“Disse o Mestre Jesus: olhai os lírios do campo e os pássaros do céu … Cristo,como sempre, têm razão. Eles não têm a preocupação de vestir-se, juntar dinheiro ou de ser melhores do que os outros…eles são o que são: magníficos em sua simplicidade.”
Quando se trata da narrativa da vida dos santos, o termo correto é hagiografia (hagios, “santo”; graphía, “escrever”). Essas histórias, geralmente bastante elogiosas aos biografados, vêm sendo registradas desde o cristianismo primitivo, mas ficaram populares mesmo durante a Idade Média, quando a Igreja Católica e os autores religiosos se tornaram especialmente criativos. Foi quando povoaram o imaginário popular com os santos mais improváveis.
Santo Expedito, celebrado no dia 19 de abril, está na lista dos que não devem jamais ter existido. Tanto que o próprio Vaticano o excluiu de seu calendário oficial durante o concílio realizado entre 1962 e 1965.
Celebrado em 19 de abril, virou padroeiro dos procrastinadores. Mas a devoção a ele é fruto do engano de um convento francês.
Quanto tempo você levaria para caminhar 724 quilômetros, distância equivalente a uma viagem de Belo Horizonte até Brasília?
Esse era o tamanho do percurso da maioria dos campeonatos de pedestrianismo, esporte que virou febre nos Estados Unidos no final do século 19 e que consistia, basicamente, em observar homens bigodudos andando em círculos. Pouco atrativo? No auge de popularidade, essas competições, que duravam seis dias (o que dava 120 km de caminhada por dia, em média) atraíam mais de 10 mil pessoas, que apostavam milhares de dólares em atletas patrocinados.
Atletas patrocinados, arenas com milhares de espectadores e champanhe para aguentar as maratonas. Bem-vindo ao mundo do pedestrianismo.