A nitazoxanida tiazolida (NTZ) é um medicamento antiparasitário, que inibe o desenvolvimento e a proliferação de uma variedade de protozoários, vermes, bactérias e vírus agressivos ao organismo. No caso das infecções virais, o remédio combate as causadas pelos rotavírus e norovírus, que provocam as gastroenterites – inflamação que pode atingir o estômago e o intestino. Age, ainda, contra parasitas como os nematódeos (a lombriga e o bicho-geográfico são dessa categoria), os cestoides (a solitária entra na lista) e os trematódeos, classe que afeta vasos sanguíneos, pulmões e fígado, além do trato gastrointestinal. O fármaco é também eficaz contra os parasitas que provocam diarreia como Giardia lamblia, Entamoeba histolytica e Cryptosporidium Parvum. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp]
Como ela age no organismo?
A nitazoxanida destrói a ação dos protozoários ao inibir uma enzima indispensável à vida desses micróbios, chamada de piruvato-ferredoxina oxidorredutase, segundo Rosana Paiva, médica e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É também agindo diretamente na estrutura de alguns vermes e vírus que o medicamento impede que esses inimigos continuem habitando o organismo.
Nitazoxanida funciona contra a Covid-19?
Essa substância não tem a mesma efetividade contra vírus que provocam doenças respiratórias, como o Sars-Cov 2 e o influenza. Foram realizados estudos, no passado, na tentativa de utilizar o medicamento contra a Covid, porém sua eficácia não ficou comprovada. O máximo de efeito produzido foi uma discreta redução da carga viral em um estudo brasileiro, mas sem diferença na evolução da doença. Ou seja, o remédio não acelerou a recuperação das pessoas ou foi capaz de evitar o agravamento do quadro. Mesmo assim, por causa dessas hipóteses, ele chegou a fazer parte do polêmico “kit Covid” contra a doença.
Medicamento é utilizado para infecções gastrointestinais, como antidiarreico, e também combate diversos tipos de bactérias e vermes
Uma misteriosa sacola cor de rosa foi deixada no chão da biblioteca da Universidade de Cambridge, Inglaterra. O saco não iria para a seção de achados e perdidos: era um presente para Jessica Gardner, a diretora do local. “Feliz Páscoa”. Para a surpresa de todos, o que a sacola guardava eram dois valiosos cadernos de Charles Darwin, desaparecidos há duas décadas.
“Meu sentimento de alívio pelo retorno seguro dos cadernos é quase impossível de expressar adequadamente”, disse Gardner em comunicado. Quando o roubo foi constatado, em 2020, a universidade publicou um apelo em seu site para devolução dos manuscritos do naturalista inglês, e a polícia local começou uma investigação junto à Interpol.
São dois pequenos blocos de notas que contêm, cada um, um pedaço de papel colado à capa de couro com uma letra manuscrita para identificação (B e C). Avaliados em milhões de libras, são inestimáveis para a história da ciência. Foi nestes cadernos – e nos blocos D, E e F seguintes – que Darwin rabiscou ideias que o levariam à teoria da evolução pela seleção natural.
Cadernos roubados reapareceram misteriosamente na biblioteca de Cambridge e estão bem preservados.
O caderno B, por exemplo, inclui o famoso esboço que o naturalista fez em 1837 da “árvore da vida”: um esquema ramificado da evolução das espécies a partir de um ancestral comum, desenhado abaixo da anotação “Eu acho”. (Você pode entender a importância desses textos nesta matéria da Super.)
Os blocos de notas foram retirados das salas fortes de coleções especiais da biblioteca em 2000, para digitalização. O trabalho foi concluído em novembro do mesmo ano, mas, em uma checagem de rotina feita em janeiro de 2001, os funcionários perceberam que o material não estava em seu devido lugar.
Iniciou-se a maior busca da história da biblioteca, e os cadernos não estavam em canto nenhum. Acionou-se as autoridades, e o desaparecimento veio a público em 2020. Foram 21 anos sem notícias dos manuscritos e 15 meses de buscas policiais, até a sacola cor de rosa ser abandonada no chão por um anônimo, em 9 de março de 2022, em um local do prédio que não é coberto por câmeras de segurança.
O material com anotações do naturalista sobre a teoria da evolução estava desaparecido há 21 anos – e reapareceu misteriosamente. Entenda.
“Sinceramente…o que está acontecendo? Tantos recursos à mão, tecnologia e inovações. E a humanidade regredindo como se todos os milênios de evolução tivessem sido reduzidos a satisfazer seu próprio ego. É bom lembrar que tudo têm seu preço.”