Aprendizado…por Nelson Mandela

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”

🌸Nelson Mandela

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“Quando você corta as árvores, agride os espíritos de nossos ancestrais. Ao procurar minerais, você perfura o coração da Terra…”

Publicado originalmente em Barbara Crane Navarro: Foto: Ricardo Stuckert « série Índios Brasileiros »  “Quando você corta as árvores, agride os espíritos de nossos ancestrais. Ao procurar minerais, você perfura o coração da Terra. E quando você derrama venenos na terra e nos rios, produtos químicos agrícolas e mercúrio das minas de ouro, você enfraquece os espíritos,…

“Quando você corta as árvores, agride os espíritos de nossos ancestrais. Ao procurar minerais, você perfura o coração da Terra…”

Cor da casca 🤎

Liberdade sem oportunidade

Abolição sem inclusão

Igualdade sem equidade

Sociedade com grilhão

Ironias da vida, atraso

A cor da pele conta ?!

A humanidade não superou

Prossiguamos, é preciso

Há de mudar esse estigma …

Trocou o milênio

E nossa mentalidade primitiva

Concebe o inconcebível

Castas,classes,credos e raças

E a cor da aura,da alma…

Quem olha ?!

Sintam com o espírito

Nossa essência é única,

Somos criados iguais,

A cor da casca… pouco importa

Quando a morte retira nossa capa

O que se mostra é nossa verdadeira cor

Que seja luminosa e bela

Que brilhe e espalhe amor

Com coragem ,com respeito

Que encaremos a verdade

Mãos dadas, vamos em frente

O Universo é diversidade 🤎🤍🖤

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🤎Coisa da antiga…

Na tina, vovó lavou, vovó lavou

A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

Hoje mamãe me falou de vovó só de vovó

Disse que no tempo dela era bem melhor

Mesmo agachada na tina e soprando no ferro de carvão

Tinha-se mais amizade e mais consideração

Disse que naquele tempo a palavra de um mero cidadão

Valia mais que hoje em dia uma nota de milhão

Disse afinal que o que é de verdade

Ninguém mais hoje liga

Isso é coisa da antiga, oi na tina

Na tina, vovó lavou, vovó lavou

A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

Hoje o olhar de mamãe marejou só marejou

Quando se lembrou do velho, o meu bisavô

Disse que ele foi escravo mas não se entregou à escravidão

Sempre vivia fugindo e arrumando confusão

Disse pra mim que essa história do meu bisavô, negro fujão

Devia servir de exemplo a esses nego pai João

Disse afinal que o que é de verdade ninguém mais hoje liga

Isso é coisa da antiga, oi na tina

Na tina, vovó lavou, vovó lavou

A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar

Muita fumaça e calor no ferro de engomar

🤎 Fonte: Musixmatch

Compositores: Nei Braz Lopes / Wilson Moreira Serra

Letra de Coisa da Antiga © Edicões Musicais Tapajos Ltda

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🤎A canção do africano…por Castro Alves

Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão…

De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar…
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez pra não o escutar!

“Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!

“0 sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia!

“Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar …

“Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro”.

O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
Pra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!


O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.

E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!

🤎Castro Alves

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