Portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), que lhe tirou quase todos os movimentos do corpo, o físico Stephen Hawking conseguia se comunicar por meio de um gerador de fala. Esse sistema usava um sensor infravermelho nos óculos do gênio para rastrear pequenos movimentos, quase imperceptíveis, no rosto de Hawking. Era com mínimas contrações nas bochechas que o físico britânico conseguia comunicar ao gerador o que ele queria falar.
Num futuro próximo, pacientes dessa doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, provocando uma paralisia motora irreversível, podem ter uma maneira muito mais fácil de “falar”. Isso graças a uma tecnologia de interface entre cérebro e computador, que praticamente lê os pensamentos do indivíduo – um sonho futurista que acaba de se transformar em realidade.
Neste começo de julho, no hospital Mount Sinai West, em Nova York, um paciente com ELA recebeu, num vaso sanguíneo de seu cérebro, um implante de interface do órgão com computador – produto da startup de tecnologia Synchron. Esse dispositivo, chamado stentrode, usa 16 eletrodos para monitorar a atividade cerebral e registrar o disparo de neurônios quando uma pessoa pensa. Ele então consegue ler os sinais emitidos pelos neurônios, amplificá-los e enviá-los para um computador ou smartphone via Bluetooth.
É assim que o stentrode traduz os pensamentos do indivíduo, permitindo que a pessoa recupere capacidades que a doença já havia lhe tirado. O paciente no hospital nova-iorquino já está numa fase avançada da esclerose, perdeu toda a sua capacidade de falar e se mover. Mas os médicos e os pesquisadores da Synchron esperam que ele consiga se comunicar por e-mail e mensagens de texto, apenas pensando. Uma expectativa que tem razão de existir.
Traduzindo sinais dos neurônios, implante permite que pessoas com a mesma doença degenerativa de Stephen Hawking usem o WhatsApp e mandem e-mails.
Às vezes você fica um pouco frustrado com o resultado de seu trabalho? Bem, isso acontecia até com Van Gogh.
O pintor holandês escondeu um autorretrato no verso da pintura Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa), de 1885, com camadas de cola e papelão. A imagem só foi encontrada recentemente por uma equipe técnica das Galerias Nacionais da Escócia (NGS, na sigla em inglês).
A descoberta aconteceu por acaso quando Retrato de Mulher passou por uma radiografia antes de aparecer em uma exposição da Academia Real Escocesa (“A Taste for Impressionism”, que ocorre neste mês de julho).
Escondida no verso de outra pintura, a obra foi encontrada a partir de raios X. Entenda por quê – e como Van Gogh reutilizava suas telas.