Pesquisadores criam diretrizes éticas globais para estudos com DNA humano antigo

Pesquisas com DNA humano apresentam uma série de implicações éticas. O material genético encontrado em ossos ou tecidos mumificados, por exemplo, dizem respeito à ancestralidade de algumas populações. 

Pensando nisso, arqueólogos, antropólogos e geneticistas de 31 países elaboraram diretrizes éticas globais para serem aplicadas em estudos com DNA humano antigo. Os cientistas publicaram o artigo na última quarta-feira no periódico Nature – e uma versão em português também está disponível online.

As diretrizes éticas incluem a necessidade de seguir regulamentações locais, além de se engajar e respeitar os interesses das comunidades nas quais foram coletados os materiais. Elas são genéricas de propósito: a ideia é que possam ser aplicadas globalmente, se adequando a variados contextos. 

As diretrizes surgem como alternativa ao documento vigente de boas práticas para esse tipo de estudo: um modelo estadunidense, baseado na Lei de Proteção e Repatriação de Sepulturas de Nativos Americanos (NAGPRA). Essa lei define que as instituições de pesquisa devem transferir os remanescentes humanos de indivíduos antigos para povos nativos.

“O problema é que esse modelo não é aplicável em todos os contextos”, afirma Mercedes Okumura, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). “Então, havia uma necessidade de pensar em diretrizes para um contexto global, com particularidades que variam muito em cada região do mundo”, explica a professora, única brasileira que participou do artigo.

Os pesquisadores apontam, por exemplo, que o significado de indigeneidade varia globalmente. Em algumas regiões, as pessoas não reconhecem populações locais antigas como seus antepassados. Já outras comunidades apresentam relações complexas relacionadas aos seus territórios atuais – que incluem deslocamentos e rupturas forçadas, por exemplo.

Um modelo estadunidense era referência para lidar com remanescentes humanos. Agora, cientistas propuseram diretrizes que podem ser aplicadas globalmente. Entenda

Pesquisadores criam diretrizes éticas globais para estudos com DNA humano antigo

publicado originalmente em superinteressante

Quais são as regras para o uso de armas de fogo em sets de filmagem?

Na última quinta (21), a diretora de fotografia Halyna Hutchins morreu após um disparo acidental dentro do set do filme Rust, no estado do Novo México, nos EUA. O autor do tiro foi o ator Alec Baldwin, que usava uma arma cenográfica durante a filmagem. O diretor do longa, Joel Souza, também se feriu.

Nascida na Ucrânia, Hutchins se formou em jornalismo e, depois, mudou-se para Los Angeles, onde começou a trabalhar com cinema. A diretora de 42 anos chegou a ser atendida em um hospital na cidade de Albuquerque, mas não sobreviveu.

Rust é um faroeste que se passa no estado do Kansas no final do século 19. Conta a história de um menino de 13 anos que, após a morte dos pais, foge junto ao irmão mais novo e seu avô (Baldwin), um homem sentenciado à morte pelo assassinato acidental de um fazendeiro local.

A morte de Hutchins paralisou a gravação do filme, que ainda não tem data para reiniciar. No momento, a polícia do condado de Santa Fe investiga as circunstâncias do acidente: qual tipo de munição foi utilizada, se houve uma falha no equipamento – ou se algo se alojou no cano.

Balas de mentira, armas de verdade

Antes de tudo, é importante frisar: na maior parte das vezes, as armas cenográficas usadas em sets de filmagens são, na verdade, armas de verdade. O que muda é a munição.

As balas de festim (ou em inglês, “blanks”, que significa “vazio” ou “espaço em branco”) são como balas normais, a não ser por um detalhe decisivo: elas não possuem projétil, a parte da munição que atinge o alvo. É por isso que elas são usadas em filmes, séries de TV e novelas, já que reproduzem o barulho de um disparo real.

A morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins, vítima de um disparo acidental, levantou questões sobre o uso desses equipamentos no cinema. Conheça os principais protocolos de segurança.

Quais são as regras para o uso de armas de fogo em sets de filmagem?

publicado originalmente em superinteressante

O agro não é pop: concentração da terra e uso de venenos crescem juntos

Censo Agropecuário reforça relação entre os dois fenômenos, e pesquisadores alertam para riscos à segurança alimentar Por Guilherme Zocchio para “O Joio e o Trigo” Concentração de terras e aumento no uso de agrotóxicos andam de mãos dadas. Além de revelar aumento de 20,4% no número de propriedades rurais que usam venenos na última década, os dados […]

O agro não é pop: concentração da terra e uso de venenos crescem juntos

publicado originalmente em blog do pedlowski

Assista a “TRIBUNAL DE HAIA ACUMULA SEIS DENÚNCIAS CONTRA BOLSONARO” no YouTube

Nem só de notas de repúdio vive o Brasil. Também temos denúncias no Tribunal de Haia…

Espero que algo vá para frente, neste pântano de absurdos e covardias.

Meteoro Brasil aqui!

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Luto: temporal da dor

Eu estava no dentista perto de casa, em São Paulo, quando recebi a fatídica ligação do meu irmão. “Ingrid, já comprei a passagem aérea. Você vem para Teresina amanhã. O papai foi internado.” Oi? Eu não queria acreditar no que estava acontecendo. O medo dominava completamente a minha razão.

A única coisa que consegui perguntar foi: “Mas se eu preciso ir significa que é grave?”. Ele hesitou: “Acho que a família precisa ficar unida nesse momento”. Desabei em lágrimas.

Uma semana antes desse dia, meu pai contou que estava com Covid-19 na ligação diária que realizávamos. Mas seu otimismo e alegria de sempre o faziam falar convicto de que ia vencer o vírus. Uns três dias depois da conversa por telefone, mamãe avisou que também tinha contraído a doença.

Entrei em desespero. Queria voar para Teresina naquele dia mesmo, mas papai não deixou, disse que eu correria risco e que era para ficar tranquila porque eles iam ficar bem. Me despedi reafirmando que estava com muito receio, afinal eles são a coisa mais importante da minha vida.

Depois de ouvir um “Eu te amo” dele, desliguei. Aquela foi a última vez que falei com meu pai.

Começo com a minha história porque perder alguém na pandemia é essencialmente traumático. A Covid-19 se demonstrou uma doença imprevisível, uma roleta-russa que nem a medicina sabia, a princípio, como desarmar. E não fui um caso isolado.

“As mortes por Covid-19 são completamente desestabilizadoras”, diz o psicólogo Rodrigo Luz, fundador do Instituto Pallium Brasil, que trabalha com suporte a pessoas em luto e cuidados paliativos.

“Os enlutados não chegavam antes com tantos sintomas de estresse pós-traumático, com tanta desorganização mental como agora. Vivemos o maior experimento psicológico do século, e os desafios se mostram ainda maiores”, interpreta.

Uma das consequências mais devastadoras da Covid-19 é o luto que tanta gente vivencia e vai se arrastar até depois do controle da doença. Entenda

Luto: temporal da dor

publicado originalmente em Veja saúde

Sonhos…por Walt Disney

“Um dia aprendi que sonhos existem para tornarem-se realidade. E, desde aquele dia, já não durmo pra descansar. Simplesmente durmo pra sonhar.”

💖 Walt Disney

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Cuidado coordenado: modelo que alia a atenção primária à secundária

Ao contrário do que muita gente pensa, sair do consultório médico com um monte de pedido de exames e receitas de medicamentos não é necessariamente sinônimo de tratamento eficaz. O ideal é que os profissionais conheçam o histórico de cada indivíduo, acompanhem a evolução da sua jornada de saúde e encaminhem a apenas o que for de fato preciso.

Um modelo de cuidado que alinha a atenção primária (por meio do médico de família) à secundária (especialistas de forma geral) oferece um cuidado integral, acompanhando o indivíduo bem de perto e investindo na prevenção e proteção da sua saúde, podendo, assim, combater até 80% do surgimento e da evolução de males.

É exatamente isso que a rede de clínicas DaVita Serviços oferece aos seus pacientes em suas 16 unidades espalhadas pela região metropolitana de São Paulo.

Proporcionando os benefícios de um tratamento completo, com a conveniência de disponibilizar tudo em um só lugar, a empresa diversificou o mix de serviços. Para os pacientes que precisam de um atendimento mais rápido, por exemplo, com sintomas agudos, como um mal-estar ou um trauma leve, existe o Atendimento Imediato. Já visando o tratamento contínuo, há o método de Médico de Família.

O cuidado médico integrado consiste no acompanhamento do paciente de perto e investimento na prevenção dos males

Cuidado coordenado: modelo que alia a atenção primária à secundária

publicado originalmente em Veja saúde

Pela primeira vez, cirurgiões transplantam rim de porco em um humano

Na última terça (19), cirurgiões americanos afirmaram ter realizado com sucesso o transplante do rim de um porco a um paciente humano diagnosticado com morte cerebral – em suporte artificial de vida e sem possibilidade de recuperação. O feito inédito, considerado um marco por especialistas na área, foi relatado ao jornal USA Today.

A cirurgia foi realizada no dia 25 de setembro no centro médico Langone Health, da Universidade de Nova York. Segundo o médico Robert Montgomery, que liderou o procedimento, o paciente foi observado durante um período de 54 horas e nenhum sinal de rejeição foi detectado. Pelo contrário: o rim passou a funcionar normalmente, produzindo urina e eliminando creatinina, substância produzida pelos músculos e que é despachada por esse órgão.

O rim veio de um porco geneticamente modificado, desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Revivicor e aprovado pela FDA (agência regulatória dos EUA, semelhante à nossa Anvisa) em dezembro de 2020 para uso como alimento ou potencial fonte para tratamentos humanos. 

Nos EUA, paciente com morte cerebral recebeu órgão de um animal criado a partir de edição genética – e que passou a funcionar imediatamente. Entenda.

Pela primeira vez, cirurgiões transplantam rim de porco em um humano

publicado originalmente em superinteressante

Radar da saúde: uma pandemia de perda auditiva e outros destaques

Mais de 1,5 bilhão de seres humanos convivem com a perda de audiçãosegundo a estimativa do projeto Global Burden of Disease em cima de dados colhidos em 2019. A iniciativa faz revisões e projeções de doenças pelo planeta com base em informações populacionais de centenas de países.

No caso do déficit auditivo, 62% dos indivíduos com o problema têm mais de 50 anos, e ao redor de 403 milhões de pessoas encaram prejuízos em nível moderado ou severo. Com o envelhecimento mundo afora, o trabalho prevê que, em 2050, haverá 2,45 bilhões de pessoas com perda de audição.

Isso conclama ações de prevenção e controle urgentes. Os pesquisadores encorajam medidas como o rastreamento de déficit auditivo na infância, o manejo de infecções capazes de comprometer o ouvido e o maior acesso a aparelhos auditivos e procedimentos como o implante coclear.

Levantamento internacional indica que uma em cada cinco pessoas no mundo sofre com algum grau de prejuízo para ouvir. Veja esta e outras notícias

Radar da saúde: uma pandemia de perda auditiva e outros destaques

publicado originalmente em Veja saúde

Assista a “Repórter Eco | 17/10/2021” no YouTube

Um programa que a gente espera a semana inteira?….

Ecologia, resistência, paisagens lindas e gente que faz a diferença.

Repórter Eco por aqui!

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