Os sonhos seguem como um dos tópicos mais misteriosos para a ciência: ainda há muito debate sobre o porquê do nosso cérebro criar tantas fantasias quando dormimos. Mas é possível que o caminho para finalmente entender essa experiência esteja relacionado ao ramo de aprendizado de máquina. É isso o que aponta um novo estudo do neurocientista Erik Hoel, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, que foi publicado na revista Patterns.
A síndrome de Down causa traços faciais característicos e pode provocar atraso no crescimento e dificuldades de aprendizado. Também aumenta o risco de desenvolver doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca o próprio organismo. Agora, um estudo com 81 portadores da síndrome (1) pode ter descoberto a razão: ela modifica as células T (cuja função é matar células que estiverem infectadas por vírus). Elas deixam o estágio “primário” e passam ao estágio “de memória”.
É um processo normal, que vai acontecendo ao longo da vida conforme pegamos vírus e bactérias – e as células T vão armazenando informações sobre eles. Mas, na síndrome de Down, essa transição é mais rápida: a proporção de células “de memória” aumenta aceleradamente (como se a pessoa fosse mais velha do que realmente é), e elas começam a atacar o próprio corpo. A Super conversou com o biólogo Bernard Khor, autor principal do estudo, para entender.
Quais são as diferenças no sistema imunológico de quem tem síndrome de Down? Nós observamos fatores associados ao envelhecimento, como o menor número de células T [primárias]. Ao todo, encontramos 651 elementos diferentes entre portadores e não portadores da síndrome. O sistema imune de uma pessoa com Down é entre 5 e 18 anos mais velho em comparação com quem não tem a doença.
Quais doenças autoimunes são mais frequentes nos portadores da síndrome? Mais de 50% deles irão desenvolver tireoidite de Hashimoto [uma inflamação da tireoide que reduz a produção de hormônios] ao longo da vida. As pessoas com a síndrome também têm 4,5 mais chances de desenvolver diabetes do tipo 1 [de origem autoimune], e 6 vezes mais risco de ter doença celíaca. São doenças sem cura. E a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down está aumentando, fazendo com que elas vivam mais que seus pais. Isso é ótimo, mas também significa que elas precisam conviver com essas doenças, às vezes sozinhas, por mais tempo.
Como esse tipo de pesquisa pode ajudar portadores da síndrome de Down? O nosso estudo é um início, para que possamos começar a perguntar: todas essas [651] diferenças são importantes? Todas causam doenças? Provavelmente não, mas agora sabemos para quais elementos olhar. A partir daí, começamos a ver quais genes estão desregulados e quais remédios e tratamentos poderemos usar.
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Fonte 1. Deep immune phenotyping reveals similarities between aging, Down syndrome, and autoimmunity. B Khor e outros, 2022.
Condição altera células T, que agem como se a pessoa fosse até 18 anos mais velha.
A população mundial vai parar de crescer em 2064, quando a Terra deve abrigar 9,7 bilhões de seres humanos. É o que diz um um artigo do Global Burden of Disease Study,que analisou as taxas de fertilidade, mortalidade e migração de cada país. No gráfico abaixo, confira quando cada nação terá seu pico de moradores.
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A população do Brasil já está chegando a um platô. Para repor a população atual, cada mulher precisaria ter 2,1 filhos (o 0,1 faz parte do índice considerado pela ONU, para compensar a mortalidade infantil). Hoje, a média brasileira é 1,7.
Alguns motivos explicam a disparidade entre os anos de pico. A taxa de fertilidade dos Estados Unidos, por exemplo, é igual à do Brasil. Mas os americanos devem demorar 20 anos a mais para atingir o pico populacional, graças ao alto índice de imigração. Os EUA são o país com o maior número absoluto de imigrantes no mundo, com 50 milhões de residentes estrangeiros.
Em 2022, a Índia bateu a marca de dois filhos por mulher, o que deve estabilizar a população. A China, devido à política do filho único, atingiu essa meta nos anos 1990.
Um estudo considerou as taxas de fertilidade, mortalidade e migração para determinar quando cada país terá seu pico populacional. Veja quando o mundo (e o Brasil) ficará saturado de gente.
No dia 4 de abril, o Ministério da Saúde inicia a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A meta é imunizar cerca de 76,5 milhões de pessoas até o dia 3 de junho, data prevista para encerramento da ação. Em nota, o ministério alerta para a importância da vacinação dos grupos prioritários para evitar surtos da doença, que pode sobrecarregar os serviços de saúde e até levar à morte. Segundo a pasta, 80 milhões de doses da vacina Influenza trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan, estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante é eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 (incluindo o subtipo Darwin, que provocou alta de casos recentemente) e tipo B. No caso das crianças de 6 meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida, deve-se considerar o esquema vacinal com apenas uma dose em 2022. Para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda aplicação da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] A campanha nacional ocorrerá em duas etapas. Na primeira, entre os dias 4 de abril e 2 de maio, serão vacinados idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde. A segunda fase, que vai de 3 de maio a 3 de junho, tem como público-alvo:
Crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias;
Gestantes e puérperas;
Povos indígenas;
Professores;
Pessoas com comorbidades;
Pessoas com deficiência permanente;
Membros de forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas;
Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
Trabalhadores portuários;
Funcionários do sistema prisional;
Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa e pessoas privadas de liberdade.
Ação ocorrerá em duas etapas e a previsão é que vá até o dia 3 de junho. Saiba quem faz parte do público-alvo da campanha
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB SP) e seu Núcleo de Direitos Indígenas e Quilombolas vêm a público manifestar sua preocupação com relação ao denominado “Pacote da Destruição”, conjunto de Projetos de Lei (PLs) em votação no Congresso Nacional e que violam diretamente as garantias constitucionais e os direitos humanos dos povos […]