“Produtos químicos para sempre” tóxicos de PFAS no oceano são transportados da água do mar para o ar quando as ondas atingem a praia. Esse fenômeno representa uma fonte significativa de poluição do ar, concluiu um novo estudo da Universidade de Estocolmo.
As descobertas, publicadas na Environmental Science & Technology, também explicam em parte como o PFAS chega à atmosfera e, eventualmente, precipita . O estudo, que recolheu amostras de dois sítios noruegueses, também conclui que a poluição “pode impactar grandes áreas do interior da Europa e outros continentes, além de zonas costeiras”.
O estudo da Universidade de Estocolmo destaca a mobilidade dos produtos químicos, que foram encontrados em ovos de pinguins e ursos polaresEspuma PFAS se acumula na represa Van Etten Creek em Oscoda Township, Michigan. Fotografia: Jake May / AP Por Tom Perkins para o “The Guardian” “Produtos químicos para sempre” tóxicos de PFAS no oceano […]