Tempo…por Cecília Meireles

“Não seja o de hoje.
Não suspires por ontens…
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.”

🌹Cecília Meireles

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Doçura… por Mágica Mistura

“Desafio diário : ser paciente, ouvinte e seletivo. Ah, e usar doses extras de doçura para superar o mau humor que virá, você precisa prová-lo , é ele que tempera nosso aprendizado .”

✨ Mágica Mistura

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Florestas tropicais cruciais foram destruídas a uma taxa de 10 campos de futebol por minuto em 2021!

Um barco em alta velocidade no rio Jurura, no coração da Floresta Amazônica brasileira, em 15 de março de 2020. A maior porção floresta tropical perdida em 2021 passado foi no Brasil Por Angela Dewan para a CNN (CNN)A área de floresta tropical destruída em 2021 foi suficiente para cobrir toda a ilha de Cuba […] […]

Florestas tropicais cruciais foram destruídas a uma taxa de 10 campos de futebol por minuto em 2021!

publicado em Bárbara Crane Navarro

Poluição sonora: um problema do barulho (e de saúde pública)

Por Diogo Sponchiato

Já imaginou viver em um mundo onde, como diria aquela canção do Roberto Carlos, todos estão surdos? Um mundo onde as pessoas são incapazes de ouvir o som da chuva, o canto dos pássaros ou o riso das crianças? Contando assim, até parece uma distopia criada pelo escritor português José Saramago (1922-2010), autor do romance Ensaio sobre a Cegueira (Companhia das Letras), ou um estudo de casos do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), que publicou Vendo Vozes — Uma Viagem ao Mundo dos Surdos (Companhia de Bolso). Mas nada disso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, até 2050, 25% da população global — quase 2 bilhões de pessoas — terá algum grau de perda auditiva. Isso tem a ver com o envelhecimento populacional? Tem, mas o grande culpado por esse déficit que pode acabar em surdez, e de forma cada vez mais precoce, está gritando por aí: a poluição sonora. “Todo e qualquer ruído perturbador ou indesejado que afeta os seres humanos e mesmo a vida selvagem está poluindo o meio ambiente”, afirma a otorrinolaringologista Tatiana Alves Monteiro, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E, a exemplo da sujeira espalhada pelo ar, os barulhos que fustigam as cidades viraram um problema de saúde pública. Não foi por falta de aviso que chegamos a essa encruzilhada acústica. Em 1910, o médico alemão Robert Koch (1843-1910), famoso por ter descoberto o bacilo da tuberculose, já tinha dado o alerta: “Um dia, a humanidade terá de lutar contra a poluição sonora com a mesma determinação que luta contra a peste ou o cólera”. Ao que parece, esse dia chegou. Só que o mundo fez ouvido de mercador ao Prêmio Nobel. Deu no que deu: só a Agência Europeia do Ambiente atribui à exposição prolongada a ruídos acima dos limites toleráveis cerca de 18 mil mortes, 80 mil internações e 900 mil casos de pressão alta por ano. “Estamos quase o tempo todo colocando nossa audição em perigo. E os danos são irreversíveis”, sentencia o otorrino Fernando Balsalobre, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. 

Diferentemente da fuligem das chaminés e do escapamento dos carros, a poluição sonora é invisível e tem gente que até se acostumou com ela. Mas está ali, no meio de nós: motores e buzinas, músicas no volume máximo, obras nas ruas… E, pior, até altas horas da noite. “Mais que um incômodo, o excesso de barulho é um risco para a saúde”, declarou Zsuzsanna Jakab, diretora da OMS na Europa, em 2018. Risco para a audição, o coração, o cérebro… Precisamos falar — no tom adequado — sobre o assunto. E é por isso que VEJA SAÚDE ouviu uma série de especialistas a respeito do mal nada silencioso provocado pelo ruído excessivo ou prolongado. E sinaliza o que podemos fazer antes que seja tarde demais.

Não é força de expressão! A exposição a sons altos ou constantes não corrói apenas a audição. Ameaça a cabeça e o coração

Poluição sonora: um problema do barulho (e de saúde pública)

publicado em Veja saúde

É tempo de azeite para os brasileiros!

Por Diogo Sponchiato

Elas estampam passagens da mitologia greco-romana e da Bíblia judaico-cristã. Dominam há séculos as paisagens de Portugal e da Andaluzia, na Espanha. Acompanharam o auge e o declínio das civilizações às margens do Mar Mediterrâneo. Não há como falar da história do Velho Mundo sem citar ou visualizar as oliveiras. Mas já faz um tempo que essas árvores não estão mais confinadas a esse pedaço do planeta. Agora se esparramam por terras brasileiras nas montanhas da Serra da Mantiqueira, entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, pelo solo gaúcho e onde mais o clima ajudar. A safra nacional deste ano surpreende em números e pelas características dos frutos. Deles brotam óleos premiados em concursos e reconhecidos no exterior. O Brasil, quem diria, entrou na rota do azeite de oliva. O engenheiro-agrônomo Pedro Henrique Abreu Moura, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), enumera alguns fatores que contribuem para esse êxito recente: “Além das ondas de frio no inverno de 2021, que é condição importante para o florescimento, hoje temos mais plantas entrando em idade produtiva”. Logo, o que foi semeado na década passada começou a frutificar. Se, de um lado, a natureza deu uma forcinha, do outro existe o empenho dos cientistas para dotar os olivais do que eles chamam de “pacote tecnológico”. “Isso engloba desde o manejo no campo até a maneira como se extrai o óleo, com aperfeiçoamento de técnicas e uso de maquinário moderno”, explica Luiz Fernando de Oliveira, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig.

A safra de oliveiras está em alta no país. E os estudos não param de confirmar os efeitos de seu maior derivado, o óleo, em prol da saúde

É tempo de azeite para os brasileiros!

publicado em Veja saúde