A redescoberta dos fungos

Ao andar por um bosque, olhe bem onde pisa: fora as folhas secas, plantas e insetos, é muito provável que você vá enxergar pequenos cogumelos brotando do chão ou atrelados aos troncos e raízes das árvores. O que não fica tão óbvio ao primeiro olhar é como eles são os donos do pedaço. O cogumelo é só a parte mais visível de algumas espécies de fungos — a porção que eles utilizam para se reproduzir.

Mas é ali embaixo, no subterrâneo, que se encontram as estruturas e conexões que dão a essas criaturas um domínio sobre (e sob) a terra. Não só: graças às redes fúngicas, fica garantida a coesão do solo e uma infinidade de vegetais arrumam nutrientes que não conseguiriam obter sozinhos.

Nove em cada dez plantas dependem da chamada “internet das árvores”, esse sistema em que os “cabos” são formados por fungos que, além de nutrir, compartilham informações químicas sobre as pragas e ameaças por perto. Parece incrível — e é mesmo!

Nem planta nem animal. E muito além do champignon. Os fungos estão sendo revistos como cruciais à natureza e uma nova fonte de alimentos e tratamentos

A redescoberta dos fungos

publicado originalmente em Veja saúde

Gostos… por Mágica Mistura

“Gosto de escrever sobre a mata, o verde e a selva… Gosto de sentir o vento, pisar a areia, tocar a terra. Gosto de pensar que com uma união planetária hoje, transformaremos o amanhã…e de acreditar que a maioria têm boa vontade e forças para evoluir. Um primeiro passo, um pouquinho de cada vez… é disso que precisamos.”

Mágica Mistura

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3 notícias sobre: o dia a dia na Estação Espacial Internacional

Bactérias produzem material útilAstronautas cultivaram colônias de S. desiccabilis e B. subtilis, e alimentaram esses micróbios com basalto (material abundante nas rochas da Lua e de Marte). Resultado: as bactérias produziram vanádio (1) , um metal valioso – na Terra, onde esse material é fabricado industrialmente, ele serve para reforçar ligas metálicas, fazer baterias e tintas.

Nave empurra estação sem quererA Soyuz MS-18, que levou um cosmonauta, um diretor de cinema e uma atriz da Rússia para gravar um filme na estação, ligou acidentalmente seu propulsor quando estava acoplada à ISS. Isso fez com que a estação girasse sobre seu eixo e ficasse meia hora desalinhada. Isso já tinha acontecido em 29 de julho, com o disparo do módulo russo Nauka.

Cosmonautas têm alteração cerebralCientistas colheram sangue de cinco cosmonautas russos que ficaram bastante tempo na ISS: 169 dias em média. Os exames revelaram níveis aumentados das proteínas beta-amiloide e GFAP e do polipeptídeo NFL – que são sinais de danos físicos ao cérebro (2). Eles podem ser consequência da exposição prolongada à microgravidade.

As experiências científicas vão bem – mas a ISS e seus hóspedes também têm problemas.

3 notícias sobre: o dia a dia na Estação Espacial Internacional

publicado originalmente em superinteressante

Técnica permite ver sombras invisíveis

Pesquisadores do MIT criaram um método (1) que permite enxergar e analisar sombras muito sutis, invisíveis a olho nu – e usar essa informação para saber quantas pessoas estão em um recinto e o que elas estão fazendo.

A técnica consiste em filmar uma parede em branco e depois processar o vídeo, recuperando microdistorções causadas pelos reflexos da luz dentro do ambiente. No futuro, agências de espionagem poderão usar o novo método para enxergar através de paredes: os espiões poderão apontar suas câmeras para dentro de uma casa ou prédio, mesmo que só consigam focalizar uma parede, e mesmo assim inferir o que está acontecendo no local.

Processo extrai interferências captadas por câmeras de vídeo, imperceptíveis a olho nu

Técnica permite ver sombras invisíveis

publicado originalmente em superinteressante

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