E se astronautas fizessem pit stop em asteroides com plantações de hortaliças? Parece ficção científica, mas alguns pesquisadores trabalham para que esse cenário se torne realidade no futuro.
Em um experimento, alface, rabanete e pimentas cresceram em misturas de turfa e um material que imita fragmentos de rocha e solo de um tipo de asteroide que contém fósforo e potássio em sua superfície – nutrientes que poderiam favorecer o desenvolvimento das plantas.
Esse é um dos estudos que nascem de um problema sobre a dieta dos astronautas. Ela geralmente consiste em alimentos desidratados e de preparação rápida, porque não é possível levar alimentos frescos (que demandam conservação adequada, com refrigeradores) para o espaço.
Isso não só significa refeições pouco interessantes e nutritivas, mas também dificulta missões de longo prazo – porque, claro, passar muito tempo no espaço demandaria carregar muitos suprimentos. Então a agricultura espacial pode ser o próximo passo em direção à sustentabilidade no espaço, como escrevem os pesquisadores do novo estudo, publicado no Planetary Science Journal.
Alface, rabanetes e pimentas vingaram. Experimento investiga a possibilidade de uma futura agricultura espacial.
Todo apaixonado por animais fala com seu bichinho de estimação. E traduz, à própria maneira, gestos, lambidas e rabos abanando. Mas gostaria mesmo é de ter certeza do que o pet quer “dizer”. Talvez esse sonho não esteja tão longe de se tornar realidade.
O Earth Species Project (ESP) é um grupo da Califórnia, sem fins lucrativos, que almeja justamente isso: decodificar a comunicação animal usando uma forma de inteligência artificial com machine learning. Além de fazer a alegria dos donos de animaizinhos, isso, claro, seria uma revolução na forma como os tratamos (e como os protegemos). Para se ter uma ideia, foi um álbum de canções de baleias de 1970 que estimulou a proibição de caça a esses gigantes marinhos.
Earth Species Project almeja aplicar machine learning para associar dados de áudio com comportamentos de cada animal. De todos, aliás.
O valor calórico da comida é, literalmente, a quantidade de calor (ou energia) gerada por ela. O teor dos alimentos é contado em quilocalorias (kcal). Portanto, a cada 1 000 cal, temos 1 kcal. Mas você sabe como se descobre esse número? Descubra a seguir:
1. Bota na panela
O jeito clássico — e já nem tão usado hoje em dia — de determinar as calorias de um alimento é usar um equipamento chamado calorímetro. Tudo começa inserindo o item em questão dentro de uma câmara selada, fechando o compartimento e inundando os arredores com água.
2. Pega fogo
Essa câmara recebe oxigênio numa quantidade superior à atmosférica, e um fio de ignição, conectado a uma rede elétrica, promove um curto-circuito para queimar o alimento. O calor gerado pela combustão aquece a água ao redor. E esse aquecimento é medido por um termômetro.
3. Sai calor
Uma caloria é a energia necessária para aquecer 1 grau de temperatura em 1 grama de água. Por exemplo, se a água aqueceu 20 graus, o item contém 20 calorias. A medida é um pouco limitada, pois considera todo o calor gerado, e nem tudo é consumido pelo organismo.
Como é feito na prática
Caloria não é tudo
Essa é uma máxima famosa no mundo da nutrição — e faz todo o sentido. O número é importante, especialmente num programa de emagrecimento, que vai obedecer à regra de gastar mais e consumir menos energia. Mas cada caloria é uma caloria.
Vejamos o pão integral e o pão branco: ambos têm uma quantidade similar delas, mas o primeiro traz mais fibras, que desaceleram a digestão e ainda promovem benefícios à saúde. É por isso que refrigerante, salgadinho e outros ultraprocessados são considerados fontes de “calorias vazias”. Eles trazem calorias — e mais nada!
Saiba como a indústria determina esse número e como interpretá-lo no mercado