Ao sabor do vento novo me larguei. Com as velas da esperança infladas e com a bagagem de gratidão cheia até transbordar, parti nos oceanos da vida abastecida de toda vontade de me superar.
A Terra contém ferro e níquel derretidos, na forma líquida. Conforme esses metais se movem e se misturam, a interação entre eles gera um campo magnético – que envolve todo o planeta e pode ser detectado por pombos, tartarugas, tubarões e algumas espécies de aves migratórias, que o utilizam para se orientar (em 2019, uma experiência feita no Instituto de Tecnologia da Califórnia revelou que o cérebro humano também consegue detectar, em um nível inconsciente, o campo geomagnético (1)).
Ele também se desloca com o tempo: desde o começo do século 20, o polo norte magnético está indo do Canadá para a Sibéria. A novidade é que, além desses fenômenos, também há uma oscilação rápida e misteriosa.
Um estudo publicado por cientistas franceses (2) constatou que, a cada sete anos, aparece uma onda magnética na região da linha do Equador, que se desloca para oeste na velocidade de 1.500 km por ano.
Os pesquisadores descobriram isso analisando registros de satélites (dotados de sensores magnéticos) entre 1999 e 2021. Segundo eles, a onda poderá ajudar a entender a formação do campo geomagnético – e prever melhor suas futuras mudanças.
Fontes (1) Transduction of the Geomagnetic Field as Evidenced from alpha-Band Activity in the Human Brain. J. Kirschvink e outros, 2019. (2) Satellite magnetic data reveal interannual waves in Earth’s core. N Gillet e outros, 2022.
Estudo revela que o geomagnetismo sofre flutuações periódicas – e enigmáticas.
O Autonomous Robot Evolution, criado pela Universidade de York (Reino Unido) e mais três instituições europeias, pretende usar software e hardware para reproduzir a seleção natural – e criar um grupo de robôs capazes de evoluir sozinhos.
Eles seriam submetidos a uma série de tarefas, com os mais adaptados “cruzando” entre si para dar origem a novos robôs – que herdariam as características dos “pais”. Os pesquisadores já estão testando o conceito (1) com robôs pequenos e simples (os primeiros protótipos têm aproximadamente 15 cm, duas rodinhas e um motor).
Máquinas poderão se aperfeiçoar sozinhas – e gerar descendentes.