Curiosamente…por Mágica Mistura

“Quando éramos crianças cada dia era uma aventura repleta de descobertas, e mesmo quando caímos e o joelho saía ralado, bastava um beijinho carinhoso e tudo voltava a brilhar. Atenção e curiosidade, alegria e entrega à vida. É disto que eu estou falando!⁠”

Mágica Mistura

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Sertanista Sidney Possuelo devolve medalha do mérito indigenista após honraria ter sido dada a Jair Bolsonaro — Barbara Crane Navarro

« Querem nos destruir a todo custo e, como se isso não bastasse, agora querem se homenagear em nosso nome? » disse APIB O ex-presidente da Funai, o sertanista Sidney Possuelo, devolvendo sua medalha do mérito indigenista após a honraria ter sido entregue também ao presidente Jair Bolsonaro A piada de mau gosto realizada pelo ministro da […] […]

Sertanista Sidney Possuelo devolve medalha do mérito indigenista após honraria ter sido dada a Jair Bolsonaro — Barbara Crane Navarro

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ALMA✨

Alma, deixa eu ver sua alma


A epiderme da alma, superfície


Alma, deixa eu tocar sua alma

Com a superfície da palma da minha mão, superfície

Easy, fique bem easy

Fique sem nem razão

Da superfície livre

Fique sim, livre

Fique bem com razão ou não, aterrize

Alma, isso do medo se acalma

Isso de sede se aplaca

Todo pesar não existe

Alma, como um reflexo na água

Sobre a última camada

Que fica na superfície, crise

Já acabou, livre

Já passou o meu temor do seu medo

Sem motivo, riso, de manhã, riso de neném

A água já molhou a superfície

Alma, daqui do lado de fora

Nenhuma forma de trauma sobrevive

Abra a sua válvula agora

A sua cápsula, alma

Flutua na superfície lisa, que me alisa

Seu suor, o sal que sai do sol, da superfície

Simples, devagar, simples, bem de leve

A alma já pousou na superfície

Alma, daqui do lado de fora

Nenhuma forma de trauma sobrevive

Abra a sua válvula agora

A sua cápsula, alma

Flutua na superfície lisa, que me alisa

Seu suor, o sal que sai do sol, da superfície

Simples, devagar, simples, bem de leve

A alma já pousou na superfície

Alma, deixa eu ver sua alma

A epiderme da alma, superfície

Alma, deixa eu tocar sua alma

Com a superfície da palma da minha mão, superfície

Alma, deixa eu ver

Deixa eu tocar (alma, alma, alma)


(Deixa eu ver)


(Deixa eu tocar)


(Alma, alma, alma)


Superfície (alma, alma)


Deixa eu ver sua alma (alma, alma)


Alma (alma, alma, alma)

Fonte: Musixmatch

Compositores: Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho / Pedro Anibal De Oliveira Gomes

Letra de Alma © Warner/chappell Edicoes Musicais Ltda, Rosa Celeste

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Gostos e escolhas…por Mágica Mistura

O que seria do amarelo

Se o mundo lilás todo fosse

O que dizer da maçã

Se só gostassem de laranja ?

Amo muito as camélias

Porém rosas também são belas

Há quem prefira um café

Talvez um suco, só água

Um brigadeiro, um brioche

Banho de mar,ou fuja de praia

Gosto é gosto, é diverso

Tempero da vida,sal da terra

Tem quem goste de um drama

De suspense,ou romance

Talvez na tela ou em um livro

Depende da situação …

Opções são bem vindas

Cada qual uma opinião

Livre arbítrio, aceitação

Valorizar é a palavra

Tudo e todos , sempre… enfim

Viver plenamente o presente

Que é o que de certo temos

Sem dúvida, de concreto

Única escolha,essa sim…

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Muito além das vacinas: as promessas do mRNA

Por Bruno Garattoni

“Eu trabalhava todas as noites, escrevendo as propostas. E as respostas sempre vinham: ‘não, não, não’. Cogitei ir para outro lugar, trabalhar com outra coisa. Também pensei: ‘talvez eu não seja inteligente o bastante”, contou a bioquímica húngara Katalin Karikó em uma de suas raras entrevistas, no fim de 2020.

Naquele momento, Karikó estava no topo do mundo: as vacinas de RNA mensageiro (mRNA), que só se tornaram realidade graças ao trabalho dela, começavam a chegar aos braços de centenas de milhões de pessoas. Mas a cientista não havia se esquecido do que passou para chegar até ali. Nem teria como esquecer.

Nascida na Hungria, filha de um açougueiro, Karikó cresceu numa casa de dois cômodos sem geladeira, TV ou água encanada. Ela ia bem na escola, entrou na faculdade e se formou na Universidade de Szeged, no sul do país. Foi trabalhar no Instituto de Bioquímica da cidade até que, em 1985, o governo cortou a verba do laboratório.

Karikó vendeu o carro da família (algo proibido no país, comunista), escondeu o dinheiro dentro de um ursinho de pelúcia e o levou, junto com o marido e a filha, numa viagem até os Estados Unidos – para onde a família emigrou em busca de oportuindades.

Essa nova vida começou bem: ela fez pós-doutorado na Universidade Temple, na Filadélfia, e em 1989 se tornou professora-assistente na Universidade da Pensilvânia. Mas, alguns anos depois, o sonho tinha virado um pesadelo. Ninguém acreditava que os estudos com RNA mensageiro, nos quais Karikó colocava todo o seu esforço, poderiam chegar a algum lugar.

Nada contra a ideia em si, que era ótima. Quando o seu corpo precisa fabricar alguma proteína, ele consulta conjuntos de instruções presentes no DNA: os genes. Aí, num processo chamado transcrição, o organismo fabrica moléculas de RNA mensageiro, que contém cópias de determinados trechos do DNA. Elas vão parar nos ribossomos, dentro das células, que leem aquele código e fazem as proteínas. Pronto.

É como se o seu corpo fosse um computador, e o mRNA fosse o software que roda nele. Esse mecanismo é poderoso e universal: plantas, bactérias e vírus também emp o RNA mensageiro. Se você conseguisse criar e editar mRNA em laboratório, poderia usá-lo para ensinar o corpo humano a fazer quase qualquer proteína – como anticorpos contra vírus, ou moléculas capazes de prevenir e curar doenças. “Você transforma o corpo em produtor de medicamentos”, diz Wesley Fotoran, que é imunologista do Instituto Butantan e pesquisa, em seu pós-doutorado, o uso de mRNA contra malária e câncer.   

O corpo humano rejeitava o mRNA artificial, criado em laboratório. E isso parecia não ter solução.

Um potencial gigantesco. Mas a realidade era diferente. Primeiro, não havia como levar aquele mRNA “artificial” até os ribossomos. Isso exigiu 25 anos de pesquisas, mas acabou dando certo: no começo dos anos 1990, cientistas americanos criaram nanopartículas de gordura para envolver e transportar as moléculas. Elas usam um truque genial, relacionado à acidez das células humanas, para só liberar o mRNA no lugar exato (veja quadro abaixo).

Só que aí apareceu um obstáculo bem maior. Na maioria dos casos, o organismo via aquelas moléculas de mRNA como invasoras – afinal, elas continham se-quências genéticas estranhas, que haviam sido criadas em laboratório e não faziam parte do corpo – e as atacava. Não fabricava as proteínas que você queria ensiná-lo a produzir.

As pesquisas bateram num muro, e não avançavam. A visão predominante na comunidade científica era de que aquilo jamais funcionaria. Karikó tentava e tentava, mas nada dava certo. E o dinheiro foi secando – suas propostas de financiamento para pesquisas começaram a ser sumariamente rejeitadas.

O RNA mensageiro é como se fosse um arquivo executável: contém instruções para que o corpo fabrique determinadas proteínas. Veja como essa tecnologia, que estreou nas vacinas da Covid, se tornou uma aposta para tratar diversas doenças – de colesterol a câncer, de gripe a síndromes genéticas raras.

Muito além das vacinas: as promessas do mRNA

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Em visita ao Brasil, Marie Curie inspirou o início da radioterapia no país

Por Maria Clara Rossini

Chapéu, roupa de banho, escova de dente, duas agulhas de rádio (o elemento químico). Era mais ou menos assim que a mala de Marie Curie estava organizada quando ela saiu de Paris, em junho de 1926. O destino: Rio de Janeiro. O convite partiu da Embaixada do Brasil na França, mas foi o governo francês que bancou a viagem.

Já aos 59 anos de idade e laureada com dois prêmios Nobel (de Física, em 1903, e Química, em 1911), Curie não parecia muito animada com a viagem. Em quase todas as fotos no Brasil ela aparece sentada e sem interesse em olhar para a câmera. A polonesa naturalizada francesa só tinha um objetivo claro: divulgar suas pesquisas sobre radioatividade.

Agenda lotada

Curie ministrou um curso na Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que foi transmitido via rádio (o aparelho, ainda uma novidade tecnológica). Apesar do foco no trabalho, arrumou tempo para aproveitar o hotel no bairro do Flamengo com sua filha, Irène Joliot-Curie, tomar banhos de mar e fazer o clássico roteiro turistão carioca: Corcovado, Pão de Açúcar (já havia o bondinho), Tijuca e Museu Nacional.

Durante os dois meses que ficou no Brasil, estava quase sempre acompanhada da bióloga paulistana Bertha Lutz, uma ativista do feminismo. Esta fazia parte da Federação Brasileira pelo Progresso Femininouma entidade que lutava pelos direitos políticos e inclusão das mulheres na educação e ciência. As ativistas feministas tinham tudo para se tornarem BFFs.

Lutz também acompanhou Curie em São Paulo, onde a química deu palestras na Faculdade de Medicina da USP. Ela também visitou o Instituto Butantã, que 95 anos depois desenvolveria a primeira vacina contra a Covid-19 aprovada no Brasil.

Depois de passar um dia na capital paulista, ela embarcou em um trem na Estação da Luz com destino a Águas de Lindoia. Não para relaxar nas termas, mas para conferir um rumor que circulava entre os cientistas: as águas das fontes lindoienses teriam um pequeno grau de radioatividade. Segundo os jornais da época, ao final da visita, Curie teria confirmado o fato. E estava certa. Medições com equipamentos mais modernos mostrariam depois que que tem mesmo; num grau seguro para a saúde. 

A cientista visitou o primeiro hospital oncológico quando passou por aqui, em 1926. Saiba como foi a experiência da química no Brasil.

Em visita ao Brasil, Marie Curie inspirou o início da radioterapia no país

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