PFAS, ‘produtos químicos eternos’,  circulam através do solo, ar e água, segundo estudo da Universidade de Estocolmo

Espuma PFAS se acumula na represa Van Etten Creek em Oscoda Township, Michigan. Fotografia: Jake May / AP

Por Tom Perkins para o “The Guardian”

“Produtos químicos para sempre” tóxicos de PFAS no oceano são transportados da água do mar para o ar quando as ondas atingem a praia. Esse fenômeno representa uma fonte significativa de poluição do ar, concluiu um novo estudo da Universidade de Estocolmo.

As descobertas, publicadas na Environmental Science & Technology, também explicam em parte como o PFAS chega à atmosfera e, eventualmente, precipita . O estudo, que recolheu amostras de dois sítios noruegueses, também conclui que a poluição “pode impactar grandes áreas do interior da Europa e outros continentes, além de zonas costeiras”.

O estudo da Universidade de Estocolmo destaca a mobilidade dos produtos químicos, que foram encontrados em ovos de pinguins e ursos polaresEspuma PFAS se acumula na represa Van Etten Creek em Oscoda Township, Michigan. Fotografia: Jake May / AP Por Tom Perkins para o “The Guardian” “Produtos químicos para sempre” tóxicos de PFAS no oceano […]

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publicado originalmente em blog do pedlowski

Velhos, sim… Doentes, não! A nova cara e os desafios da velhice

príncipe Philip do Reino Unido, de 99 anos, morreu na manhã de 9 de abril de 2021. O Palácio de Buckingham não entrou em detalhes sobre a causa de sua morte. Disse apenas que ele “faleceu pacificamente” no Castelo de Windsor, uma das residências oficiais da família real.

Dois meses antes, o marido da rainha Elizabeth II tinha passado mal e precisou ser internado. No dia 1º de março, foi submetido a uma cirurgia no coração. Ficou hospitalizado quase um mês. Na hora de preencher seu atestado de óbito, o médico da realeza declarou que ele morreu de… “idade avançada”.

Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu incluir a velhice na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) no dia 28 de maio de 2019, durante a 72ª Assembleia Mundial de Saúde. O encontro aconteceu em Genebra, na Suíça, e reuniu representantes de 194 países, incluindo o Brasil.

Ficou acertado que o código R54, até então empregado para casos de senilidade, seria substituído pelo novíssimo MG2A, usado para pacientes que, a exemplo do príncipe britânico, morreram em idade avançada.

O motivo da troca, explica Bernardino Vitoy, especialista em saúde familiar e comunitária da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), teria sido a “conotação negativa” da palavra senilidade.

A mudança, que passaria a valer dia 1º de janeiro de 2022 com prazo de três anos para ser devidamente implementada, desagradou especialistas de diversos campos.

O médico gerontólogo Alexandre Kalache, ex-diretor do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da OMS, classifica a decisão de “aberração” e “retrocesso”.

Decisão da OMS de incluir a velhice na sua lista oficial de doenças — que acaba de ser revertida — suscita debates sobre os novos significados dessa fase

Velhos, sim… Doentes, não! A nova cara e os desafios da velhice

publicado originalmente em Veja saúde

Como é a produção de vegetais orgânicos?

1- A escolha da semente

Existem versões orgânicas, mas elas ainda não são abundantes no mercado. Dá para usar as não orgânicas, só que há regras: não podem ser transgênicas nem ter recebido tratamento químico com fungicidas, pesticidas etc.

Uma coisa bacana no orgânico é a valorização de sementes crioulas, que preservam características tradicionais e são mantidas por agricultores familiares ao longo de décadas. Há quem venda ou troque com os vizinhos.

2- Manejo do cultivo

Ao contrário do plantio convencional, não se usam agrotóxicos nem adubos sintéticos. Então, o desafio é manter o solo muito rico para nutrir a planta, deixando-a menos suscetível ao ataque de pragas.

Para isso, recorre-se ao incremento da matéria orgânica, com resíduos vegetais, animais e húmus. É essencial aplicar caldas e fertilizantes orgânicos. Em volta da lavoura, deve-se plantar espécies altas, formando uma barreira contra ventos capazes de trazer poluentes.

Não depender do uso de agrotóxicos é o diferencial mais famoso em comparação ao cultivo convencional. Mas há um monte de outros detalhes em jogo

Como é a produção de vegetais orgânicos?

publicado originalmente em Veja saúde

Coluna Carbono Zero: A volta do debate sobre a geoengenharia

A COP26, conferência da ONU sobre mudança climática, terminou com perspectivas não muito animadoras. Mesmo com todos os compromissos assumidos, não foi possível chegar à meta mais ambiciosa, que mirava conter o aquecimento global a 1,5 °C neste século, e há evidências de que alguns países foram até o evento só para apresentar miragens. Há pouca perspectiva de que consigamos evitar mudanças climáticas potencialmente catastróficas lançando mão das estratégias seguras e sabidamente eficazes: redução de emissões de gases-estufa e captura dessas substâncias, a fim de limpar a atmosfera.

Por isso, alguns grupos de cientistas começaram a se mover para pedir mais atenção a um tema que até então era tabu absoluto: a geoengenharia solar. Após grandes erupções vulcânicas, partículas de enxofre sobem à alta atmosfera e bloqueiam parte da luz solar, levando a um esfriamento do planeta. O que alguns pesquisadores sugerem é: e se tentarmos fazer isso de propósito?

A reação da imensa maioria da comunidade científica é descartar de cara. Os riscos são enormes. Estaríamos tentando corrigir um estrago potencialmente promovendo outro, numa solução que é reconhecidamente imperfeita. Jogar poeira na estratosfera não reverte completamente os efeitos do aumento de CO2 atmosférico, e pode ter outros efeitos ainda pouco compreendidos.

Além disso, introduz variáveis perigosas, como o fato de que um país pode sozinho decidir fazer uma intervenção global. Ou a possibilidade de que projetos do tipo desencorajem países a cortar emissões – que é a melhor solução.

Mas também começa a surgir no ar a sensação de que o tempo está acabando e que não se pode vetar o debate público – e estudos científicos que possam ampará-lo – sobre geoengenharia. Em editorial publicado na revista Science, Edward Parson, pesquisador da Universidade da Califórnia, defendeu a pesquisa do tema. “Rejeitar uma atividade baseada em danos que possam se seguir a ela é aplicar uma precaução extrema. Isso pode ser correto quando há risco de dano sério e imitigável e a alternativa é reconhecidamente aceitável. Não é o caso aqui”, destacou.

Ela sempre foi tabu. Mas há quem diga que não precisa ser.

Coluna Carbono Zero: A volta do debate sobre a geoengenharia

publicado originalmente em superinteressante

O robô agricultor

O robô se chama LaserWeeder, foi desenvolvido pela empresa americana Carbon Robotics, e consegue percorrer 20 acres (81 mil m2) de plantação por dia eliminando plantas daninhas – que ele queima disparando pequenos canhões laser de 150 watts.

A máquina usa um sistema de navegação da marca nVidia, que é alimentado pelas informações de 12 câmeras, GPS e LiDAR (tipo de scanner 3D usado em carros autônomos). Ele se desloca a 8 km/h pelas lavouras, inclusive à noite, e é inteligente o bastante para encontrar e seguir as trilhas entre as áreas plantadas – isso evita que o veículo, que pesa 4 toneladas, passe com as rodas por cima das verduras.

Também para automaticamente se encontrar algum obstáculo, como um animal ou pessoa. Os lasers disparam a cada 50 milissegundos e são bem precisos: segundo o fabricante, sua margem de erro é de apenas 3 milímetros. O veículo pode ser usado em diversas lavouras, dispensando a aplicação de agrotóxicos. A empresa diz que já vendeu todo o seu primeiro lote de robôs (o preço não foi divulgado).

Ele tem 12 câmeras e 8 canhões laser – para identificar e eliminar pragas da lavoura automaticamente, sem usar agrotóxicos.

O robô agricultor

publicado originalmente em superinteressante

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