Fotografia: geogphotos/Alamy Por Helena Horton para o “The Guardian”
Pesquisa considera o esquema de garantia agrícola e alimentar ineficaz para ajudar os agricultores a reduzir o uso de produtos químicos nocivos Um pulverizador químico em ação. Estudos recentes revelaram declínios globais alarmantes nas populações de insetos devido em parte ao uso de agrotóxicos.
«Não vejo delegação para quatro patas. Não vejo um assento para as águias. Esquecemos e nos consideramos superiores. Mas, afinal, somos apenas parte da criação. E temos que considerar isso para entender onde estamos. E estamos parados em algum lugar entre a montanha e a formiga. Em algum lugar e apenas lá como parte integrante […]
Em paralelo à corrida das vacinas, a indústria farmacêutica trabalha para criar medicamentos antivirais eficazes contra a Covid-19. A ideia é que, em caso de infecção, essas fórmulas ajudem a barrar a replicação do vírus no organismo e, assim, impedir sua ação e as formas graves da doença. Já existem dois remédios dessa classe aprovados em diversos países e recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas que ainda estão na fila de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): Paxlovid, da Pfizer, e o molnupiravir, da Merck. Entenda melhor como funcionam e por que seria uma ótima contar com eles.
O Paxlovid
Ele é composto por duas drogas, o nirmatrelvir e o ritonavir, este segundo já utilizado contra o HIV e a hepatite C. O nirmatrelvir foi desenvolvido especificamente para combater o Sars-CoV-2. “Para que esse composto atingisse um nível adequado de concentração no sangue, foi adicionado o já conhecido ritonavir, que inibe a metabolização de medicamentos, ou seja, serve para modular a ação do primeiro”, explica Alexandre Naime, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Desde 2003, o nirmatrelvir já vinha sendo estudado para combater a epidemia de Sars (síndrome respiratória aguda grave). “Ele se mostrou, em estudos in vitro, um potente inibidor de protease, uma enzima usada pelos coronavírus para se replicar”, explica Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil. Como as enzimas proteases dos vírus responsáveis pela Sars e Covid-19 são semelhantes, o laboratório começou novos testes já no início da pandemia e chegou à conclusão de que a droga poderia ser eficiente também contra o novo coronavírus, desde que utilizada em conjunto com substância moduladora. “Essa coadministração faz com que o medicamento permaneça ativo no corpo por períodos mais prolongados, ajudando a combater o vírus”, reforça Adriana. “Ou seja, o ritonavir não tem atividade antiviral contra o Sars-Cov-2, mas serve como potencializador da ação do nirmatrelvir”, completa.
Além da aprovação, o grande desafio é garantir que esses e outros tipos de medicamentos com eficácia já provada cheguem ao sistema público de saúde
A área coberta por gelo na Noruega diminuiu em 14% nos últimos dezesseis anos, e essa consequência das mudanças climáticas está rendendo várias descobertas aos arqueólogos: conforme as geleiras derretem, surgem objetos deixados por pessoas que viveram nas redondezas há milhares de anos.
A região montanhosa de Sandgrovskardet é um exemplo. Os primeiros achados aconteceram por lá em 2013, mas uma grande expedição de pesquisa só aconteceu em 2018 – porque a equipe envolvida teve de priorizar outros locais com derretimento de geleira, segundo o arqueólogo Lars Pilø.
A missão acaba de ter seu relatório publicado, e os achados da vez foram cinco flechas e 40 esconderijos construídos por caçadores de renas. Três flechas datam de 300 a 600 d.C. e ainda possuem uma ponta de ferro preservada. Das outras, que datam de 800 a.C., restaram apenas as hastes de madeira.
Os esconderijos são formados por uma parede de rocha em forma de semicírculo, atrás da qual os caçadores se escondiam. Eles provavelmente não moravam nesse local, a cerca de 1,8 mil metros acima do nível do mar: os assentamentos ficavam nos vales, e as “estações de caça” nas montanhas.
Os arqueólogos também encontraram 77 ossos e chifres de rena, além de 32 pedaços de madeira chamados de scaring sticks (“gravetos para assustar”), que tinham um papel importante na caça às renas.
Eles são comumente encontrados por arqueólogos glaciais na Noruega junto a flechas. Trata-se de varas de madeira com cerca de um metro de comprimento, que geralmente possuem um objeto leve e móvel preso ao topo, como uma bandeira fina de madeira, que balança com o vento.
Antes da caça, os caçadores colocavam estes objetos na vertical no gelo, formando uma trilha – da qual as renas se afastariam. Assim, os animais eram conduzidos até o local de esconderijo dos caçadores, de onde estes atiravam as flechas.
Junto às flechas, arqueólogos encontraram esconderijos e outros objetos construídos por caçadores de renas.