Não é só entre a espécie humana que a perda de alguém querido dá início a um processo de luto. Expressões de pesar já foram observadas entre grandes macacos, golfinhos, pássaros e elefantes – estes, por exemplo, se movem de maneira lenta e deprimida após a morte de um parente.
Entre os cães, mudanças de comportamento depois da morte de um companheiro canino já tinham sido percebidas por tutores, mas não haviam sido estudadas por cientistas. Até agora.
Para descobrir se cachorros também passam por algo semelhante ao luto, uma equipe de pesquisadores liderada por Federica Pirrone, especialista em comportamento animal da Universidade de Milão, consultou 426 voluntários que perderam um de seus cães enquanto outro permaneceu vivo. Eles foram entrevistados após responderem a um questionário online sobre o comportamento e as emoções de seus cães sobreviventes.
Pesquisa inédita investigou essa tristeza profunda entre cães. 86% dos animais tiveram mudanças de comportamento após a perda de um companheiro canino.
Ainda que não sejam tão ameaçados pelo vírus Sars-CoV-2 como nós, humanos, alguns animais são suscetíveis à infecção, sobretudo felinos, primatas e mustelídeos (família que engloba furão, texugo, lontra…). Por isso, a farmacêutica Zoetis decidiu criar e estudar um imunizante específico para os bichos. Aprovado para uso experimental nos Estados Unidos, ele começa a ser testado no Brasil no Zoológico Municipal de Curitiba — o grupo que receberá o produto inclui de chimpanzés a tigres. O objetivo é entender até que ponto a fórmula blinda os animais e ajuda a quebrar a cadeia de transmissão viral. Por enquanto, nenhum animal doméstico será vacinado no país.
Estudo vai avaliar imunizante próprio para animais no Zoológico de Curitiba
“Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir – nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.”
Sou filho de Deus e herdeiro da Criação.
O amor, divina luz, fulgura em mim.
Meus pensamentos renovam-me em ação incessante.
Cresço para a perfeição com o meu trabalho de cada dia.
Em abril de 2021, quando as tensões na fronteira do leste da Ucrânia com a Rússia já se intensificavam, o governo de Kiev, capital do país, divulgou um mapa com quase 3 mil lugares que poderiam servir como abrigos antibomba, para o caso de um ataque. Das 52 estações de metrô da cidade, 47 estavam na lista.
Desde a última quinta (24), quando o exército russo começou a bombardear dezenas de cidades ucranianas, milhares de pessoas buscaram abrigo em estações de metrô. Além de Kiev, Kryvyi Rih, Dnipro e Kharkiv possuem sistemas metroviárias. Kharkiv, segunda maior cidade do país, com 1 milhão de habitantes (Kiev tem 2,9 milhões), teve um prédio do governo atingido por um míssil cruzeiro nesta terça-feira (1). Ao menos dez pessoas morreram e 35 ficaram feridas.
O metrô ucraniano é profundo. Em Dnipro, todas as seis estações estão a 70 metros debaixo da terra. Em Kiev, a estação Arsenalna, próxima ao centro da cidade e do rio Dniepre, é a mais profunda do mundo, com 105,5 m de profundidade.
Em comparação, as estações Pinheiros e Paulista da Linha Amarela do metrô de São Paulo têm 30 m e 40 m de profundidade, respectivamente. Nem a futura estação Higienópolis-Mackenzie da Linha Laranja, que será a mais profunda da América Latina, com 69 m, chegará perto.
Não é por acaso. O regime soviético construiu 770 estações em 19 cidades espalhadas pelo bloco comunista, e quase todas compartilham as mesmas características. São profundas e equipadas com exaustores e medidores de radiação (se uma guerra nuclear começasse, elas serviriam de abrigo). São também suntuosas e com uma arquitetura imponente – não ficam devendo para nenhum museu ou hotel de luxo. Vamos entender por quê.
Usadas como refúgio ante aos ataques russos, elas são profundas e suntuosas – assim como quase todas as estações construídas durante o regime soviético. Entenda.