Covid-19 e dengue em alta no mesmo lugar: atenção redobrada

Por Fabiana Schiavon

Nas últimas semanas, algumas cidades brasileiras viram uma elevação tanto nos casos de Covid-19 como nos de dengue.Ao cruzar os dados por todo o país, o Grupo Pardini registrou a coexistência das duas doenças em locais como Palmas (TO), São Paulo (SP) e Goiânia (GO), por exemplo. A alta de Covid aconteceu devido à disseminação da variante Ômicron, uma cepa com maior capacidade de contaminação. Mas e a dengue? Vale lembrar que, segundo o Ministério da Saúde, nos dois primeiros meses de 2022 houve um aumento de 43,3% na incidência da doença em relação ao ano passado – os estados de Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal são as regiões líderes nesse aspecto. Há algumas explicações por trás desses números. A primeira é a subnotificação de casos de dengue nos últimos dois anos, já que muita gente não conseguiu atendimento ou teve medo de procurar uma unidade de saúde durante a pandemia de coronavírus. O período de chuvas, bastante intenso neste início de 2022, também abre mais espaço para a circulação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Afinal, a combinação de calor com acúmulo de água facilita a proliferação do inseto. 

+ LEIA TAMBÉM: O novo cerco à dengue “Além disso, os picos da dengue ocorrem a cada dois ou três anos. O último foi em 2019. Então, esse é um ano de maior preocupação”, conta Melissa Valentini, infectologista do Grupo Pardini. Os surtos também mudam de região de tempos em tempos porque há quatro sorotipos de dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), e eles se revezam em temporadas e localidades. Quem pega um tipo não fica imune aos demais. Inclusive, se essa pessoa for infectada de novo, só que por outro sorotipo, pode até apresentar sintomas mais graves em comparação à vez anterior.

Por que convivência dos dois vírus é preocupante?

Em primeiro lugar, com mais gente doente, corremos o risco de ver hospitais e unidades de saúde lotados. Fora que não é fácil distinguir os dois quadros em casa: eles têm sintomas parecidos. E a automedicação – que já não é indicada para nenhuma doença – se torna especialmente perigosa ao falarmos da dengue. Veja só: é proibido o uso de anti-inflamatórios, como ácido acetilsalicílico (ou AAS), ibuprofeno e diclofenaco, devido ao risco de sangramentos. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Nos dois cenários, o ideal é manejar os sintomas e se hidratar bastante. Mas, novamente, a dengue tem suas particularidades. “Quando ela passa a ser grave, é preciso hidratar o paciente com soro e monitorá-lo antes que a doença se desenvolva”, explica Melissa. Não é impossível ser infectado pelo vírus da dengue e o coronavírus ao mesmo tempo. No entanto, esse é um fenômeno ser extremamente raro. O mais comum, segundo Fernando de Oliveira, infectologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, é pegar uma doença e, depois, a outra.

Sintomas e diagnóstico

“É preciso ter um olhar cuidadoso. A dengue causa uma febre alta repentina, manchas pelo corpo após o quinto dia e um mal-estar geral. Dificilmente a pessoa terá sintomas no trato respiratório, que, por sua vez, é o foco da Covid-19”, assinala Melissa. O coronavírus ainda mostra predileção pelo aparelho digestivo, enquanto o vírus da dengue compromete principalmente o sistema vascular. 

LEIA TAMBÉM: Covid-19 e dengue: quais as diferenças e semelhanças? “Na hora da avaliação, os médicos também devem considerar quais os vírus em maior circulação na região em que a pessoa está. Não dá para descartar o zika e o chikungunya, por exemplo. Nesse período, é preciso ampliar o olhar”, alerta Melissa. “Em algumas situações, apenas exames laboratoriais podem dar o diagnóstico final”, informa Oliveira. Testes e autotestes de Covid estão mais disponíveis em postos de saúde e farmácias. Para a dengue, o mais comum é realizar o exame de sangue. “Há opções de PCR para os arbovírus (transmitidos por mosquitos), mas eles não são custeados pelo sistema público, e têm valor alto na rede privada, o que dificulta o diagnóstico”, pondera Melissa. Na dúvida, o melhor caminho é buscar o apoio médico. “Hoje, a teleconsulta é uma boa ferramenta para eliminar possibilidades e ter um direcionamento sobre como agir”, observa a infectologista do Grupo Pardini. Oliveira ressalta que, na presença de sintomas mais graves, aí não tem que pensar duas vezes: é crucial procurar por atendimento. Alguns desses sinais são: dificuldade para respirar, aumento dos batimentos cardíacos, febre constante, sangramentos, sonolência excessiva, vômitos frequentes e dores abdominais.

Prevenção

Evitar a Covid e a dengue são desafios completamente diferentes. Contra o novo coronavírus podemos contar com as vacinas, que impedem casos graves e mortes, e também com o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento. A transmissão do vírus da dengue depende da circulação do Aedes aegypti. Por isso, combater o mosquito é a melhor forma de prevenção. Veja algumas dicas:

  • Não deixe acumular água no quintal, nos pratos das plantas e em outros recipientes
  • Tampe bem as caixas d’água
  • Piscinas devem ser higienizadas com regularidade, e cobertas de lona para manter o tratamento com o cloro. As bordas são um convite para as larvas e precisam estar sempre limpas
  • Previna-se com repelentes e inseticidas
  • Fique atento a calhas e lajes que possam servir de reservatório de água
  • Cuide bem do lixo. Não deixe resíduos a céu aberto e denuncie entulhos abandonados nos bairros

A disseminação da variante Ômicron e a temporada de calor e chuva contribuíram para o aumento das duas doenças. Sintomas podem ser confundidos

Covid-19 e dengue em alta no mesmo lugar: atenção redobrada

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Verde…por Mágica Mistura

Trago o verde para minha vida

Nada é mais imprescindível…mais palpável

Que falta faz aos humanos essa cor

Perdidos no cinza,no caos do “ter”, perdidos

Nossa essência é verde, natural…sem complicações

Tornamos sofrido e difícil o que nos foi presenteado tão singelo, tão doce

Se o caminho é árduo,caminhe no verde

A leveza te envolverá,sinta… toque,viva

Terra, água, fogo e ar…. tão sucinto… tão completo

Andemos no verde,bailemos as músicas da vida nessa melodia pura e bela

Abraçadores de árvores…bixo grilo…que venha o verde e tome de volta tudo que é seu🌿

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Assista a “karma prejudicial produzido por mim | Jornada da Quarentena ep 35 | Monja Coen” no YouTube

Palavras carinhosas fazendo refletir sobre nossa existência e a interação com os outros.

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Uma história de vida incrível, uma carreira de sucesso.

Conheça um pouco mais de Hedy Lamarr.

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Assista a “TRANSCEDÊNCIA segundo NICOLAU DE CUSA -Prof. Ana Cristina Machado, da Nova Acrópole” no YouTube

Cultura e conteúdo relevante para raciocinar?

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Professora Ana Cristina Machado.

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Mente e Alma…por Helena Blavatsky

“A mente é qual um espelho; colhe pó enquanto reflete; são necessárias as suaves brisas da sabedoria da alma para limpar o pó de nossas ilusões.Procura, ó principiante, fundir tua mente e alma.”

🍀Helena Blavatsky

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Radar da saúde: gravidez não planejada ainda é regra no Brasil

Por Diogo Sponchiato

A falta de conhecimento sobre os métodos de contracepção e a importância do planejamento familiar conspira para que 62% das brasileiras com acesso à internet já tenham passado por uma gravidez não programada. O dado vem de uma pesquisa da Bayer e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) realizada pelo Ipec com uma amostra de mil mulheres. Praticamente metade daquelas que engravidaram sem se planejar deu à luz pela primeira vez entre os 19 e os 25 anos. Ao comparar o índice de 62% com o de um estudo anterior, feito em 2011, foi possível detectar um aumento na taxa, que antes era de 55% — a média global é 40%. Suprir as lacunas de informação e ampliar o acesso das brasileiras a contraceptivos (pílula, preservativo, DIU…) é um caminho incontornável para reverter esse fenômeno capaz de afetar a saúde da mãe e do bebê e a própria economia doméstica.

Passado: 120 anos da teoria dos cromossomos

Dois cientistas, o alemão Theodor Boveri e o americano Walter Sutton, propuseram, de forma independente, que os cromossomos seriam a chave para entender a transmissão das características hereditárias, tese corroborada pelas descobertas sobre o DNA que viriam mais tarde. Cromossomos são os pacotes de genes que herdamos dos nossos pais.

Futuro: nanocápsulas de prata versus bactérias resistentes

A solução engenhosa vem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e se baseia em nanopartículas que permitem levar agentes bactericidas a pomadas e outros produtos e materiais. O foco de atuação seriam micróbios multirresistentes, um problema de saúde pública e extremamente preocupante no ambiente hospitalar.

Um lugar: Nova Zelândia vai proibir venda de cigarros para jovens

Aplaudido por uns, controverso para outros, um projeto de lei desse país visa banir a venda de tabaco para cidadãos nascidos após 2008. O objetivo é um só: impedir que a nova geração comece a fumar e pegue gosto pela coisa. Afrontas à liberdade de escolha foram apontadas pelos críticos. Os defensores alegam que o cigarro vicia e provoca estragos à saúde e aos cofres públicos.

Um dado: 16 dólares poupados a cada dólar investido em vacinas

Eis o custo-benefício da aplicação das vacinas segundo um estudo destacado pelo professor canadense de origem tcheca Vaclav Smil no livro Os Números Não Mentem, da Editora Intrínseca (clique para ver e comprar). Na obra, ele explica como a matemática ajuda a entender questões tão diversas como pandemias, tendências alimentares, expectativa de vida e impactos ambientais.

Uma frase: Claudia Feitosa-Santana

“A busca por uma vida mais feliz sempre vai ter espaço para oscilações (…) Entretanto, quanto mais consciente ficamos das oscilações, mais podemos nos aproximar do caminho do meio, evitando a montanha–russa de estados atormentadores e debilitantes. Isso quer dizer que é possível evitar que eles venham a acontecer? Não, mas conseguimos lidar melhor com a transitoriedade e, por consequência, essas situações se tornam menos frequentes e mais proporcionais. Se estou muito feliz, preciso me lembrar de que momentos tristes virão. Por outro lado, se estou triste, devo pensar que vai passar. Precisamos treinar a mente para ganhar mais controle sobre como nos sentimos a fim de, então, termos mais controle sobre nossa vida.” Claudia Feitosa-Santana, neurocientista, no livro recém-lançado Eu Controlo Como Me Sinto, da Editora Planeta (clique para ver e comprar)

Mais de 60% das mulheres no país não programaram a gestação. Veja este e outros destaques no nosso radar mensal

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Aranhas realizam ataques coordenados para capturar presas

A maioria das aranhas tem uma vida solitária. Apenas vinte das cerca de 50 mil espécies conhecidas vivem em colônias e adotam comportamentos baseados na cooperação – desde dividir teias até cuidar de filhotes uns dos outros. Há, porém, uma atividade ainda mais rara entre os aracnídeos: a caça em bando.

É o caso da espécie Anelosimus eximius – pequenas aranhas vermelhas, nativas da América Central e do Sul. Elas vivem em colônias de até milhares de indivíduos e trabalham juntas para construir teias gigantes que se estendem por vários metros. 

Quando um inseto (como uma mariposa ou um gafanhoto) fica enroscado na teia, a colônia começa um ataque sincronizado: as aranhas movem-se em direção à presa, ao mesmo tempo, parando a corrida algumas vezes para garantir que todas cheguem juntas ao destino. (Você pode observar o comportamento neste vídeo.)

Assim, as aranhas são capazes de capturar presas que são até 700 vezes mais pesadas do que elas mesmas – uma refeição melhor do que a que poderia ser obtida em um ataque solo. Mas ainda não estava claro como os indivíduos da espécie combinam seus movimentos.

Para entender o comportamento de caça, uma equipe de cientistas liderada por Raphaël Jeanson, da Universidade de Toulouse (França), estudou duas pequenas colônias de Anelosimus eximius na Guiana Francesa – com uma média de 25 aranhas.

Aranhas sociais da espécie “Anelosimus eximius” constroem teias que se estendem por vários metros.

Parte do trabalho foi observar os movimentos dos animais. Para isso, os cientistas atraíram as aranhas colocando uma isca em suas teias – uma mosca morta presa a um pequeno motor. A partir dele, a equipe podia controlar o padrão e a intensidade de vibração da isca na teia, simulando os movimentos de uma presa.

Depois de fazer os experimentos e gravar o comportamento das aranhas, os cientistas recorreram a simulações feitas em computador – que puderam criar mais cenários de caça do que aqueles capturados só pela observação.

Os resultados do estudo, publicados no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostraram que as aranhas coordenam seus movimentos de ataque a partir das vibrações que elas mesmas causam na teia – não só das vibrações causadas pela presa.

À medida que as aranhas sentem a vibração causada por um inseto que se enroscou na teia, elas começam a correr em sua direção. Mas, como os passos delas também causam vibrações, gera-se um ruído que pode atrapalhar na detecção da presa. Por isso, elas fazem pausas.

Jeanson compara o comportamento com uma situação que nós conhecemos bem: quando há muitas pessoas conversando em uma sala, e um telefone começa a tocar. Para encontrar a fonte do barulho, todos precisam fazer silêncio. Algo semelhante acontece entre as aranhas, que precisam parar de correr (e balançar a teia) para localizar a presa.

E, dependendo de seu tamanho, a presa cria vibrações diferentes na teia. Um inseto maior, por exemplo, faz a teia vibrar com mais intensidade. Nesse caso, as aranhas precisam fazer menos pausas, pois o ruído de seus passos não atrapalha tanto o ataque.

Elas param e retomam a corrida à presa simultaneamente, e não há um indivíduo líder que coordene os movimentos: como um efeito bola de neve, quando uma aranha se move, as outras se movem junto.

Esse ataque coordenado pode levar um tempo, mas, segundo as descobertas dos cientistas, aumenta a capacidade das aranhas de detectar presas e otimiza seu desempenho de caça.

Estudo mostrou que insetos da espécie Anelosimus eximius coordenam os movimentos a partir de vibrações em suas teias. Entenda.

Aranhas realizam ataques coordenados para capturar presas

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